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1
O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente
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2
diz ao SENHOR: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio.
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3
Pois ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa.
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4
Cobrir-te-á com as suas penas, e, sob suas asas, estarás seguro; a sua verdade é pavês e escudo.
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5
Não te assustarás do terror noturno, nem da seta que voa de dia,
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6
nem da peste que se propaga nas trevas, nem da mortandade que assola ao meio-dia.
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7
Caiam mil ao teu lado, e dez mil, à tua direita; tu não serás atingido.
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8
Somente com os teus olhos contemplarás e verás o castigo dos ímpios.
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9
Pois disseste: O SENHOR é o meu refúgio. Fizeste do Altíssimo a tua morada.
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10
Nenhum mal te sucederá, praga nenhuma chegará à tua tenda.
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11
Porque aos seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos.
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12
Eles te sustentarão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra.
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13
Pisarás o leão e a áspide, calcarás aos pés o leãozinho e a serpente.
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14
Porque a mim se apegou com amor, eu o livrarei; pô-lo-ei a salvo, porque conhece o meu nome.
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15
Ele me invocará, e eu lhe responderei; na sua angústia eu estarei com ele, livrá-lo-ei e o glorificarei.
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16
Saciá-lo-ei com longevidade e lhe mostrarei a minha salvação.
Recurso de Estudo
Versículos 1-8: A segurança dos que têm a Deus como refúgio; 9 16: O favor deles perante o Senhor.
Vv. 1-8. Os que pela fé escolhem a Deus como o seu protetor, encontrarão nEle tudo o que precisem ou desejem. Os que têm encontrado o consolo de fazer do Senhor o seu refúgio não podem desejar senão que os demais façam o mesmo. A vida espiritual está protegida pela graça divina contra as tentações do Diabo, que são como os laços do caçador, e do contágio do pecado, essa peste destruidora. É prometida uma grande segurança aos crentes em meio às situações de perigo que enfrentam. A sabedoria impedirá que eles se assustem sem causa, e a fé impedirá que se assustem indevidamente. A vontade de nosso Pai celestial deve ser feita, e não temos razões para temer. O povo de Deus verá o cumprimento não somente das promessas de Deus, como também de suas ameaças. Então, que os pecadores apressem-se a buscar ao Senhor, diante do trono da graça, em o nome do Redentor, e exortem a outros a também confiarem nEle.
Vv. 9-16. Aconteça o que acontecer, nada causará danos ao crente; mesmo que venham problemas e aflições, não serão para causar-lhe dano, mas para o seu bem, ainda que no momento não sejam motivos de gozo, e sim de tristeza. Os que conhecem a Deus corretamente depositarão nEle o seu amor. Ao orar, invocam-no constantemente. A promessa do Senhor é que, em seu devido tempo, Ele livrará o crente das dificuldades e, enquanto isto, estará com ele na tribulação. O Senhor administrará todas as preocupações mundanas do crente fiel, e preservará a sua vida na terra, tanto quanto for para seu benefício. Para animarmo-nos nesta verdade, olhemos para Jesus. O crente fiel viverá o tempo suficiente, até que tenha concluído a obra para a qual foi enviado a este mundo, e até que esteja pronto para ir ao céu. Quem é que desejaria viver sequer um dia além do tempo que Deus estabelecera para fazer alguma obra, seja por Ele ou nEle? Um homem pode morrer jovem, mas satisfeito com a sua vida. Porém, o ímpio não está satisfeito nem sequer com uma vida longa. O conflito do crente termina a longo prazo, e será concluído para sempre quando colocar um fim aos problemas, ao pecado e à tentação.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público