Daniel 2
Comparação de versões
| # | AS21 | NAA |
|---|---|---|
| 1 | No segundo ano de seu reinado, Nabucodonosor teve sonhos. Isso lhe perturbou muito o espírito, e ele perdeu o sono. | No segundo ano do seu reinado, Nabucodonosor teve uns sonhos que o deixaram perturbado e sem poder dormir. |
| 2 | Então o rei mandou chamar os magos, os adivinhos, os feiticeiros e os astrólogos, para que lhe dissessem os seus sonhos; eles vieram e se apresentaram diante do rei. | Então o rei mandou chamar os magos, os encantadores, os feiticeiros e os caldeus, para que lhe dissessem o que ele havia sonhado. Eles vieram e se apresentaram diante do rei. |
| 3 | E o rei lhes disse: Tive um sonho, e estou aflito para saber o que significa. | Ele lhes disse: — Tive um sonho e fiquei perturbado, querendo saber que sonho foi esse. |
| 4 | Os astrólogos disseram ao rei em aramaico: Ó rei, vive eternamente. Conta o sonho a teus servos, e daremos a interpretação. | Os caldeus disseram ao rei em aramaico: — Que o rei viva eternamente! Conte o sonho a estes seus servos, e daremos a interpretação. |
| 5 | O rei lhes respondeu: Este é o meu decreto: se não me contardes o sonho e sua interpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas se tornarão um monte de entulho. | Mas o rei respondeu aos caldeus: — Uma coisa é certa: se não me contarem o sonho e a sua interpretação, vocês serão despedaçados, e as casas de vocês serão reduzidas a ruínas. |
| 6 | Mas se me revelardes o sonho e sua interpretação, recebereis de mim presentes, recompensas e grande honra. Portanto, dizei-me o sonho e sua interpretação. | Mas, se me contarem o sonho e a sua interpretação, vocês receberão de mim dádivas, prêmios e grandes honras. Portanto, contem-me o sonho e a sua interpretação. |
| 7 | Mas eles responderam pela segunda vez: Conte o rei o sonho a seus servos, e daremos a interpretação. | Os caldeus responderam pela segunda vez: — Que o rei conte o sonho a estes seus servos, e nós lhe daremos a interpretação. |
| 8 | O rei respondeu: Sei muito bem que quereis ganhar tempo, porque sabeis o que decretei. | O rei respondeu: — Bem percebo que vocês estão querendo ganhar tempo, porque sabem que o que eu disse está resolvido, |
| 9 | Se não me contardes o sonho, recebereis a mesma sentença, pois preparastes palavras mentirosas e más para dizer na minha presença, até que as coisas mudem. Portanto, contai-me o sonho, para que eu saiba que sois capazes de interpretá-lo. | isto é, se não me contarem o sonho, todos vocês receberão a mesma sentença. Vocês combinaram dizer palavras mentirosas e perversas na minha presença, esperando que a situação mude. Portanto, contem-me o sonho, e saberei que vocês podem me dar a interpretação. |
| 10 | Os astrólogos responderam diante do rei: Não há ninguém sobre a terra que possa cumprir a determinação do rei. Nenhum rei, por grande e poderoso que fosse, jamais exigiu de um mago, adivinho ou astrólogo algo parecido com isso. | Os caldeus responderam na presença do rei: — Não há nenhum mortal sobre a face da terra que possa fazer o que o rei exige. Nunca houve um rei, por maior e mais poderoso que fosse, que tenha exigido semelhante coisa de um mago, encantador ou caldeu. |
| 11 | O que o rei exige é difícil, e ninguém é capaz de declará-lo ao rei, senão os deuses, que não moram junto aos mortais. | Isso que o rei exige é difícil, e não há ninguém que o possa revelar diante do rei, a não ser os deuses, e estes não moram entre os mortais. |
| 12 | Então o rei se irou muito e se enfureceu, e ordenou que matassem todos os sábios da Babilônia. | Ao ouvir isto, o rei ficou tão irado e furioso, que mandou matar todos os sábios da Babilônia. |
| 13 | E saiu o decreto, segundo o qual deviam ser mortos os sábios. Daniel e seus companheiros foram procurados para serem mortos. | Saiu o decreto, segundo o qual os sábios deviam ser mortos. Foram buscar também Daniel e os seus companheiros, para que fossem mortos. |
| 14 | Quando Arioque, capitão da guarda real, saiu para matar os sábios da Babilônia, Daniel se dirigiu a ele de modo sensato e prudente. | Então Daniel, com cautela e prudência, foi falar com Arioque, chefe da guarda do rei, que tinha saído para matar os sábios da Babilônia. |
| 15 | Ele disse a Arioque, oficial do rei: Por que o decreto do rei é tão urgente? Então Arioque explicou o caso a Daniel. | Daniel perguntou a Arioque, encarregado do rei: — Por que esse decreto do rei é tão urgente? Então Arioque explicou o caso a Daniel. |
| 16 | Diante disso, Daniel se apresentou ao rei e pediu que lhe desse um prazo para revelar ao rei a interpretação. | Daniel foi falar com o rei, para pedir que lhe desse tempo, e ele revelaria ao rei a interpretação. |
| 17 | Então Daniel voltou para casa e contou o caso a seus companheiros, Hananias, Misael e Azarias, | Então Daniel foi para casa e explicou a situação a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros, |
