• 1 SENHOR, ouve a minha oração, dá ouvidos às minhas súplicas! Responde-me conforme tua fidelidade e justiça;
  • 2 e não condenes o teu servo, porque ninguém é justo diante de ti.
  • 3 Pois o inimigo me perseguiu, derrubou-me e me fez habitar em lugares escuros, a exemplo dos que há muito já morreram.
  • 4 Por isso, meu espírito esmorece dentro de mim, e meu coração está perturbado.
  • 5 Lembro-me dos dias do passado; considero todos os teus feitos; medito na obra das tuas mãos.
  • 6 Estendo-te as minhas mãos; a minha alma, como terra sedenta, tem sede de ti. [Interlúdio]
  • 7 SENHOR, responde-me depressa; o meu espírito desfalece! Não escondas de mim o teu rosto, para que eu não fique como os que descem à cova.
  • 8 Faze-me ouvir do teu amor pela manhã, pois confio em ti; mostra-me o caminho que devo seguir, pois a ti elevo a minha alma.
  • 9 SENHOR, livra-me dos meus inimigos, pois em ti me refugio.
  • 10 Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus. Que o teu bom Espírito me guie por caminho plano.
  • 11 Vivifica-me, SENHOR, por amor do teu nome! Livra-me da tribulação, por amor da tua justiça!
  • 12 Por teu amor, extermina os meus inimigos e destrói todos os meus adversários, pois eu sou teu servo.

Versículos 1-6. Davi queixa-se de seus inimigos e de suas angústias; 7-12: Pede consolo, direção e libertação.

Vv. 1-6. Não temos justiça própria a alegar; portanto, devemos confiar na justiça de Deus e na Palavra da promessa que nos tem dado livremente, e que nos despertou para que nela tivéssemos esperança. Antes que orasse para que o seu problema fosse resolvido, Davi pediu perdão por seu pecado, e dependeu exclusivamente da misericórdia divina para que fosse atendido nesta petição. Chorou por causa do peso dos problemas exteriores à sua mente; porém, relembra ocasiões passadas em que Deus concedeu a vitória ao seu povo aflito, e em particular, ao próprio salmista. Olhou ao seu redor, e dedicou a sua atenção à obra de Deus. Quanto mais consideremos o poder de Deus, menos temeremos o rosto ou a força do homem. O salmista elevou o seu olhar com fervoroso desejo de Deus e de seu favor. Este é o melhor rumo que podemos tomar quando o nosso espírito está angustiado. Mesmo em suas melhores atitudes, o crente não tem dúvidas de que é um pecador. A meditação na Palavra de Deus e a oração recuperar-nosão dos nossos mal-estares. Então, a alma que se lamenta, luta para regressar ao Senhor, como o bebê que estende as suas mãos à mãe indulgente, e tem sede de suas consolações, como a terra ressecada precisa da chuva refrescante.

Vv. 7-12. Davi ora para que o Senhor se agrade dele, e faça-lhe saber que foi assim. Apresenta como argumento o terrível infortúnio de seu caso, se o Senhor Deus se apartasse dele. Porém, a noite de angústia e desalento terminará em uma manhã de consolo e louvor. Pede que seja iluminado com o conhecimento da vontade de Deus, e esta é a primeira obra do Espírito Santo. O homem bom não ora pedindo que possa andar no caminho mais agradável, mas : "Faze-me saber o caminho que devo seguir". Os que têm o Senhor como o seu Deus, têm o seu Espírito como Diretor de sua vida. São guiados pelo Espírito Santo. O salmista roga que seja vivificado, para que possa fazer a vontade de Deus. Porém, devemos buscar especialmente a destruição dos nossos pecados, que são os nossos piores inimigos, para que possamos ser devotos servos de Deus.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

Recurso de Estudo
Palavras no original
Hebraico e grego: STEP Bible (Tyndale House, Cambridge) · CC BY 4.0
Referências cruzadas
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