• 1 O SENHOR me disse: Vai outra vez, ama aquela mulher amada por outro e adúltera, como o SENHOR ama os israelitas, embora eles se desviem atrás de outros deuses e amem uvas passas.
  • 2 Assim, comprei para mim aquela mulher por quinze peças de prata, e um hômer e meio de cevada;
  • 3 e lhe disse: Tu viverás comigo muito tempo; não te prostituirás, nem serás mulher de outro homem; eu também viverei contigo.
  • 4 Pois os israelitas ficarão muito tempo sem rei, sem príncipe, sem sacrifício, sem coluna, sem colete sacerdotal e sem ídolos do lar.
  • 5 Depois os israelitas voltarão e buscarão o SENHOR, seu Deus, e Davi, seu rei; e, nos últimos dias, tremendo, eles se aproximarão do SENHOR e da sua bondade.

O profeta entra em um novo contrato representando a graça com que Deus voltará a restaurar a Israel, sob um novo pacto.

Vv. 1-3. O desgosto dos homens em relação à verdadeira religião deve-se ao amor que sentem pelos objetos e as formas que lhes permitem satisfazer as suas luxúrias, ao invés de mortificá-las. Quão maravilhoso é que um Deus santo tivesse boa vontade para com aqueles que, possuindo uma mente carnal, são inimigos dEle! Aqui estão representados os tratos da graça de Deus com a humanidade caída, que se afastou dEle. Este é o pacto da graça que Deus quer estabelecer com eles, que sejam o seu povo, e que Ele seja o Deus deles. Devem aceitar o castigo que merecem por causa dos pecados que praticam, e não retornar às atitudes néscias. Um sinal seguro de que as nossas aflições são meios para o nosso bem, é que nos impeçam de sermos vencidos pelas tentações quando estamos em aflição.

Vv. 4,5. Aqui está a aplicação da parábola a Israel. Eles devem permanecer por um longo tempo como viúva, despojada de todos os gozos e honras; porém, a longo prazo, serão novamente recebidos pelo Senhor. Aqueles que buscam ao Senhor com a finalidade de encontrá-lo devem submeter-se a Cristo, e chegarem a ser o seu povo de modo voluntário. Não somente temos que temer ao Senhor e à sua grandeza, mas ao Senhor e à sua bondade; não somente a sua majestade, mas a sua misericórdia. Mesmo os escritores judeus entendem esta passagem como referindo-se ao Messias prometido; sem dúvida alguma, anuncia a futura conversão deles a Cristo, pela qual são mantidos como um povo apartado. Ainda que o primeiro temor a Deus surja de ver a sua santa majestade e a sua justa vingança, a experiência da misericórdia e a graça por meio de Jesus Cristo dirigirá o coração a que venere um Amigo e Pai tão bom e glorioso, e tema ofendê-lo.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

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