2 Samuel 14

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# AS21 NAA
1 Quando Joabe, filho de Zeruia, percebeu que o rei só pensava em Absalão, Joabe, filho de Zeruia, vendo que o coração do rei começava a inclinar-se para Absalão,
2 mandou buscar em Tecoa uma mulher astuta e lhe disse: Finge que estás de luto; põe vestes de luto, não ponhas óleo aromático e finge ser uma mulher que está chorando há muitos dias por um falecido. mandou trazer de Tecoa uma mulher sábia e lhe disse: — Finja que está muito triste, vista as suas roupas de luto, não se unja com óleo e faça de conta que é uma mulher que há muito tempo está de luto por algum morto.
3 Vai falar com o rei e dize-lhe isso. Então Joabe lhe determinou o que deveria dizer. Apresente-se ao rei e diga-lhe tais e tais palavras. E Joabe lhe pôs as palavras na boca.
4 A mulher tecoíta foi falar com o rei. Prostrou-se com o rosto no chão, saudou-o respeitosamente e disse: Salva-me, ó rei. A mulher tecoíta apresentou-se ao rei, e, inclinando-se, prostrou-se com o rosto em terra e disse: — Ajude-me, ó rei!
5 O rei lhe perguntou: Que tens? Ela respondeu: Na verdade, eu sou viúva; meu marido morreu. Então o rei perguntou: — Em que posso ajudá-la? Ela respondeu: — Ai de mim! Sou viúva; o meu marido morreu.
6 A tua serva tinha dois filhos, os quais tiveram uma briga no campo, e não havia ninguém que os afastasse. Então um feriu o outro e o matou. Esta sua serva tinha dois filhos, que brigaram entre si no campo. Como não houve quem os apartasse, um deles matou o outro.
7 Agora toda a família se levantou contra a tua serva, dizendo: Entrega-nos aquele que matou seu irmão, para que o matemos pela vida de seu irmão, a quem matou, e para que exterminemos também o herdeiro. Assim apagarão a brasa que me restou, de modo que não deixarão nem nome nem remanescente sobre a terra a meu marido. Eis que toda a parentela se levantou contra esta sua serva, e estão dizendo: “Entregue-nos aquele que matou o seu irmão, para que o matemos, em vingança da vida que ele tirou e para que destruamos também o herdeiro.” Assim, querem apagar a última brasa que me restou, não deixando a meu marido nome, nem sobrevivente na terra.
8 Então o rei disse à mulher: Vai para tua casa, e eu darei ordem a teu respeito. O rei disse à mulher: — Vá para a sua casa, e eu darei ordens a seu respeito.
9 A mulher tecoíta respondeu ao rei: Ó rei, meu senhor, venha a maldade sobre mim e sobre a casa de meu pai; e fique inocente o rei e o seu trono. Mas a mulher tecoíta disse ao rei: — Ó rei, meu senhor, que a culpa caia sobre mim e sobre a casa de meu pai. O rei e o seu trono sejam inocentes.
10 O rei voltou a dizer: Traze a mim quem falar contra ti, e ele nunca mais te importunará. Então o rei disse: — Se alguém falar contra você, traga-o aqui, e ele nunca mais a incomodará.
11 Ela disse: Que o rei se lembre do SENHOR, seu Deus, para que o vingador do sangue não faça mais destruição e não extermine meu filho. Então ele disse: Assim como o SENHOR vive, nem mesmo um fio de cabelo do teu filho cairá no chão. A mulher acrescentou: — Que o rei se lembre do SENHOR, seu Deus, para que os vingadores do sangue não se multipliquem e exterminem o meu filho. Davi respondeu: — Tão certo como vive o SENHOR, não há de cair no chão nem um só dos cabelos de seu filho.
12 Então a mulher disse: Permite que a tua serva fale mais uma coisa ao rei meu senhor. Ele respondeu: Fala. Então a mulher disse: — Permita que esta sua serva fale uma palavra ao rei, meu senhor. Ele disse: — Fale.
