Marcos 4
Comparação de versões
| # | AS21 | NAA |
|---|---|---|
| 1 | De novo Jesus começou a ensinar à beira-mar. E aglomerou-se perto dele tão grande multidão que ele teve de entrar e sentar-se num barco que estava no mar. E todo o povo ficou em terra à beira-mar. | Jesus começou a ensinar outra vez à beira-mar. E uma numerosa multidão se reuniu em volta dele, de modo que entrou num barco, onde se assentou, afastando-se da praia. E todo o povo estava à beira-mar, na praia. |
| 2 | Ele lhes ensinava muitas coisas por meio de parábolas e dizia-lhes: | Assim, ensinava-lhes muitas coisas por parábolas e, durante o seu ensino, dizia: |
| 3 | Ouvi; o semeador saiu a semear. | — Escutem! Eis que o semeador saiu a semear. |
| 4 | Enquanto semeava, parte das sementes caiu à beira do caminho, e vieram as aves e a comeram. | E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e vieram as aves e a comeram. |
| 5 | Outra parte caiu em solo pedregoso, onde não havia muita terra; e logo brotou, pois a terra não era profunda. | Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. |
| 6 | Quando saiu o sol, este a queimou; e, como ela não tinha raiz, secou. | Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se. |
| 7 | Outra parte caiu entre os espinhos, os quais, crescendo, sufocaram-na, e ela não deu fruto. | Outra parte caiu entre os espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram, e não deu fruto. |
| 8 | Mas outras sementes caíram em terra boa. Brotaram, cresceram e deram fruto; e um grão produziu outros trinta; outro, sessenta; e outro, cem. | Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto; a semente brotou, cresceu e produziu a trinta, a sessenta e a cem por um. |
| 9 | E disse-lhes: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. | E Jesus acrescentou: — Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. |
| 10 | Quando ficou só, os que estavam ao seu redor e os Doze perguntaram-lhe acerca das parábolas. | Quando Jesus ficou só, os que estavam junto dele com os doze começaram a lhe fazer perguntas a respeito das parábolas. |
| 11 | Ele lhes disse: A vós é confiado o mistério do reino de Deus, mas tudo se diz por meio de parábolas aos de fora, | Jesus disse a eles: — A vocês é dado conhecer o mistério do Reino de Deus, mas aos de fora tudo se ensina por meio de parábolas, |
| 12 | para que, vendo, vejam e não percebam; e ouvindo, ouçam e não entendam, para que não se convertam e não sejam perdoados. | para que, vendo, vejam e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não entendam; para que não venham a converter-se e sejam perdoados. |
| 13 | Disse-lhes ainda: Não compreendeis esta parábola? Como entendereis todas as outras? | Então Jesus lhes perguntou: — Se vocês não entendem esta parábola, como compreenderão todas as outras? |
| 14 | O semeador semeia a palavra. | O semeador semeia a palavra. |
| 15 | Os que estão à beira do caminho são aqueles em quem a palavra é semeada, mas, depois de ouvi-la, logo vem Satanás e tira a palavra neles semeada. | Estes são os da beira do caminho, onde a palavra é semeada: quando a ouvem, logo Satanás vem e tira a palavra semeada neles. |
| 16 | Do mesmo modo, os que foram semeados em lugares pedregosos são os que, ouvindo a palavra, imediatamente a recebem com alegria, | E estes são os semeados em solo rochoso, os quais, ouvindo a palavra, logo a recebem com alegria. |
| 17 | mas, como não têm raiz em si mesmos, duram pouco. Quando vem a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, logo tropeçam. | Mas eles não têm raiz em si mesmos, sendo de pouca duração. Quando chega a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam. |
| 18 | Outros ainda são os que recebem a semente entre espinhos. Estes são os que ouvem a palavra, | Os outros, os semeados entre os espinhos, são os que ouvem a palavra, |
| 19 | mas as preocupações do mundo, a sedução da riqueza e o desejo por outras coisas sufocam a palavra, e ela fica infrutífera. | mas as preocupações deste mundo, a fascinação da riqueza e outras ambições aparecem e sufocam a palavra, e ela fica infrutífera. |
| 20 | Os outros que recebem a semente em terra boa são os que ouvem a palavra, acolhem-na e dão fruto; alguns trinta por um; outros, sessenta por um; e outros, cem por um. | Os que foram semeados em boa terra são aqueles que ouvem a palavra e a recebem, frutificando a trinta, a sessenta e a cem por um. |
