Jó 3

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# AS21 NAA
1 Depois disso, Jó abriu a boca e amaldiçoou o dia de seu nascimento. Depois disto, Jó passou a falar e amaldiçoou o dia do seu nascimento.
2 E disse: Jó disse:
3 Pereça o dia do meu nascimento, e a noite em que se disse: Nasceu um menino! “Pereça o dia em que nasci e a noite em que se disse: ‘Foi concebido um homem!’
4 Converta-se aquele dia em trevas; e que Deus, lá de cima, não o considere nem resplandeça sobre ele a luz. Que aquele dia se transforme em trevas, e Deus, lá de cima, não se importe com ele, nem resplandeça sobre ele a luz.
5 Que as trevas e a sombra da morte o resgatem; nuvens habitem sobre ele; e tudo o que escurece o dia o espante. Que as trevas e a sombra da morte se apoderem desse dia; que uma nuvem habite sobre ele; que tudo o que pode escurecer o dia o espante.
6 Que a escuridão tome conta daquela noite e ela não encontre alegria entre os dias do ano nem entre o número dos meses. Aquela noite, que dela se apoderem densas trevas; que ela não se alegre entre os dias do ano, nem entre na conta dos meses.
7 Ah! Seja aquela noite estéril, e nela não se ouça voz de alegria. Sim, que seja estéril aquela noite, e dela sejam banidos os gritos de alegria.
8 Amaldiçoem-na aqueles que amaldiçoam os dias e são capazes de provocar o Leviatã. Amaldiçoem-na aqueles que sabem amaldiçoar o dia e sabem instigar o Leviatã.
9 Que as estrelas da alva escureçam, e ela espere em vão a luz, e não veja o amanhecer; Escureçam-se as estrelas do seu alvorecer; que a noite espere a luz, e a luz não venha; que não veja o despontar da alvorada,
10 pois não fechou o ventre de minha mãe, nem escondeu dos meus olhos a aflição. pois não fechou as portas do ventre da minha mãe, nem escondeu dos meus olhos o sofrimento.”
11 Por que não morri ao nascer? Por que não expirei ao sair do ventre? “Por que não morri ao nascer? Por que não expirei ao sair do ventre de minha mãe?
12 Por que os joelhos me receberam? Por que os seios me amamentaram? Por que houve um colo que me acolhesse, e seios, para que eu mamasse?
13 Pois agora eu estaria deitado, quieto; teria dormido e estaria descansando em paz, Porque agora eu repousaria tranquilo; dormiria, e então haveria para mim descanso,
14 com os reis e conselheiros da terra, que reedificavam ruínas para si, com os reis e conselheiros da terra que construíram para si mausoléus;
15 ou com os príncipes, donos de ouro, que enchiam os seus palácios com prata; ou com os príncipes que tinham ouro e encheram as suas casas de prata;
16 ou, como aborto oculto, eu não teria existido, como as crianças que nunca viram a luz. ou, como aborto oculto, eu não existiria, como crianças que nunca viram a luz.
17 Ali os ímpios já não perturbam; ali repousam os cansados. Ali os maus cessam de perturbar, e ali repousam os cansados.
18 Ali os presos descansam juntos e não ouvem a voz do opressor. Ali os presos juntamente repousam e não ouvem a voz do capataz.
19 O pobre e o rico estão ali, e o servo está livre de seu senhor. Ali está tanto o pequeno como o grande, e o servo fica livre de seu senhor.”
20 Por que se concede luz ao aflito e vida aos amargurados de alma; “Por que se concede luz ao miserável e vida aos de coração amargurado,
21 que desejam a morte, sem que ela venha, e cavam à sua procura mais do que em busca de tesouros escondidos; que esperam a morte, e ela não vem, que cavam em procura dela mais do que tesouros ocultos,
22 que muito se alegram e exultam, quando encontram a sepultura? que se alegrariam por um túmulo e exultariam se achassem a sepultura?
23 Sim, por que se concede luz ao homem cujo caminho está encoberto, e a quem Deus cercou de todos os lados? Por que se concede luz ao homem cujo caminho é oculto, e a quem Deus cercou de todos os lados?”
24 Pois em lugar de alimento me vêm suspiros, e os meus gemidos se derramam como água. “Porque em vez do meu pão me vêm gemidos, e os meus lamentos se derramam como água.
25 Porque sobreveio aquilo que eu temia, e me aconteceu o que eu receava. Aquilo que temo me sobrevém, e o que receio me acontece.
26 Não tenho tranquilidade, nem sossego, nem descanso; somente perturbação. Não tenho descanso, não tenho sossego, não tenho repouso; só tenho inquietação.”