13 Então a mulher disse: Por que pensas tal coisa contra o povo de Deus? Ao dizer isto, o rei se condena, pois se recusa a trazer de volta o que foi banido. E a mulher prosseguiu: — Por que o senhor, meu rei, imaginou tal coisa contra o povo de Deus? Pois, ao pronunciar tal juízo, o rei condena a si mesmo, visto que não quer fazer voltar o seu desterrado.
14 Porque certamente morreremos e seremos como águas derramadas na terra, que não se podem mais ajuntar. Porém, Deus não tira a vida, mas provê meios para que o que foi banido seja restaurado. Porque todos temos de morrer; somos como água derramada na terra que já não se pode juntar. Porque Deus não tira a vida, mas encontra meios para que o banido não permaneça afastado de sua presença.
15 E, se eu agora vim falar esta palavra ao rei, meu senhor, é porque o povo me ameaçou; pois a tua serva pensava: Falarei ao rei e ele fará conforme o pedido da sua serva. Se vim, agora, falar esta palavra ao rei, meu senhor, é porque o povo me atemorizou. Porque esta sua serva dizia: “Vou falar com o rei, porque talvez ele fará segundo a palavra desta sua serva.
16 Que o rei me ouça e livre a sua serva da mão do homem que procura exterminar tanto a mim como a meu filho da herança de Deus. Porque o rei atenderá, para livrar a sua serva da mão do homem que quer destruir tanto a mim como a meu filho da herança de Deus.”
17 A tua serva pensava ainda: Que a palavra do rei, meu senhor, me dê um descanso, porque o rei, meu senhor, é como o anjo de Deus para discernir o bem e o mal. O SENHOR, teu Deus, seja contigo. Dizia mais esta sua serva: “Seja, agora, a palavra do rei, meu senhor, para a minha tranquilidade, porque, como um anjo de Deus, assim é o rei, meu senhor, para discernir entre o bem e o mal.” Que o SENHOR, seu Deus, esteja com o rei, meu senhor.
18 Então o rei respondeu à mulher: Peço-te que não me escondas o que eu te perguntar. A mulher disse: Fala agora, ó rei, meu senhor. Então o rei disse à mulher: — Não me encubra nada do que vou lhe perguntar. A mulher respondeu: — Pois fale o rei, meu senhor.
19 O rei então perguntou: Não é verdade que a mão de Joabe está contigo em tudo isso? A mulher respondeu: Tão certo como vives, ó rei, meu senhor, que ninguém poderá se desviar, nem para a direita nem para a esquerda, de tudo quanto diz o rei, meu senhor; porque Joabe, teu servo, é quem me deu ordem e foi ele quem me disse tudo que tua serva deveria falar. O rei perguntou: — Não é verdade que a mão de Joabe está com você em tudo isto? Ela respondeu: — Juro pela sua vida, ó rei, meu senhor, que ninguém poderá se desviar, nem para a direita nem para a esquerda, de tudo o que o rei, meu senhor, tem dito. Sim, foi o seu servo Joabe quem me deu ordem e foi ele quem ditou a esta sua serva todas estas palavras.
20 Teu servo Joabe fez isso para mudar essa situação. Porém, meu senhor é sábio conforme a sabedoria do anjo de Deus, para entender tudo o que acontece na terra. Foi para mudar o aspecto deste caso que o seu servo Joabe fez isto. Porém o meu senhor é tão sábio como um anjo de Deus, para entender tudo o que se passa na terra.
21 Então o rei disse a Joabe: Farei o que pedes. Vai buscar o jovem Absalão. Então o rei disse a Joabe: — Atendi ao seu pedido. Vá e traga o jovem Absalão.
