Gênesis 41
Comparação de versões
| # | AS21 | NAA |
|---|---|---|
| 1 | Passados dois anos inteiros, o faraó sonhou que estava em pé junto ao rio Nilo; | Passados dois anos completos, Faraó teve um sonho e eis que estava em pé junto ao rio Nilo. |
| 2 | então subiram do rio sete vacas, bonitas e gordas, que foram pastar no meio dos juncos. | Do rio subiam sete vacas de boa aparência e gordas e pastavam no meio dos juncos. |
| 3 | Depois delas, subiram do rio outras sete vacas, feias e magras, que pararam junto às outras vacas à beira do Nilo. | Após elas subiam do rio outras sete vacas, de aparência feia e magras; e pararam junto às primeiras, na margem do rio. |
| 4 | Então as vacas feias e magras devoraram as sete bonitas e gordas. E o faraó acordou. | As vacas de aparência feia e magras engoliam as sete vacas de boa aparência e gordas. Então Faraó acordou. |
| 5 | Depois ele voltou a dormir e tornou a sonhar. Sete espigas cheias e boas brotaram de um mesmo pé. | Tornando a dormir, sonhou outra vez. De uma só haste saíam sete espigas cheias e boas. |
| 6 | Depois delas, brotaram sete espigas miúdas e queimadas pelo vento oriental. | E após elas nasciam sete espigas mirradas e queimadas pelo vento leste. |
| 7 | Então as espigas miúdas devoraram as sete espigas grandes e cheias. E o faraó acordou; tinha sido um sonho. | As espigas mirradas devoravam as sete espigas grandes e cheias. Então Faraó acordou. Tinha sido um sonho. |
| 8 | Pela manhã, o seu espírito estava perturbado. Por isso mandou chamar todos os adivinhos e sábios do Egito. O faraó contou-lhes os sonhos, mas não havia quem os interpretasse para ele. | De manhã, ao despertar muito perturbado, mandou chamar todos os magos do Egito e todos os seus sábios. Contou-lhes os seus sonhos, mas não havia ninguém que pudesse dar a interpretação. |
| 9 | Então o copeiro-mor falou ao faraó: Lembro-me hoje das minhas faltas. | Então o copeiro-chefe disse a Faraó: — Hoje me lembro das minhas ofensas. |
| 10 | Quando o faraó estava muito indignado com os seus subordinados, e mandou-me à prisão na casa do capitão da guarda, a mim e ao padeiro-mor, | Quando Faraó ficou irado com os seus servos e me pôs na prisão, na casa do comandante da guarda, a mim e ao padeiro-chefe, |
| 11 | eu e ele tivemos um sonho na mesma noite; sonhamos cada um o seu sonho, cada sonho com a sua interpretação. | tivemos um sonho na mesma noite, eu e ele. Sonhamos, e cada sonho tinha o seu próprio significado. |
| 12 | Um rapaz hebreu, servo do capitão da guarda, estava ali conosco; contamos a ele os nossos sonhos, e ele os interpretou para nós, a cada um conforme o seu sonho. | Achava-se conosco um jovem hebreu, escravo do comandante da guarda. Contamos a ele os nossos sonhos, e ele nos deu a interpretação, a cada um segundo o seu sonho. |
| 13 | E aconteceu conforme a sua interpretação: eu fui restituído ao meu cargo, e o outro foi enforcado. | E tal como nos interpretou, assim aconteceu: eu fui restituído ao meu cargo, e o outro foi enforcado. |
| 14 | Então o faraó mandou chamar José, e o fizeram sair rapidamente da prisão. Ele se barbeou, mudou de roupa e se apresentou ao faraó. | Então Faraó mandou chamar José, e o fizeram sair às pressas da masmorra. Ele se barbeou, mudou de roupa e foi apresentar-se a Faraó. |
| 15 | E o faraó disse a José: Tive um sonho, e não há quem o interprete. Porém ouvi dizer que, quando ouves contar um sonho, podes interpretá-lo. | Este lhe disse: — Tive um sonho, e não há quem o interprete. Porém ouvi falar a respeito de você que, quando ouve um sonho, é capaz de interpretá-lo. |
| 16 | José lhe respondeu: Isso não está em mim; Deus é que dará uma resposta de paz ao faraó. | José respondeu: — Isso não está em mim; mas Deus dará resposta favorável a Faraó. |
| 17 | Então o faraó disse a José: Em meu sonho eu estava em pé à beira do Nilo; | Então Faraó disse a José: — No meu sonho, eu estava em pé na margem do Nilo, |
