• 1 Então, respondeu Bildade, o suíta, e disse:
  • 2 Com ele estão domínio e temor; ele faz paz nas suas alturas.
  • 3 Porventura, têm número os seus exércitos? E para quem não se levanta a sua luz?
  • 4 Como, pois, seria justo o homem perante Deus, e como seria puro aquele que nasce da mulher?
  • 5 Olha, até a lua não resplandece, e as estrelas não são puras aos seus olhos.
  • 6 E quanto menos o homem, que é um verme, e o filho do homem, que é um bicho!

Bildade mostra que o homem não pode justificar-se diante de Deus. Bildade deixa o questionamento acerca da prosperidade dos ímpios; porém, mostra a infinita distância que há entre Deus e o homem. Ele apresenta a Jó algumas verdades que este considerara superficiais. A justiça e a santidade do homem, no melhor dos casos, não podem ser para ser comparadas às de Deus (Sl 89.6). Por ser Deus tão grande e glorioso, como pode o homem culpável e impuro comparecer diante dEle? Temos que nascer de novo da água e do Espírito, e ser continuamente lavados no sangue de Cristo, esta fonte aberta (Zc 13.1). Devemos ser humildes porque somos criaturas contaminadas, culpáveis e más, e temos que renunciar a confiança em nós mesmos. Porém, nossa vileza necessita da condescendência e do amor do Filho de Deus. As riquezas de sua misericórdia e o poder de sua graça serão magnificadas por toda a eternidade, por todos os pecadores que Ele redimir.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

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