| 21 | Disse-lhes mais: Será que a candeia deve ser colocada debaixo da vasilha ou debaixo da cama? Não deve ser colocada no velador? | Jesus também lhes disse: — Será que alguém traz uma lamparina para que seja colocada debaixo de um cesto ou da cama? Por acaso não a coloca num lugar em que ilumine bem? |
| 22 | Porque nada está encoberto que não seja para ser manifesto, e nada foi escondido senão para vir à luz. | Porque não há nada oculto, senão para ser manifesto; e nada escondido, senão para ser revelado. |
| 23 | Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça. | Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça. |
| 24 | Também lhes disse: Dai atenção ao que ouvis; com a medida com que medis também vos medirão, e ainda vos acrescentarão. | Então lhes disse: — Prestem bem atenção no que vocês ouvem. Com a medida com que tiverem medido vocês serão medidos, e mais ainda lhes será acrescentado. |
| 25 | Pois ao que tem, mais lhe será dado, mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. | Pois ao que tem, mais será dado; e, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. |
| 26 | Disse também: O reino de Deus é comparável a um homem que lança a semente à terra; | Jesus disse ainda: — O Reino de Deus é como um homem que lança a semente na terra. |
| 27 | quer esteja ele dormindo à noite, quer acordado de dia, a semente acaba brotando e crescendo, sem ele saber como. | Ele dorme e acorda, de noite e de dia, e a semente germina e cresce, sem que ele saiba como. |
| 28 | A terra produz o grão por si mesma, primeiro a planta, depois a espiga, e por último o grão que enche a espiga. | A terra por si mesma frutifica: primeiro aparece a planta, depois, a espiga, e, por fim, o grão cheio na espiga. |
| 29 | Mas, assim que o grão amadurece, o homem logo lhe passa a foice, porque chegou a colheita. | E, quando o fruto já está maduro, logo manda cortar com a foice, porque chegou a colheita. |
| 30 | Disse ainda: A que compararemos o reino de Deus? Ou, com que parábola o representaremos? | Disse mais: — Com que poderemos comparar o Reino de Deus? Ou com que parábola o apresentaremos? |
| 31 | É como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes, | Ele é como um grão de mostarda, que, quando semeado, é a menor de todas as sementes sobre a terra; |
| 32 | mas, uma vez semeado, cresce, torna-se a maior de todas as hortaliças e estende grandes ramos, de tal modo que as aves do céu podem aninhar-se à sua sombra. | mas, uma vez semeada, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças; cria ramos tão grandes, que as aves do céu podem se aninhar à sua sombra. |
| 33 | E dirigia-lhes a palavra com muitas outras parábolas como essas, conforme conseguiam compreender. | E com muitas parábolas semelhantes Jesus lhes expunha a palavra, conforme podiam compreendê-la. |
| 34 | E não lhes ensinava sem usar parábolas, mas explicava tudo a seus discípulos em particular. | E sem parábolas não lhes falava; tudo, porém, explicava em particular aos seus próprios discípulos. |
| 35 | Tarde naquele dia, Jesus lhes disse: Passemos para o outro lado. | Naquele dia, sendo já tarde, Jesus disse aos discípulos: — Vamos passar para a outra margem. |
| 36 | E, deixando a multidão, eles o levaram consigo no barco, assim como estava. Outros barcos o seguiam. | E eles, despedindo a multidão, o levaram assim como estava, no barco; e outros barcos o seguiam. |
| 37 | Levantou-se então um grande vendaval, e as ondas arremessavam-se contra o barco, de modo que ele já estava inundando. | Ora, levantou-se grande temporal de vento, e as ondas se arremessavam contra o barco, de modo que o mesmo já estava se enchendo de água. |
| 38 | Jesus, porém, estava na popa, dormindo sobre uma almofada. Os discípulos o despertaram e lhe perguntaram: Mestre, não te importas que pereçamos? | E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro. Os discípulos o acordaram e lhe disseram: — Mestre, o senhor não se importa que pereçamos? |
| 39 | E, levantando-se, ele repreendeu o vento e disse ao mar: Cala-te! Aquieta-te! E o vento cessou, e fez-se grande calmaria. | E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: — Acalme-se! Fique quieto! O vento se aquietou, e tudo ficou bem calmo. |
| 40 | Então lhes perguntou: Por que estais tão amedrontados? Ainda não tendes fé? | Então Jesus lhes perguntou: — Por que vocês são tão medrosos? Como é que ainda não têm fé? |
| 41 | Eles ficaram apavorados e diziam uns aos outros: Quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem? | E eles, possuídos de grande temor, diziam uns aos outros: — Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem? |