Salmos 39

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# AS21 NAA
1 Pensei comigo mesmo: Guardarei meus caminhos para não pecar com minha língua; protegerei minha boca com uma mordaça, enquanto o ímpio estiver diante de mim. Eu disse comigo mesmo: “Guardarei os meus caminhos, para não pecar com a língua; porei mordaça à minha boca, enquanto os ímpios estiverem na minha presença.”
2 Fiquei em silêncio como se fosse mudo; calei-me, mesmo no tocante ao bem, mas a minha dor se agravou. Emudeci em silêncio, calei a respeito do bem, e a minha dor se agravou.
3 Meu coração ardia dentro de mim e, enquanto eu meditava, queimava um fogo; então com a minha língua dizia: O coração me ardia no peito; enquanto eu meditava, um fogo se acendeu dentro de mim. Então eu disse em voz alta:
4 Ó SENHOR, mostra-me meu destino e quantos dias viverei, para que eu saiba como sou frágil. “SENHOR, dá-me a conhecer o meu fim e qual é a soma dos meus dias, para que eu reconheça a minha fragilidade.”
5 Deste aos meus dias o comprimento de alguns palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti. Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é apenas um sopro. [Interlúdio] Deste aos meus dias o comprimento de alguns palmos; à tua presença, o prazo da minha vida é nada. Na verdade, todo ser humano, por mais firme que esteja, é pura vaidade.
6 Na verdade, todo homem vive como uma sombra; inquieta-se e ajunta riquezas em vão, e não sabe quem ficará com elas. De fato, o ser humano passa como uma sombra. Em vão se inquieta; amontoa tesouros e não sabe quem ficará com eles.
7 Agora, Senhor, o que eu espero? Minha esperança está em ti. E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança.
8 Livra-me de todas as minhas transgressões; não faças de mim alvo de zombaria do insensato. Livra-me de todas as minhas iniquidades; não permitas que os insensatos zombem de mim.
9 Estou mudo, não abro a boca por causa do que tu fizeste. Emudeço, não abro os lábios porque tu fizeste isso.
10 Retira de mim o teu flagelo; desfaleço pelo golpe da tua mão. Tira de sobre mim o teu flagelo; pelo golpe de tua mão, estou perecendo.
11 Quando castigas o homem com repreensões por causa do pecado, destróis, como traça, o que ele tem de precioso. Na verdade, todo homem é apenas um sopro. [Interlúdio] Quando castigas alguém com repreensões, por causa do pecado, destróis nele, como traça, o que tem de precioso. De fato, o ser humano é pura vaidade.
12 SENHOR, ouve minha oração e inclina os ouvidos ao meu clamor! Não te cales diante das minhas lágrimas, porque sou para contigo como um estrangeiro, um peregrino como todos os meus pais. Ouve, SENHOR, a minha oração, escuta-me quando grito por socorro. Não fiques insensível às minhas lágrimas, porque sou forasteiro diante de ti, peregrino como todos os meus pais o foram.
13 Desvia de mim o teu olhar, para que eu me alegre, antes que eu vá e deixe de existir. Desvia de mim o olhar, para que eu tome alento, antes que eu passe e deixe de existir.