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1
Ó Israel, volta para o SENHOR, teu Deus; porque tens caído pela tua maldade.
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2
Preparai vossas palavras e voltai para o SENHOR; dizei-lhe: Tira toda a maldade e aceita o que é bom; e ofereceremos os sacrifícios dos nossos lábios como novilhos.
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3
A Assíria não nos salvará, não iremos montados em cavalos; e não diremos mais à obra das nossas mãos: Tu és o nosso Deus; porque em ti o órfão encontra a misericórdia.
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4
Curarei a sua infidelidade e os amarei espontaneamente; porque a minha ira se apartou deles.
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5
Serei para Israel como o orvalho; ele florescerá como o lírio e lançará suas raízes como o Líbano.
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6
Seus ramos se estenderão, sua formosura será como a da oliveira, e seu perfume, como o do Líbano.
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7
Os que habitavam à sua sombra voltarão; renascerão como o trigo, e florescerão como a videira; a sua fama será como a do vinho do Líbano.
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8
Ó Efraim, que tenho eu com os ídolos? Sou eu que respondo e cuido de ti. Sou como o pinheiro verde; o teu fruto procede de mim.
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9
Quem é sábio para entender essas coisas? E prudente, para compreendê-las? Pois os caminhos do SENHOR são retos e os justos andarão por eles; mas os transgressores neles cairão.
Recurso de Estudo
Versículos 1-3. Exortação ao arrependimento. 4-8. Bênçãos prometidas que assinalam os ricos consolos do Evangelho. 9: O justo e o injusto.
Vv. 1-3. A nação de Israel é exortada a converter-se a Jeová, deixando os pecados que praticavam e os ídolos que adoravam, Isto deveriam fazer por meio da fé em sua misericórdia e graça, através do Redentor prometido e atendendo com diligência a sua adoração e serviço. Retirem a iniquidade; esta deve ser retirada como uma carga sob a qual estão prontos para sucumbir, ou como pedra de tropeço em que caiamos algumas vezes, Deve ser completamente retirada por meio de um perdão livre e completo, porque não somos capazes de retirá-la por nós mesmos. Receba de graça a nossa oração. Eles não dizem a que bem procuram, mas referem-no a Deus. Não se trata do bem que o mundo mostra, mas daquele que é dado por Deus. A nação de Israel deveria considerar os seus pecados, necessidades e o seu remédio; e não teriam que apresentar sacrifícios, mas palavras que declarassem os desejos dos seus corações, e com elas deveriam dirigir-se ao Senhor. A situação como um todo dispõe uma descrição clara da natureza e da tendência da conversão do pecador a Deus, por meio do Senhor Jesus Cristo. Ao aproximarmo-nos de Deus por meio da oração de fé, devemos rogar-lhe que primeiro nos ensine o que devemos pedir. Devemos ser fervorosos para com Ele, rogando-lhe que retire toda a iniquidade.
Vv. 4-8. Israel busca o rosto de Deus e não o buscará em vão, A ira de Deus está distante deles, Aqueles a quem Deus ama, os ama espontaneamente; não porque eles o mereçam, mas por seu próprio bom prazer. O Senhor Deus será para eles tudo aquilo que necessitarem. A graça do Espírito Santo é o maná oculto, oculto na aspersão; a graça, assim gentilmente outorgada a eles, não será em vão. Crescerão para cima e serão mais florescentes; crescerão como o lírio que, quando chega à sua altura, torna-se uma linda flor (Mt 6.28,29). Também crescerão para baixo, lançando as suas raízes, e serão mais firmes. Como a flor do lírio, assim estará a forte raiz do cedro do Líbano. O crescimento espiritual consiste mormente no crescimento da raiz, que está fora do alcance da nossa visão. Também se estenderão como a vide, cujos ramos se esparramam amplamente. Quando os crentes se tornam abundantes em boas obras, os seus ramos se alargam, serão aceitáveis para Deus e para com os homens. A santidade é a beleza da alma. A Igreja é comparada com a vide e com a oliveira, que dão um fruto útil. As promessas de Deus dizem respeito àqueles que obedecem as suas ordenanças, àqueles que habitam debaixo da sombra do Altíssimo, e não àqueles que somente fogem a esta sombra para amparar-se de um fulgor quente. Quando um homem é levado a Deus, todos aqueles que vivem debaixo de sua sombra têm a sua vida beneficiada. Os frutos santificadores aparecerão em sua vida. Assim, os crentes crescem na experiência e na fertilidade do Evangelho. Efraim dirá o que Deus colocar em seus corações: o que mais tenho eu a ver com os ídolos! As promessas de Deus são a nossa segurança e a nossa força para mortificar o pecado, mais do que as promessas que façamos a Deus. observemos o poder da graça divina. Deus realizará uma transformação como esta, a ponto de aqueles que anteriormente amaram os ídolos, passarem a odiá-los com a mesma intensidade com que os amaram. Observemos o benefício das aflições que têm como objetivo a santificação. Efraim ressentiu-se por causa das consequências de sua idolatria, e este é o seu fruto: a remoção de seus pecados (Is 27.9). Observemos a natureza do arrependimento; é uma firme e imutável resolução de não ter mais nada a ver com o pecado. O Senhor sai com misericórdias ao encontro dos penitentes, assim como o pai do filho pródigo saiu ao encontro do seu filho que regressava. Deus será a defesa e o deleite para todos os verdadeiros convertidos; sentar-se-ão à sua sombra de modo deleitoso. E como raiz de uma árvore: "de mim é achado o teu fruto". É dEle que recebemos a graça e o poder que nos capacita para cumprir o nosso dever. V. 9. Quem é que se beneficia das verdades entregues pelo profeta? Aqueles que se dispõem a entender e conhecer estas coisas. Os caminhos da providência de Deus para nós são retos; tudo está feito de uma forma boa. O Senhor Jesus Cristo é a Pedra Angular para alguns, porém, para outros é uma Pedra de tropeço e uma Rocha de escândalo. Isto significa que aquilo que fora ordenado para a vida, para eles se converte em morte, por causa do abuso. O mesmo sol derrete a cera e endurece o barro. Os transgressores que caem nos caminhos de Deus certamente sofrem as quedas mais perigosas e fatais. são aqueles que se destroçam na Rocha dos Séculos, e que conseguem retirar veneno do Bálsamo de Gileade. Que os pecadores de sião temam isto. Aprendamos a andar nos retos caminhos de Deus como seus servos justos, e nenhum de nós seja desobediente e incrédulo, nem tropecemos na Palavra.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público