Jó 29
Comparação de versões
| # | AS21 | NAA |
|---|---|---|
| 1 | Prosseguindo no seu discurso, Jó disse: | Jó continuou em sua fala, dizendo: |
| 2 | Ah! quem me dera voltar a ser como nos meses do passado, como nos dias em que Deus me guardava; | “Ah! Quem me dera ser como fui nos meses passados, como nos dias em que Deus cuidava de mim! |
| 3 | quando a sua lâmpada brilhava sobre a minha cabeça, e com sua luz eu caminhava no meio da escuridão; | Quando Deus fazia resplandecer a sua lâmpada sobre a minha cabeça, quando eu, guiado por sua luz, caminhava na escuridão. |
| 4 | quando eu tinha forças, quando o favor amigo de Deus estava sobre a minha tenda; | Quem me dera ser como fui nos dias do meu vigor, quando a amizade de Deus estava sobre a minha tenda, |
| 5 | quando o Todo-poderoso ainda estava comigo, e os meus filhos, à minha volta; | quando o Todo-Poderoso ainda estava comigo, e os meus filhos estavam ao meu redor, |
| 6 | quando os meus passos eram banhados em leite, e a rocha me derramava ribeiros de azeite! | quando eu lavava os meus pés em leite, e da rocha me corriam rios de azeite. |
| 7 | Quando eu saía para a porta da cidade, e na praça preparava minha cadeira, | Quando eu me dirigia até o portão da cidade e mandava preparar o meu assento na praça, |
| 8 | os moços me viam e se escondiam; os idosos se levantavam e se punham em pé; | os moços me viam e se retiravam, e os idosos se levantavam e ficavam em pé. |
| 9 | os príncipes continham as suas palavras e tapavam a boca; | Os príncipes reprimiam as suas palavras e punham a mão sobre a boca. |
| 10 | a voz dos nobres ficava muda, e sua língua grudava-se ao paladar. | A voz dos nobres emudecia, e a língua deles se apegava ao céu da boca.” |
| 11 | Todo o que me ouvia considerava-me feliz, e todo o que me via dava testemunho de mim; | “O ouvido que me ouvia dizia que eu era feliz; o olho que me via dava testemunho de mim, |
| 12 | porque eu livrava o pobre que clamava e o órfão que não tinha quem o socorresse. | porque eu livrava os pobres que pediam ajuda e também o órfão que não tinha quem o socorresse. |
| 13 | A bênção do que estava para morrer vinha sobre mim, e eu fazia alegrar-se o coração da viúva. | A bênção do que estava prestes a perecer vinha sobre mim, e eu fazia o coração da viúva cantar de alegria. |
| 14 | Eu me vestia de retidão, que me servia de vestimenta. A minha justiça era como manto e diadema. | Eu me cobria de retidão, e ela me servia de roupa; a minha justiça era como um manto e um turbante. |
| 15 | Eu era os olhos do cego e os pés do aleijado. | Eu era os olhos do cego e os pés do aleijado. |
| 16 | Era pai dos necessitados e examinava com dedicação a causa dos desconhecidos. | Era pai dos necessitados e até as causas dos desconhecidos eu examinava. |
| 17 | Quebrava os caninos do perverso e arrancava-lhe a presa dos dentes. | Eu quebrava os queixos dos iníquos e arrancava as vítimas dos dentes deles.” |
| 18 | Então dizia eu: Morrerei no meu ninho e multiplicarei os meus dias como a areia; | “Eu dizia: ‘Vou morrer no meu ninho, e multiplicarei os meus dias como a areia. |
| 19 | as minhas raízes se estendem até as águas, e o orvalho permanece a noite toda sobre os meus ramos; | As minhas raízes se estenderão até as águas, e o orvalho ficará durante a noite sobre os meus ramos. |
| 20 | a minha honra renova-se em mim, e o meu arco se fortalece na minha mão. | A minha honra se renovará em mim, e o meu arco se reforçará na minha mão.’” |
| 21 | Ouviam-me e me esperavam; em silêncio atendiam ao meu conselho. | “Os que me ouviam esperavam o meu conselho e guardavam silêncio para ouvi-lo. |
| 22 | Depois que eu falava, nada respondiam, e minha palavra destilava sobre eles; | Depois que eu falava, não diziam nada; as minhas palavras caíam sobre eles como orvalho. |
| 23 | esperavam-me como se espera a chuva e abriam a boca como para as últimas chuvas. | Esperavam-me como se espera a chuva, abriam a boca como para absorver a chuva fora de época. |
| 24 | Eu lhes sorria quando lhes faltava confiança; eles não desprezavam a luz do meu rosto; | Quando eu sorria para eles, nem acreditavam; e a luz do meu rosto eles não desprezavam. |
| 25 | eu escolhia o caminho para eles, assentava-me como chefe e habitava como rei entre as suas tropas, como aquele que consola os aflitos. | Eu escolhia o caminho para eles, assentava-me como chefe e vivia como rei entre as suas tropas; eu era como quem consola os que pranteiam.” |