Atos dos Apóstolos 19

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# AS21 NAA
1 E aconteceu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, depois de atravessar as regiões mais altas, chegou a Éfeso. Achando ali alguns discípulos, Aconteceu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado pelas regiões mais altas, chegou a Éfeso. Encontrando ali alguns discípulos,
2 perguntou-lhes: Recebestes o Espírito Santo quando crestes? Eles lhe responderam: Não. Nem sequer ouvimos dizer que há Espírito Santo. perguntou-lhes: — Vocês receberam o Espírito Santo quando creram? Ao que eles responderam: — Pelo contrário, nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo.
3 Então ele lhes perguntou: Em que batismo fostes batizados, então? E eles disseram: No batismo de João. Paulo perguntou: — Então que batismo vocês receberam? Eles responderam: — O batismo de João.
4 Mas Paulo respondeu: João realizou o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que viria depois dele, isto é, em Jesus. Paulo explicou: — João realizou batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que viria depois dele, a saber, em Jesus.
5 Quando ouviram isso, foram batizados em nome do Senhor Jesus. Eles, tendo ouvido isto, foram batizados no nome do Senhor Jesus.
6 Quando Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo veio sobre eles, e eles começaram a falar em línguas e a profetizar. E, quando Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo veio sobre eles, e tanto falavam em línguas como profetizavam.
7 Eram uns doze homens ao todo. Eram, ao todo, uns doze homens.
8 Assim, Paulo entrou na sinagoga e, durante três meses, falava-lhes abertamente, argumentando e convencendo os judeus acerca do reino de Deus. Durante três meses, Paulo frequentou a sinagoga, onde falava ousadamente, discutindo e persuadindo a respeito do Reino de Deus.
9 Mas, como alguns deles se endureceram e se mostraram descrentes, falando mal do Caminho diante da comunidade, Paulo afastou-se deles e separou os discípulos, instruindo-os diariamente na escola de Tirano. Mas como alguns deles se mostravam teimosos e descrentes, falando mal do Caminho diante da multidão, Paulo se afastou deles. E, levando consigo os discípulos, passou a falar diariamente na escola de Tirano.
10 Isso aconteceu durante dois anos; de maneira que todos os que habitavam na Ásia, tanto judeus como gregos, ouviram a palavra do Senhor. Paulo fez isso durante dois anos, de modo que todos os habitantes da província da Ásia ouviram a palavra do Senhor, tanto judeus como gregos.
11 E, por intermédio de Paulo, Deus fazia milagres extraordinários, Deus, pelas mãos de Paulo, fazia milagres extraordinários,
12 de tal forma que lenços e panos que haviam tocado nele eram levados aos doentes. E as doenças os deixavam, e os espíritos malignos saíam deles. a ponto de levarem aos enfermos lenços e aventais do seu uso pessoal, diante dos quais as enfermidades fugiam das suas vítimas, e os espíritos malignos se retiravam.
13 Aconteceu também que alguns judeus, exorcistas ambulantes, tentaram invocar o nome de Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Eu vos expulso por Jesus a quem Paulo prega. E alguns judeus, exorcistas ambulantes, tentaram invocar o nome do Senhor Jesus sobre pessoas possuídas de espíritos malignos, dizendo: — Ordeno que saiam pelo poder de Jesus, a quem Paulo prega.
14 E os que fizeram isso eram os sete filhos do judeu chamado Ceva, um dos principais sacerdotes. Os que faziam isto eram sete filhos de um judeu chamado Ceva, sumo sacerdote.
15 Todavia, o espírito maligno respondeu: Conheço Jesus, e sei quem é Paulo; mas vós, quem sois? Mas o espírito maligno lhes respondeu: — Conheço Jesus e sei quem é Paulo; mas vocês, quem são?
16 Então o homem em quem estava o espírito maligno, saltando sobre eles, os subjugou e os espancou, de modo que, nus e feridos, fugiram daquela casa. E o possuído do espírito maligno saltou sobre eles, dominando a todos e, de tal modo prevaleceu contra eles, que, nus e feridos, fugiram daquela casa.
17 E esse episódio se tornou conhecido por todos os que moravam em Éfeso, tanto judeus como gregos; e todos se encheram de temor, e o nome do Senhor Jesus era engrandecido. Este fato chegou ao conhecimento de todos os moradores de Éfeso, tanto judeus como gregos. Veio temor sobre todos eles, e o nome do Senhor Jesus era engrandecido.
18 E muitos dos que haviam crido vinham, confessando e admitindo em público as suas práticas. Muitos dos que creram vieram confessando e denunciando publicamente as suas próprias obras.
19 Também muitos dos que praticavam artes mágicas ajuntaram os seus livros e os queimaram na presença de todos. Calculado o valor deles, estimaram que chegava a cinquenta mil moedas de prata. Também muitos dos que haviam praticado magia, reunindo os seus livros, os queimaram diante de todos. Calculado o valor dos livros, verificaram que chegava a cinquenta mil denários.
20 Assim, a palavra do Senhor crescia e prevalecia com poder. Assim, a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente.
21 Depois de ocorridas essas coisas, Paulo resolveu, em seu espírito, ir para Jerusalém, passando pela Macedônia e pela Acaia, porque dizia: Depois de ir para lá, preciso ir também para Roma. Depois destas coisas, Paulo resolveu, no seu espírito, ir a Jerusalém, passando pela Macedônia e Acaia. Ele dizia: — Depois de passar por Jerusalém, preciso ir também a Roma.