22 Joabe prostrou-se no chão e, fazendo reverência, abençoou o rei; e disse Joabe: Ó rei, meu senhor, hoje o teu servo sabe que foi favorecido por ti, porque o rei fez segundo a palavra do teu servo. Joabe se inclinou, prostrou-se em terra, abençoou o rei e disse: — Hoje reconheço que obtive favor aos seus olhos, ó rei, meu senhor, porque o rei fez segundo a palavra do seu servo.
23 Então Joabe se levantou, foi a Gesur e trouxe Absalão para Jerusalém. Então Joabe se levantou, foi a Gesur e trouxe Absalão a Jerusalém.
24 O rei disse: Leva-o para sua casa, mas não venha à minha presença. Absalão voltou para sua casa e não foi à presença do rei. Mas o rei disse: — Que ele volte para a sua casa e não veja a minha face. Assim Absalão voltou para a sua casa e não viu a face do rei.
25 Não havia em todo o Israel ninguém que fosse tão admirável pela sua beleza como Absalão; ele não tinha defeito algum desde a planta do pé até o alto da cabeça. Em todo o Israel não havia homem tão celebrado por sua beleza como Absalão. Desde a planta do pé até o alto da cabeça, não havia nele defeito algum.
26 Quando ele cortava o cabelo, o que costumava fazer no fim de cada ano, porque ficava muito pesado, o peso do cabelo era de duzentos siclos, segundo o peso real. Quando cortava o cabelo — e isto se fazia no fim de cada ano, porque o cabelo lhe ficava pesado demais —, seu peso era de mais de dois quilos, segundo o peso real.
27 Absalão teve três filhos e uma filha chamada Tamar, que era muito bonita. Também nasceram a Absalão três filhos e uma filha. A filha se chamava Tamar e era uma mulher muito bonita.
28 Assim Absalão ficou dois anos em Jerusalém, sem ir ver o rei. Absalão ficou dois anos em Jerusalém sem ver a face do rei.
29 Absalão mandou chamar Joabe para o enviar ao rei, mas Joabe não quis vir a ele. Mandou chamá-lo uma segunda vez, mas ele não quis vir. Então mandou chamar Joabe, para o enviar ao rei, mas Joabe não quis vir. Mandou chamá-lo segunda vez, mas Joabe ainda não quis vir.
30 Então disse aos seus servos: Vede ali o campo de Joabe pegado ao meu, onde ele planta cevada. Ide e incendiai-o. E os servos de Absalão puseram fogo no campo. Então Absalão disse aos seus servos: — Vejam, Joabe tem um pedaço de campo pegado ao meu, e tem cevada nele. Vão lá e ponham fogo. E os servos de Absalão meteram fogo nesse pedaço de campo.
31 Joabe se levantou e veio encontrar-se com Absalão, em casa, e lhe perguntou: Por que os teus servos puseram fogo no meu campo? Então Joabe se levantou, foi à casa de Absalão e lhe disse: — Por que os seus servos meteram fogo no pedaço de campo que é meu?
32 Absalão respondeu a Joabe: Eu mandei te chamar: Vem cá, para que te mande dizer ao rei: Para que vim de Gesur? Seria melhor eu ter ficado lá. Agora, permite que eu me encontre com o rei. Mas, se sou culpado de alguma coisa, mata-me. Absalão respondeu: — Mandei chamá-lo, dizendo: “Venha cá”, para que o envie ao rei, para dizer-lhe o seguinte: “Para que vim de Gesur? Melhor seria ter ficado lá.” Agora quero ver o rei. Se há em mim alguma culpa, que ele me mate.
33 Joabe foi à presença do rei e lhe contou isso. Então o rei chamou Absalão, e ele foi à presença do rei e prostrou-se no chão diante do rei; e o rei beijou Absalão. Então Joabe foi ao rei e lhe entregou a mensagem de Absalão. O rei chamou Absalão, e este se apresentou diante dele e inclinou-se sobre o rosto em terra. E o rei o beijou.