Provérbios 26

Comparação de versões
Escolha as versões (até 4)
# KJA NAA
1 Como neve no verão e chuva na colheita, assim a honra não fica bem ao insensato. Como a neve no verão e como a chuva no tempo da colheita, assim a honra não fica bem a um tolo.
2 Como o pardal que foge sem rumo e a andorinha que esvoaça veloz, assim a maldição jamais cairá sobre quem não merece. Como o pássaro que foge e como a andorinha no seu voo, assim a maldição sem motivo não se cumpre.
3 Assim como o chicote foi feito para o cavalo, e o freio, para o jumento, a vara da disciplina é para as costas de quem não tem juízo. O açoite é para o cavalo, o freio, para o jumento, e a vara, para as costas dos tolos.
4 Não respondas ao insensato com semelhante insensatez, para não te igualares a ele. Não responda ao insensato segundo a sua tolice, para que você não se torne semelhante a ele.
5 Responde ao insensato conforme a tolice dele, para que ele não fique pensando que possui alguma sabedoria. Responda ao insensato segundo a sua tolice, para que ele não seja sábio aos seus próprios olhos.
6 A pessoa que pede a um tolo para transmitir uma mensagem se arrisca a ter muitos problemas; é como se tivesse seus pés amputados ou tomasse veneno. Como cortar os pés e sofrer dano, assim é mandar mensagens por meio de um tolo.
7 Como pendem inúteis as pernas do coxo, assim é a palavra de sabedoria na boca do insensato. As pernas do coxo pendem bambas; assim é o provérbio na boca dos tolos.
8 Como prender uma pedra à atiradeira é conceder honra ao tolo. Como amarrar a pedra na funda, assim é dar honra a um tolo.
9 Galho de espinhos na mão de um bêbado é o provérbio ao entendimento dos insensatos. Como o espinho que entra na mão de um bêbado, assim é o provérbio na boca dos tolos.
10 Um arqueiro que fere a todos: tal é o patrão que dá emprego ao insensato e ao bêbado que passam por sua porta. Como um flecheiro que fere a todos, assim é o que contrata os tolos e os primeiros que passam.
11 Como um cão que torna ao seu vômito é o insensato que repete suas tolices. Como o cão que volta ao seu próprio vômito, assim é o insensato que repete a sua tolice.
12 Vês uma pessoa sábia aos seus próprios olhos? Certamente há mais esperança para o tolo do que para essa pessoa. Você viu alguém que é sábio aos seus próprios olhos? Há mais esperança para um tolo do que para ele.
13 O preguiçoso alega: “Há uma fera violenta no caminho, um leão feroz rondando O preguiçoso diz: “Um leão está no caminho! Um leão está no meio da rua!”
14 Assim como a porta gira em suas dobradiças, assim o preguiçoso se revira sonolento A porta gira nas dobradiças; o preguiçoso se vira na cama.
15 O preguiçoso até consegue colocar a mão no prato; contudo, levá-la à boca é para ele um esforço extenuante! O preguiçoso põe a mão no prato e não quer ter o trabalho de a levar à boca.
16 A pessoa indolente se acha mais esperta do que sete homens que respondem com bom senso. O preguiçoso é mais sábio aos seus próprios olhos do que sete homens que sabem responder bem.
17 Como alguém que decide pegar um cão pelas orelhas, assim sofre aquele que se mete em discussão alheia! Quem se mete na discussão dos outros é como aquele que pega pelas orelhas um cão que vai passando.
18 Como um demente que espalha brasas e atira flechas mortais, Como o louco que lança fogo, flechas e morte,
19 assim é a pessoa que engana seu próximo e depois alega: “Mas eu só estava brincando!” assim é aquele que engana o seu próximo e diz: “Fiz isso por brincadeira.”
20 Sem lenha o fogo se apaga, sem o caluniador encerra-se a briga. Sem lenha, o fogo se apaga; e, não havendo difamador, cessa a discórdia.
21 Carvão para as brasas e lenha para a fogueira, assim é a pessoa briguenta para atiçar as contendas. O que o carvão é para as brasas e a lenha é para o fogo, o briguento é para acender uma discussão.
22 As palavras do difamador são como petiscos apetitosos, descem com delicioso sabor até o íntimo de quem lhes dá atenção. As palavras do difamador são comida fina, que desce para o mais interior do ventre.
23 Como uma camada de esmalte de prata sobre vaso de barro, também os lábios diplomáticos podem esconder um coração maligno. Como vaso de barro coberto de prata, assim são os lábios amorosos e o coração mau.
24 Quem alimenta a perversidade procura disfarçar suas intenções com os lábios, pois em seu íntimo mora a Falsidade; Quem odeia dissimula com os lábios, mas no seu íntimo esconde a falsidade;
25 portanto, se a voz dessa pessoa for elegante e bem articulada, não confies nela, porquanto há sete abominações em seu coração! quando ele vier com palavras suaves, não acredite nele, porque tem sete abominações em seu coração.
26 Essa pessoa poderá fingir e camuflar o ódio, porém toda a sua malignidade será revelada em público. Ainda que o seu ódio se encubra com falsidade, a sua maldade será exposta aos olhos de todos.
27 Quem cava uma armadilha, nela acabará caindo; quem rola uma pedra sobre os outros será atropelado pelo retorno da mesma pedra que havia empurrado. Quem abre uma cova acaba caindo nela; e a pedra rolará sobre quem a pôs em movimento.
28 A língua mentirosa destila ódio sobre aqueles a quem fere, e a boca bajuladora provoca destruição! A língua falsa odeia aqueles a quem engana, e a boca lisonjeira é causa de ruína.