| 18 | para que pedissem misericórdia ao Deus do céu sobre aquele mistério, a fim de que Daniel e seus companheiros não fossem mortos juntamente com os outros sábios da Babilônia. | para que pedissem misericórdia ao Deus do céu sobre este mistério, a fim de que Daniel e os seus companheiros não fossem mortos com o resto dos sábios da Babilônia. |
| 19 | Então o mistério foi revelado a Daniel numa visão, de noite. Daniel louvou o Deus do céu. | Então o mistério foi revelado a Daniel numa visão de noite. Daniel bendisse o Deus do céu, |
| 20 | Daniel disse: Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque a sabedoria e a força pertencem a ele. | dizendo: “Bendito seja o nome de Deus, de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder! |
| 21 | Ele muda os tempos e as estações; remove e estabelece os reis; é ele quem dá sabedoria aos sábios e entendimento aos que conhecem. | É ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos inteligentes. |
| 22 | Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e a luz mora com ele. | Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz. |
| 23 | Ó Deus de meus pais, a ti dou graças e louvor porque me deste sabedoria e força; e agora me revelaste o que te pedimos; pois nos revelaste este assunto do rei. | Ó Deus de meus pais, eu te agradeço e te louvo, porque me deste sabedoria e poder, e agora me revelaste o que te pedimos, porque nos fizeste saber este caso do rei.” |
| 24 | Então Daniel foi falar com Arioque, a quem o rei havia constituído para matar os sábios da Babilônia. Ele entrou e disse-lhe: Não mates os sábios da Babilônia; leva-me à presença do rei, e lhe darei a interpretação. | Por isso, Daniel foi falar com Arioque, a quem o rei tinha encarregado de exterminar os sábios da Babilônia. Daniel entrou e lhe disse: — Não mate os sábios da Babilônia! Leve-me à presença do rei, e revelarei ao rei a interpretação. |
| 25 | Então Arioque levou Daniel depressa à presença do rei e disse-lhe assim: Achei entre os exilados de Judá um homem que revelará ao rei a interpretação. | Então Arioque depressa levou Daniel à presença do rei e lhe disse: — Achei um dos filhos dos exilados de Judá, que revelará ao rei a interpretação. |
| 26 | O rei respondeu a Daniel, cujo nome era Beltessazar: Podes me revelar o sonho que tive e a sua interpretação? | O rei perguntou a Daniel, cujo nome era Beltessazar: — Você é capaz de me contar o que vi no sonho e qual é a sua interpretação? |
| 27 | E, na presença do rei, Daniel respondeu: O mistério que o rei exigiu, nem sábios, nem adivinhos, nem magos, nem prognosticadores lhe podem revelar, | Daniel respondeu na presença do rei: — O mistério que o rei exige, nem sábios, nem magos nem encantadores o podem revelar. |
| 28 | mas há um Deus no céu que revela os mistérios. Ele revelou ao rei Nabucodonosor o que acontecerá nos últimos dias. O sonho e as visões que tiveste quando estavas deitado são estes: | Mas há um Deus no céu, que revela os mistérios, pois fez saber ao rei Nabucodonosor o que vai acontecer nos últimos dias. O sonho e as visões que o senhor teve, quando estava em sua cama, são estes: |
| 29 | Ó rei, quando estavas deitado, o teu pensamento se voltou às coisas futuras. Aquele que revela os mistérios te revelou o que acontecerá. | — Quando o senhor, ó rei, estava na sua cama, surgiram em sua mente pensamentos a respeito do que vai acontecer no futuro. Deus, que revela os mistérios, revelou ao senhor o que vai acontecer. |
| 30 | E a mim foi revelado esse mistério, não por ter eu mais sabedoria entre os que vivem, mas para que a interpretação fosse revelada ao rei, e para que entendesses os pensamentos do teu coração. | Quanto a mim, este mistério me foi revelado, não porque exista em mim mais sabedoria do que em todos os outros homens, mas para que a interpretação fosse revelada ao rei, e para que ele entenda o que passou pela sua mente. |
| 31 | Ó rei, tu viste uma grande estátua em tua visão. Essa estátua, imensa e impressionante, estava em pé diante de ti, e tinha uma aparência terrível. | — O senhor, ó rei, estava olhando e viu uma grande estátua. Esta, que era imensa e de extraordinário esplendor, estava em pé, bem na sua frente; e a aparência dela era terrível. |
| 32 | A cabeça da estátua era de ouro fino; o peito e os braços, de prata; o ventre e o quadril, de bronze; | A cabeça era de ouro puro, o peito e os braços eram de prata, o ventre e os quadris eram de bronze; |
| 33 | as pernas, de ferro; e os pés, em parte de ferro e em parte de barro. | as pernas eram de ferro, e os pés eram em parte de ferro e em parte de barro. |
| 34 | Enquanto estavas vendo isso, uma pedra soltou-se sem auxílio de mãos e feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmigalhou. | Enquanto o senhor estava olhando, uma pedra foi cortada sem auxílio de mãos humanas, atingiu a estátua nos pés de ferro e de barro e os despedaçou. |
