Cânticos 8

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# AS21 NAA
1 Ah, quem me dera que tu fosses meu irmão, amamentado aos seios de minha mãe! Assim, quando eu te encontrasse fora de casa, eu te beijaria, e ninguém me desprezaria! Quem dera que você fosse meu irmão, amamentado aos seios de minha mãe! Se eu o encontrasse na rua, poderia beijá-lo, e não me desprezariam!
2 Eu te levaria e te traria à casa de minha mãe, e tu me ensinarias. Eu te daria vinho aromático para beber, o néctar das minhas romãs. Eu o levaria para a casa da minha mãe, e você me ensinaria; eu lhe daria de beber vinho aromático e o suco das minhas romãs.
3 O seu braço esquerdo estaria debaixo da minha cabeça, e o seu direito me abraçaria. A sua mão esquerda estaria debaixo da minha cabeça, e a sua direita me abraçaria.
4 Ó filhas de Jerusalém, eu vos faço jurar: não acordeis nem provoqueis o amor até que ele o queira. Filhas de Jerusalém, jurem pelas gazelas e pelas corças selvagens que vocês não acordarão nem despertarão o amor, até que este o queira.
5 Quem é esta que vem subindo do deserto, apoiada no seu amado? Debaixo da macieira te despertei; ali esteve tua mãe com dores de parto; ali esteve com dores aquela que te deu à luz. Quem é esta que vem subindo do deserto, apoiada em seu amado? Debaixo da macieira eu o despertei; ali a sua mãe teve dores de parto, ali esteve com dores aquela que o deu à luz.
6 Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço; porque o amor é forte como a morte; a paixão tão inflexível quanto a sepultura; a sua chama é chama de fogo, labareda flamejante. Ponha-me como selo sobre o seu coração, como selo sobre o seu braço, porque o amor é tão forte como a morte, e o ciúme é tão duro como a sepultura. As suas chamas são chamas de fogo, são labaredas enormes.
7 As muitas águas não podem apagar o amor, nem os rios afogá-lo. Se alguém oferecesse todos os bens de sua casa pelo amor, seria totalmente desprezado. As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios, afogá-lo. Ainda que alguém oferecesse todos os bens da sua casa para comprar o amor, receberia em troca apenas desprezo.
8 Temos uma irmã pequena, que ainda não tem seios. Que faremos por nossa irmã, no dia em que ela for pedida em casamento? Temos uma irmãzinha que ainda não tem seios. Que faremos por esta nossa irmã, no dia em que for pedida em casamento?
9 Se ela for um muro, construiremos sobre ela uma torre de prata. Se ela for uma porta, nós a reforçaremos com tábuas de cedro. Se ela fosse uma muralha, edificaríamos sobre ela uma torre de prata; se ela fosse uma porta, nós a reforçaríamos com tábuas de cedro.
10 Eu sou um muro, e os meus seios são como as suas torres. Por isso, aos olhos dele sou como aquela que acha paz. Eu sou uma muralha, e os meus seios, como as suas torres. Por isso, sou para ele como aquela que encontra a paz.
11 Salomão possuía uma vinha em Baal-Hamom. Ele a entregou a arrendatários e cada um devia trazer-lhe mil peças de prata pelos frutos da vinha. Salomão teve uma vinha em Baal-Hamom. Ele a entregou a uns lavradores, e cada um lhe trazia pelo seu fruto mil moedas de prata.
12 A minha própria vinha está ao meu dispor; tu, ó Salomão, terás as mil peças de prata, e os que guardam os seus frutos terão duzentas. A minha vinha, que me pertence, dessa cuido eu! Você, Salomão, terá as suas mil moedas, e os que guardam o fruto dela, as suas duzentas.
13 Ó tu, que habitas nos jardins, os amigos querem ouvir-te; deixa-me ouvir tua voz também. Você, que habita nos jardins, os meus companheiros querem ouvir a sua voz! Eu também quero ouvi-la.
14 Vem depressa, amado meu, e torna-te semelhante ao cervo, ou ao filhote de gazela saltando sobre os montes perfumados. Venha depressa, meu amado, correndo como um gamo ou um filho da gazela sobre os montes perfumados.