Lucas 20

Comparação de versões
Escolha as versões (até 4)
# NBV NAA
1 Naqueles dias, quando ele estava pregando e ensinando a boa-nova no templo, foi interrogado pelos sacerdotes principais e mestres da lei e outros líderes religiosos, Aconteceu que, num daqueles dias, estando Jesus a ensinar o povo no templo e a evangelizar, chegaram os principais sacerdotes e os escribas, juntamente com os anciãos,
2 e lhe perguntaram: “Com que autoridade o senhor está fazendo essas coisas? Quem lhe deu essa autoridade?” e lhe perguntaram: — Diga-nos com que autoridade você faz estas coisas? Ou quem lhe deu esta autoridade?
3 Ele respondeu: “Eu lhes farei uma pergunta. Digam-me: Jesus respondeu: — Eu também vou fazer uma pergunta a vocês. Digam:
4 O batismo de João era do céu, ou estava agindo apenas por sua própria autoridade?” O batismo de João era do céu ou dos homens?
5 Eles conversavam entre si: “Se dissermos que o batismo dele era do céu, cairemos na armadilha, porque ele perguntará: ‘Então por que vocês não creram nele?’ Então discutiram entre si: — Se dissermos: “Do céu”, ele dirá: “Por que não acreditaram nele?”
6 Mas se dissermos que João não foi enviado por Deus, o povo nos apedrejará, porque todos estão convencidos de que João era profeta”. Mas, se dissermos: “Dos homens”, o povo todo nos apedrejará, porque está convicto de que João era profeta.
7 Finalmente eles responderam: “Nós não sabemos quem deu autoridade a João para batizar!” Por fim, responderam que não sabiam de onde era.
8 E Jesus respondeu: “Neste caso, eu também não responderei com que autoridade estou fazendo estas coisas”. E Jesus lhes disse: — Então eu também não lhes digo com que autoridade faço estas coisas.
9 Então Jesus voltou-se outra vez para o povo e contou-lhes esta parábola: “Um homem plantou uma vinha, arrendou-a a alguns lavradores, e foi embora para uma terra distante, por um longo tempo. A seguir, Jesus passou a contar ao povo esta parábola: — Certo homem plantou uma vinha, arrendou-a para uns lavradores e ausentou-se do país por prazo considerável.
10 Quando chegou a época da colheita, ele enviou um dos seus servos à propriedade para receber a sua parte do fruto da vinha. Mas os lavradores bateram nele e o mandaram de volta de mãos vazias. No devido tempo, mandou um servo aos lavradores para que lhe dessem do fruto da vinha. Mas os lavradores, depois de espancá-lo, o despacharam de mãos vazias.
11 Então ele mandou outro servo, mas aconteceu a mesma coisa; ele foi espancado, trataram-no de maneira humilhante, e o mandaram embora sem receber nada. Em vista disso, enviou-lhes outro servo, mas também a este espancaram e, depois de insultá-lo, despacharam de mãos vazias.
12 Foi mandado um terceiro servo e aconteceu a mesma coisa. Este também foi ferido e expulso da vinha. Mandou ainda um terceiro; também a este, depois de feri-lo, expulsaram.
13 “Então o dono da vinha disse: ‘Que vou fazer? Já sei! Enviarei o meu filho amado. Certamente eles mostrarão respeito por ele’. Então o dono da vinha disse: “Que farei? Enviarei o meu filho amado; talvez o respeitem.”
14 “Mas quando os lavradores viram o filho, disseram: ‘Esta é a nossa hora! Este é o herdeiro. Vamos! Vamos matá-lo, e assim a herança será nossa’. — Mas, quando os lavradores viram o filho, começaram a discutir entre si: “Este é o herdeiro; vamos matá-lo, para que a herança seja nossa.”
15 Então eles o arrastaram para fora da vinha e o mataram. “Que acham vocês que o dono da vinha fará? E, lançando-o fora da vinha, o mataram. — Que lhes fará, pois, o dono da vinha?
16 Eu lhes direi. Ele virá e matará aqueles lavradores e dará a vinha para outros”. Quando o povo ouviu isso, disse: “Que Deus não permita que isso aconteça”. Virá, exterminará aqueles lavradores e entregará a vinha a outros. Ao ouvir isto, disseram: — Que tal não aconteça!
17 Jesus olhou bem para eles e disse: “Então que significa a Escritura que diz: ‘A pedra que os construtores rejeitaram acabou se tornando a pedra mais importante de toda a construção’?” Mas Jesus, com o olhar fixo neles, disse: — Que quer dizer então o que está escrito: “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a pedra angular”?
18 E ele acrescentou: “Qualquer que tropeçar nessa pedra será despedaçado; e aqueles sobre quem ela cair serão transformados em pó”. Todo o que cair sobre esta pedra ficará em pedaços; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó.
19 Quando os mestres da lei e os sacerdotes principais ouviram essa parábola, quiseram prendê-lo imediatamente, porque entenderam que era deles que estava falando. Porém tiveram medo de que houvesse uma revolta do povo se o prendessem. Naquela mesma hora, os escribas e os principais sacerdotes procuravam prender Jesus, porque entenderam que ele havia contado essa parábola contra eles; mas temiam o povo.
20 Então, esperavam que ele dissesse alguma coisa que pudesse ser denunciada ao governador romano como razão para que este o prendesse. Assim, mandaram espiões fingindo ser homens justos. Eles passaram a vigiar Jesus. Enviaram espiões que se fingiam de justos para ver se o apanhavam em alguma palavra, a fim de entregá-lo à jurisdição e à autoridade do governador.