| 18 | então subiram do rio sete vacas gordas e bonitas, que foram pastar no meio dos juncos. | e eis que subiam dele sete vacas gordas e de boa aparência e pastavam no meio dos juncos. |
| 19 | Depois delas, subiram outras sete vacas, fracas, muito feias e magras, tão feias como nunca vi em toda a terra do Egito. | Após estas subiam outras vacas, fracas, muito feias e magras. Eu nunca tinha visto vacas tão feias, em toda a terra do Egito. |
| 20 | Então as vacas magras e feias devoraram as primeiras sete vacas gordas; | E as vacas magras e ruins devoravam as primeiras sete vacas gordas. |
| 21 | e, depois de as terem comido, não se podia reconhecer que o houvessem feito, porque o aspecto delas ainda era tão feio como no princípio. Então acordei. | E, depois de as terem engolido, não davam aparência de que as tinham devorado, pois o aspecto delas continuava ruim como no princípio. Então acordei. |
| 22 | Depois vi em meu sonho que subiam de uma só haste sete espigas cheias e boas. | Depois, vi, em meu sonho, que sete espigas saíam da mesma haste, cheias e boas. |
| 23 | Depois delas, brotaram sete espigas murchas, miúdas e queimadas pelo vento oriental. | Depois delas nasceram sete espigas secas, mirradas e queimadas pelo vento leste. |
| 24 | Então as espigas miúdas devoraram as sete espigas boas. Contei isso aos magos, mas não houve quem o interpretasse para mim. | As sete espigas mirradas devoravam as sete espigas boas. Contei isso aos magos, mas ninguém foi capaz de me dar a interpretação. |
| 25 | Então José lhe disse: O sonho do faraó é um só; Deus mostrou ao faraó o que ele há de fazer. | Então José respondeu: — O sonho de Faraó é apenas um; Deus revelou a Faraó o que ele vai fazer. |
| 26 | As sete vacas boas são sete anos; as sete espigas boas também são sete anos; o sonho é um só. | As sete vacas boas serão sete anos; as sete espigas boas, também sete anos; o sonho é um só. |
| 27 | De igual modo, as sete vacas magras e feias, que subiram depois delas, são sete anos, assim como também as sete espigas miúdas e queimadas pelo vento oriental; serão sete anos de fome. | As sete vacas magras e feias, que subiam após as primeiras, serão sete anos, bem como as sete espigas mirradas e queimadas pelo vento leste serão sete anos de fome. |
| 28 | É isto o que eu disse ao faraó: Deus mostrou ao faraó o que ele há de fazer. | — Esta é a palavra, como acabo de dizer a Faraó: Deus manifestou a Faraó o que ele vai fazer. |
| 29 | Estão vindo sete anos de grande fartura em toda a terra do Egito. | Eis que vêm sete anos de grande abundância por toda a terra do Egito. |
| 30 | Depois destes virão sete anos de fome, e toda aquela fartura será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a terra. | Depois virão sete anos de fome. Toda aquela abundância será esquecida na terra do Egito e a fome consumirá a terra; |
| 31 | E a fartura na terra não será lembrada, por causa da fome que seguirá, porque será muito severa. | e não será lembrada a abundância na terra, por causa da fome que seguirá, porque será gravíssima. |
| 32 | O sonho veio ao faraó duas vezes, porque isso foi determinado por Deus, e ele em breve o fará. | O sonho de Faraó foi repetido, porque a coisa é estabelecida por Deus, e Deus se apressa a fazê-la. |
| 33 | Portanto, que o faraó encontre agora um homem de discernimento e sabedoria, e o ponha sobre a terra do Egito. | — Agora, pois, Faraó devia escolher um homem ajuizado e sábio e encarregá-lo de dirigir a terra do Egito. |
| 34 | O faraó deve fazer assim: nomeia administradores sobre a terra, que tomem a quinta parte dos produtos da terra do Egito nos sete anos de fartura, | Faraó devia fazer isto: pôr administradores sobre a terra e recolher a quinta parte dos frutos da terra do Egito nos sete anos de fartura. |