22 E, enviando à Macedônia dois dos seus auxiliares, Timóteo e Erasto, ficou por algum tempo na província da Ásia. Tendo enviado à Macedônia dois daqueles que o ajudavam, a saber, Timóteo e Erasto, permaneceu algum tempo na província da Ásia.
23 Por esse tempo, houve um considerável tumulto acerca do Caminho. Por esse tempo, houve grande tumulto em Éfeso por causa do Caminho.
24 Havia certo ourives, chamado Demétrio, que fazia miniaturas de prata do templo de Ártemis e proporcionava bom negócio aos artífices. Pois um ourives, chamado Demétrio, que fazia modelos de prata do templo de Diana e que dava muito lucro aos artífices,
25 Ele os reuniu, bem como os artífices de obras semelhantes, e disse: Senhores, bem sabeis que deste negócio nos vem a prosperidade. convocando-os juntamente com outros do mesmo ofício, disse-lhes: — Senhores, vocês sabem que a nossa prosperidade vem deste ofício.
26 E estais vendo e ouvindo que não só em Éfeso, mas em quase toda a Ásia, esse homem, Paulo, tem convencido e desviado muita gente, dizendo não serem deuses os que são feitos por mãos humanas. E agora vocês estão vendo e ouvindo que não só em Éfeso, mas em quase toda a província da Ásia, este Paulo tem persuadido e desencaminhado muita gente, afirmando que os deuses feitos por mãos humanas não são deuses de verdade.
27 E não há somente perigo de que esse nosso negócio caia em descrédito, mas também que o templo da grande deusa Ártemis perca toda a sua importância, vindo até mesmo a ser destituída da sua majestade aquela a quem toda a Ásia e o mundo adoram. Não somente há o perigo de que o nosso negócio caia em descrédito, como também de que o próprio templo da grande deusa Diana seja considerado sem valor, e que até venha a ser destruída a majestade daquela que toda a província da Ásia e o mundo adoram.
28 Ao ouvirem isso, ficaram furiosos e gritaram: Grande é a Ártemis dos efésios! Ouvindo isto, ficaram furiosos e começaram a gritar: — Grande é a Diana dos efésios!
29 A cidade encheu-se de confusão, e todos imediatamente correram ao teatro, arrastando com eles os macedônios Gaio e Aristarco, companheiros de viagem de Paulo. A confusão se espalhou pela cidade, e todos juntos foram correndo para o teatro, arrastando consigo os macedônios Gaio e Aristarco, companheiros de Paulo.
30 E Paulo queria apresentar-se ao povo, mas os discípulos não permitiram. Quando Paulo quis apresentar-se ao povo, os discípulos não o permitiram.
31 Também alguns dos oficiais romanos, amigos de Paulo, mandaram pedir-lhe que não se arriscasse a ir ao teatro. Também algumas autoridades da província, que eram amigos de Paulo, mandaram um recado, pedindo que ele não se arriscasse indo ao teatro.
32 E uns gritavam de um modo, outros de outro; pois havia confusão na assembleia, e a maior parte deles nem sabia por que motivo se havia reunido. Uns, pois, gritavam de uma forma; outros, de outra; porque a assembleia tinha virado uma confusão. E, na sua maior parte, nem sabiam por que motivo estavam reunidos.
33 Então tiraram Alexandre dentre a multidão, a quem os judeus levaram para a frente. E Alexandre, acenando com a mão, queria apresentar uma defesa ao povo. Então tiraram Alexandre do meio da multidão, e os judeus o empurraram para a frente. Este, acenando com a mão, queria falar ao povo.
34 Mas, quando perceberam que ele era judeu, todos gritaram a uma voz durante quase duas horas: Grande é a Ártemis dos efésios! Quando, porém, reconheceram que ele era judeu, todos, a uma voz, gritaram durante quase duas horas: — Grande é a Diana dos efésios!
35 Quando conseguiu apaziguar a multidão, o escrivão disse: Homens de Éfeso, existe alguém que não saiba que a cidade dos efésios é a guardiã do templo da grande deusa Ártemis e da sua imagem que caiu do céu? O escrivão da cidade, tendo apaziguado o povo, disse: — Senhores efésios, quem não sabe que a cidade de Éfeso é a guardiã do templo da grande Diana e da imagem que caiu do céu?
36 Visto que essas coisas não podem ser contestadas, convém que vos aquieteis e nada façais precipitadamente. Ora, não podendo isto ser contestado, convém que vocês se mantenham calmos e não façam nada de forma precipitada;
37 Porque estes homens, que aqui trouxestes, não são sacrílegos nem blasfemam contra a nossa deusa. porque estes homens que vocês trouxeram para cá não profanaram o templo, nem blasfemam contra a nossa deusa.
38 Todavia, se Demétrio e os artífices que estão com ele têm alguma queixa contra alguém, os tribunais estão abertos e há procônsules. Que se acusem uns aos outros. Portanto, se Demétrio e os artífices que o acompanham têm alguma queixa contra alguém, saibam que existem os tribunais e os procônsules; que se acusem uns aos outros ali.
39 Além disso, se demandais alguma outra coisa, isso será resolvido numa assembleia legal. Mas, se vocês estão pleiteando alguma outra coisa, isso será decidido em assembleia regular.
40 Pois corremos o perigo até de sermos acusados de provocar desordem por causa dos acontecimentos de hoje, não havendo motivo algum com que possamos justificar esta aglomeração. Porque também corremos o risco de sermos, hoje, acusados de revolta, não havendo motivo algum que possamos alegar para justificar este ajuntamento.
41 E, tendo dito isso, desfez a assembleia. E, havendo dito isto, dissolveu a assembleia.