| 35 | Então o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro foram despedaçados e viraram pó, como a palha das eiras no verão. O vento os levou sem deixar nenhum vestígio; porém a pedra que feriu a estátua se tornou uma grande montanha e encheu toda a terra. | O ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro foram despedaçados no mesmo instante, e se fizeram como a palha das eiras no verão. O vento os levou, e deles não se viu mais nenhum vestígio. Mas a pedra que atingiu a estátua se tornou uma grande montanha, que encheu toda a terra. |
| 36 | Este é o sonho. Agora diremos ao rei a interpretação. | — Este é o sonho; e também a sua interpretação diremos ao rei. |
| 37 | Ó rei, tu és rei de reis, a quem o Deus do céu tem dado o reino, o poder, a força e a glória; | O senhor, ó rei, que é rei de reis, a quem o Deus do céu conferiu o reino, o poder, a força e a glória; |
| 38 | e em cuja mão ele entregou os homens, onde quer que habitem, os animais do campo e as aves do céu, e te fez reinar sobre todos eles; tu és a cabeça de ouro. | em cujas mãos foram entregues os filhos dos homens, onde quer que eles habitem, e os animais do campo e as aves do céu, para que dominasse sobre todos eles, o senhor, ó rei, é a cabeça de ouro. |
| 39 | Depois de ti, se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino, de bronze, o qual terá domínio sobre toda a terra. | — Depois do senhor, se levantará outro reino, inferior ao seu; e um terceiro reino, de bronze, que terá domínio sobre toda a terra. |
| 40 | E haverá um quarto reino, forte como ferro, pois o ferro esmigalha e quebra tudo; assim como o ferro quebra todas as coisas, ele quebrará e destruirá. | O quarto reino será forte como o ferro; pois o ferro quebra e despedaça tudo; como o ferro quebra todas as coisas, assim esse reino fará em pedaços e destruirá todos os outros. |
| 41 | Quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro, e em parte de ferro, esse será um reino dividido; mas haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, como viste o ferro misturado com barro. | — Quanto aos pés e aos dedos dos pés que o senhor viu, que eram em parte de barro de oleiro e em parte de ferro, isto significa que esse será um reino dividido. Contudo, haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, porque o senhor viu o ferro misturado com barro. |
| 42 | E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim uma parte o reino será forte e a outra será frágil. | Como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim, por um lado, o reino será forte e, por outro, será frágil. |
| 43 | Quanto ao que viste do ferro misturado com barro, haverá mistura por casamento, mas não se ligarão um ao outro, como o ferro não se mistura com o barro. | Quanto ao ferro misturado com o barro que o senhor viu, isto significa que procurarão se misturar por meio de casamentos, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro. |
| 44 | Mas, durante o reinado desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído. A soberania desse reino não passará a outro povo, mas ele destruirá e consumirá todos esses reinos, e subsistirá para sempre. | Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que jamais será destruído e que não passará a outro povo. Esse reino despedaçará e consumirá todos esses outros reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre, |
| 45 | Como viste que uma pedra soltou-se do monte, sem auxílio de mãos, e esmigalhou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro, o grande Deus revela ao rei o que acontecerá no futuro. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação. | assim como o rei viu que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos humanas, e ela despedaçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. O Grande Deus revelou ao rei o que vai acontecer no futuro. Certo é o sonho, e fiel é a sua interpretação. |
| 46 | Então o rei Nabucodonosor caiu com o rosto em terra e reverenciou Daniel, e ordenou que lhe trouxessem uma oferta de cereal e incenso. | Então o rei Nabucodonosor se inclinou e se prostrou com rosto em terra diante de Daniel. Ordenou que oferecessem a Daniel uma oferta de cereais e incenso. |
| 47 | O rei respondeu a Daniel: Verdadeiramente, o vosso Deus é Deus dos deuses, e o Senhor dos reis, e o revelador dos mistérios, pois pudeste revelar este mistério. | O rei disse a Daniel: — Certamente o Deus que vocês adoram é o Deus dos deuses e o Senhor dos reis. Ele é quem revela os mistérios, pois você foi capaz de revelar este mistério. |
| 48 | Então o rei exaltou Daniel e lhe deu muitos presentes especiais, e o pôs por governador de toda a província da Babilônia, e também o fez chefe principal de todos os sábios da Babilônia. | Então o rei engrandeceu Daniel e lhe deu muitos e grandes presentes. Ele o pôs como governador de toda a província da Babilônia. Também o fez chefe supremo de todos os sábios da Babilônia. |
| 49 | A pedido de Daniel, o rei nomeou Sadraque, Mesaque e Abednego como superintendentes dos negócios da província da Babilônia; mas Daniel permaneceu na corte real. | A pedido de Daniel, o rei pôs Sadraque, Mesaque e Abede-Nego como administradores da província da Babilônia; mas Daniel permaneceu na corte do rei. |