Jeremias 8

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# AS21 NAA
1 Naquele tempo, diz o SENHOR, tirarão das suas sepulturas os ossos dos reis de Judá, e os ossos dos seus príncipes, e os ossos dos sacerdotes, e os ossos dos profetas, e os ossos dos habitantes de Jerusalém; — Naquele tempo, diz o SENHOR, serão tirados das sepulturas os ossos dos reis e das autoridades de Judá, os ossos dos sacerdotes e dos profetas e os ossos dos moradores de Jerusalém.
2 e serão expostos ao sol, à lua e a todos os astros do céu, a quem eles amaram, serviram e seguiram, a quem buscaram e adoraram. Não serão recolhidos nem sepultados; serão como esterco sobre o chão. Os ossos serão espalhados ao sol, à lua e a todo o exército do céu, a quem tinham amado, a quem serviram e seguiram, a quem procuraram e diante de quem se prostraram. Não serão recolhidos, nem sepultados; serão como esterco sobre a terra.
3 E todos os sobreviventes deste povo mau, de todos os lugares para onde os expulsei, preferirão a morte em vez da vida, diz o SENHOR dos Exércitos. Todos os que restarem desta nação malvada, em todos os lugares para onde os dispersei, preferirão morrer a ficar vivos, diz o SENHOR dos Exércitos.
4 Dize-lhes mais: Assim diz o SENHOR: Será que os homens cairão e não se levantarão? Eles se desviarão e não voltarão? Diga-lhes mais: Assim diz o SENHOR: “Quando as pessoas caem, será que não se levantam? Quando alguém se desvia do caminho, não torna a voltar?
5 Por que este povo de Jerusalém se desvia com uma rebeldia constante? Persiste no engano, recusa-se a voltar. Por que, então, este povo de Jerusalém se afasta, em contínua rebeldia? Persiste no engano e não quer voltar.
6 Eu escutei e ouvi; não falam o que é correto; não há ninguém que se arrependa da sua maldade, dizendo: Que fiz eu? Cada um se desvia para o seu próprio caminho, como um cavalo que arremete com ímpeto na batalha. Eu escutei e ouvi, mas eles não falam o que é reto. Ninguém se arrepende da sua maldade. Ninguém pergunta: ‘O que foi que eu fiz de errado?’ Cada um se afasta e segue o seu caminho como um cavalo que arremete com ímpeto na batalha.
7 Até a cegonha no céu conhece seus tempos determinados; e a rolinha, a andorinha e o tordo observam o tempo da sua migração; mas o meu povo não conhece as regras do SENHOR. Até a cegonha no céu conhece as suas estações, e a rolinha, a andorinha e o grou observam o tempo da sua migração. Mas o meu povo não conhece o juízo do SENHOR.”
8 Como, pois, dizeis: Somos sábios, temos a lei do SENHOR, se a pena mentirosa dos escribas a converteu em mentira? “Como vocês podem dizer: ‘Somos sábios, e a lei do SENHOR está conosco’? Na verdade, a falsa pena dos escribas a transformou em mentira.
9 Os sábios são envergonhados, espantados e presos; rejeitaram a palavra do SENHOR. Que sabedoria é esta que eles têm? Os sábios serão envergonhados, aterrorizados e presos. Eis que rejeitaram a palavra do SENHOR. Que sabedoria é essa que eles têm?
10 Portanto, darei suas mulheres a outros, e os seus campos, aos conquistadores; porque desde o menor até o maior, cada um deles se dedica à ganância. Desde o profeta até o sacerdote, todos lançam mão da falsidade. Portanto, darei as mulheres deles a outros homens, e os seus campos, a novos possuidores. Porque, desde o menor deles até o maior, cada um está entregue à ganância, e tanto o profeta como o sacerdote usam de falsidade.
11 E curam superficialmente a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz! Mas não há paz. Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: ‘Paz, paz’; quando não há paz.
12 Por acaso se envergonharam por terem cometido abominação? Não, de maneira alguma; nem mesmo sabem o que é envergonhar-se. Portanto, cairão entre os que caem; quando eu os castigar, tropeçarão, diz o SENHOR. Será que eles ficaram envergonhados por cometerem abominação? Não, eles não ficaram com vergonha. Eles nem sabem o que é envergonhar-se. Portanto, cairão com os que caem; quando eu os castigar, tropeçarão”, diz o SENHOR.
13 Eu tomarei as suas colheitas, diz o SENHOR, mas já não há uvas na videira, nem figos na figueira; até as folhas estão caídas, e até mesmo o que lhes dei foi tirado deles. “Eu os consumirei de todo”, diz o SENHOR. “Não haverá uvas na videira, nem figos na figueira, e as folhas já estão murchas. E já designei os que passarão sobre eles.”
14 Por que ainda estamos sentados? Reuni-vos. Vamos para as cidades fortificadas para morrer ali; pois o SENHOR, nosso Deus, nos condenou à morte e nos deu água envenenada para beber; porque pecamos contra o SENHOR. Por que nós estamos sentados aqui? Reúnam-se! Entremos nas cidades fortificadas e pereçamos ali. Pois o SENHOR, nosso Deus, já decretou a nossa morte e nos deu de beber água envenenada, porque pecamos contra o SENHOR.
15 Esperávamos a paz, mas não veio bem algum; e o tempo de cura, mas veio apenas o terror. Espera-se a paz, e não há nada de bom; espera-se o tempo da cura, e eis o terror.
16 Ouve-se desde Dã o resfolegar dos seus cavalos; a terra toda estremece ao som dos rinchos dos seus ginetes; porque vêm e devoram a terra e tudo o que nela existe, a cidade e os seus habitantes. “Desde Dã se ouve o resfolegar dos cavalos do inimigo; toda a terra treme ao som dos relinchos dos seus garanhões. Os inimigos vêm e devoram a terra e a sua abundância, a cidade e os que habitam nela.
17 Estou enviando entre vós serpentes, víboras que ninguém consegue encantar; e elas vos morderão, diz o SENHOR. Porque eis que envio cobras venenosas para o meio de vocês, serpentes contra as quais não há encantamento, e que picarão vocês”, diz o SENHOR.
18 Não há consolo para a minha dor! Meu coração desfalece dentro de mim! Ah! Se eu pudesse consolar-me na minha tristeza! O meu coração desfalece dentro de mim.
19 Este é o clamor da filha do meu povo, que se estende por toda a terra: O SENHOR não está em Sião? O seu rei não está ali? Por que me provocaram à ira com suas imagens, com ídolos estrangeiros? Eis a voz do clamor da filha do meu povo de terra mui remota: “Será que o SENHOR não está em Sião? Não está nela o seu Rei?” “Por que vocês me provocaram à ira com as suas imagens de escultura, com os ídolos dos estrangeiros?”
20 O tempo da colheita passou, findou o verão, e nós não estamos salvos. Passou a colheita, acabou o verão, e nós não estamos salvos.
21 Estou aflito por causa da aflição da filha do meu povo; ando de luto; o espanto apoderou-se de mim. Tenho o coração partido por causa da ferida da filha do meu povo. Estou de luto; o espanto se apoderou de mim.
22 Por acaso não há bálsamo em Gileade? Nem médico? Por que não houve cura para a filha do meu povo? Será que não há bálsamo em Gileade? Ou não há lá médico? Por que, então, não se realizou cura da filha do meu povo?