21 Estes disseram a Jesus: “Mestre, nós sabemos que o Senhor é um mestre sincero. Fala sempre o que é certo e que não mostra parcialidade, mas ensina os caminhos de Deus, conforme a verdade. Então lhe perguntaram: — Mestre, sabemos que o senhor fala e ensina corretamente e não se deixa levar pela aparência das pessoas, mas ensina o caminho de Deus segundo a verdade.
22 Agora, diga-nos: É certo pagar impostos ao governador romano ou não?” É lícito pagar imposto a César ou não?
23 Jesus percebeu o fingimento deles e disse: Mas Jesus, percebendo a artimanha deles, respondeu:
24 “Mostrem-me um denário. De quem é este retrato que está nele? E de quem é o nome?” — Mostrem-me um denário. De quem é a figura e a inscrição? Eles responderam: — De César. Então Jesus lhes disse:
25 Eles responderam: “De César, imperador romano”. Ele lhes disse: “Então, entreguem a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus!” — Pois deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
26 Assim falhou a tentativa de confundir Jesus diante do povo; maravilhados da resposta dele, ficaram calados. Não puderam apanhá-lo em palavra alguma diante do povo; e, admirados da sua resposta, calaram-se.
27 Então alguns saduceus, homens que acreditavam que a morte é o fim da existência, e que não há ressurreição, vieram a Jesus com esta pergunta: Chegando alguns dos saduceus, que dizem não haver ressurreição,
28 “Mestre, as leis de Moisés declaram que, se um homem morrer sem filhos, o irmão dele se casará com a viúva, e os filhos deles pertencerão legalmente ao irmão morto, para manter o seu nome. perguntaram a Jesus: — Mestre, Moisés nos deixou escrito que, se um homem casado morrer sem deixar filhos, o irmão desse homem deve casar com a viúva e gerar descendentes para o falecido.
29 Havia uma família de sete irmãos. O mais velho casou-se e logo morreu sem deixar filhos. Ora, havia sete irmãos: o primeiro casou e morreu sem filhos;
30 O irmão dele casou com a viúva, mas ele também morreu, o segundo
31 e o terceiro também, e assim foi, um após outro, até que cada um dos sete havia se casado com ela e morrido, não deixando filhos. e o terceiro também casaram com a viúva, e assim foi com os sete. Todos morreram sem deixar filhos.
32 Finalmente morreu também a mulher. Por fim, morreu também a mulher.
33 Agora, esta é a nossa pergunta: De quem ela será esposa na ressurreição, pois todos eles foram casados com ela!” Portanto, na ressurreição, de qual deles a mulher será esposa? Porque os sete casaram com ela.
34 Jesus respondeu: “O casamento é para pessoas aqui na terra. Jesus respondeu: — Os filhos deste mundo casam e se dão em casamento,
35 Mas quando chegarem ao céu os que forem considerados dignos de alcançar a ressurreição dos mortos e a vida futura não se casarão. mas os que são considerados dignos de alcançar a era vindoura e a ressurreição dentre os mortos não casam, nem se dão em casamento.
36 E não morrerão nunca mais; nesse aspecto, serão como os anjos, e serão filhos de Deus, porque são filhos da ressurreição. Pois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição.
37 Mas, quanto à verdadeira pergunta de vocês — se há ou não ressurreição — ora, os escritos do próprio Moisés provam isso. Pois quando descreve como Deus lhe apareceu na sarça ardente, ele fala de Deus como ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó’. E que os mortos ressuscitam, Moisés o indicou no trecho referente à sarça, quando afirma que o Senhor é o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.
38 Ele não é Deus de mortos, mas de vivos, pois para ele todos vivem”. Ora, Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos; porque para ele todos vivem.
39 “Bem respondido, Senhor!”, afirmaram alguns dos mestres da lei, que estavam ali. Então alguns dos escribas disseram: — Boa resposta, Mestre!
40 E aquilo acabou com as perguntas deles, porque não tiveram coragem de perguntar mais nada! E não ousaram mais fazer perguntas a Jesus.
41 Então ele fez a eles uma pergunta: “Como dizem que o Cristo, o Messias, é Filho do rei Davi? Mas Jesus lhes perguntou: — Como se pode dizer que o Cristo é filho de Davi?
42 “Pois o próprio Davi escreveu no livro dos Salmos: ‘O Senhor disse ao meu Senhor: Sente-se à minha direita Pois o próprio Davi afirma no Livro dos Salmos: “Disse o Senhor ao meu Senhor: ‘Sente-se à minha direita,
43 até que eu ponha os seus inimigos debaixo dos seus pés’. até que eu ponha os seus inimigos por estrado dos seus pés.’”
44 Portanto, se Davi chama o Messias de ‘Senhor’, como é que o Messias poder ser seu filho?” — Portanto, Davi o chama de Senhor. Então como ele pode ser filho de Davi?
45 Então, com o povo ouvindo, ele voltou-se para seus discípulos e disse: Quando todo o povo estava ouvindo, Jesus disse aos seus discípulos:
46 “Cuidado com os mestres da lei, porque eles gostam de andar com roupas caras e querem que o povo se curve diante deles quando caminham pelas praças. E como gostam dos lugares mais importantes nas sinagogas e os lugares de honra nas festas! — Cuidado com os escribas, que gostam de andar com vestes talares e muito apreciam as saudações nas praças, as primeiras cadeiras nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes.
47 Porém, no mesmo momento em que fazem longas orações para o povo escutar e procuram mostrar grande bondade, fazem planos para explorar as viúvas. Portanto, está reservado para esses homens o mais duro castigo de Deus”. Eles devoram as casas das viúvas e, para o justificar, fazem longas orações. Estes sofrerão juízo muito mais severo.