| 35 | ajuntem todo o mantimento destes bons anos que virão e estoquem trigo sob a supervisão do faraó, para mantimento nas cidades, e o armazenem. | Esses administradores deviam ajuntar toda a colheita dos bons anos que virão, recolher cereal por ordem de Faraó, para mantimento nas cidades, e guardá-lo em armazéns. |
| 36 | Assim o mantimento servirá de provisão para a terra nos sete anos de fome que haverá na terra do Egito, para que a terra não pereça de fome. | Assim, o mantimento servirá para abastecer a terra nos sete anos da fome que haverá no Egito, para que a terra não seja destruída pela fome. |
| 37 | Esse conselho foi bom aos olhos do faraó e aos olhos de todos os seus subordinados. | O conselho agradou a Faraó e a todos os seus oficiais. |
| 38 | Então o faraó perguntou aos seus subordinados: Poderíamos achar um homem como este, em quem esteja o espírito de Deus? | Então Faraó perguntou aos seus oficiais: — Será que poderíamos achar alguém melhor do que José, um homem em quem está o Espírito de Deus? |
| 39 | Depois o faraó disse a José: Visto que Deus te revelou tudo isso, ninguém há que tenha discernimento e sabedoria como tu. | Depois, Faraó disse a José: — Visto que Deus revelou tudo isto a você, não há ninguém tão ajuizado e sábio como você. |
| 40 | Comandarás a minha casa, e todo o meu povo se governará por tua ordem; somente no trono serei maior que tu. | Você será o administrador da minha casa, e todo o meu povo obedecerá à sua palavra. Somente no trono eu serei maior do que você. |
| 41 | E o faraó disse mais a José: Eu te coloco no comando de toda a terra do Egito. | E Faraó disse mais a José: — Eis que eu o constituo autoridade sobre toda a terra do Egito. |
| 42 | Então o faraó tirou da mão o seu anel de selar, colocou-o na mão de José, vestiu-o de traje de linho fino e lhe pôs uma corrente de ouro no pescoço. | Então Faraó tirou o seu anel-sinete da mão e o pôs no dedo de José. Mandou que o vestissem com roupas de linho fino e lhe pôs no pescoço um colar de ouro. |
| 43 | Além disso, ele o fez subir à sua segunda carruagem; e conclamavam diante dele: Ajoelhai-vos. Assim o faraó o colocou sobre toda a terra do Egito. | E o fez subir na sua segunda carruagem, e clamavam diante dele: “Inclinem-se todos!” Desse modo, deu-lhe autoridade sobre toda a terra do Egito. |
| 44 | E o faraó disse ainda a José: Eu sou o faraó, mas sem teu aval ninguém levantará a mão ou o pé em toda a terra do Egito. | Disse ainda Faraó a José: — Eu sou Faraó, mas sem a sua ordem ninguém poderá fazer nada em toda a terra do Egito. |
| 45 | O faraó deu a José o nome de Zafenate-Paneia e por mulher Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. Depois disso, José viajou por toda a terra do Egito. | E Faraó chamou José de Zafenate-Paneia e lhe deu por mulher Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. E José percorreu toda a terra do Egito. |
| 46 | José era da idade de trinta anos quando se apresentou ao faraó, rei do Egito. E José saiu da presença do faraó e foi percorrer toda a terra do Egito. | José tinha trinta anos de idade quando se apresentou a Faraó, rei do Egito, e andou por toda a terra do Egito. |
| 47 | Durante os sete anos de fartura, a terra produziu muito; | Nos sete anos de fartura a terra produziu com abundância. |
| 48 | e José ajuntou todo o mantimento dos sete anos produzido na terra do Egito, e o armazenou nas cidades; e armazenou em cada cidade o mantimento dos campos dos arredores. | E José ajuntou todo o mantimento que houve na terra do Egito durante os sete anos e o guardou nas cidades; o mantimento do campo ao redor de cada cidade foi guardado na mesma cidade. |
| 49 | Assim José estocou muitíssimo trigo, como a areia do mar, até que parou de contar, porque não se podia mais contá-lo. | Assim, José ajuntou muitíssimo cereal, como a areia do mar, até perder a conta, porque ia além das medidas. |
| 50 | Antes que chegasse o ano da fome, nasceram dois filhos a José, os quais lhe deu Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. | Antes de chegar a fome, nasceram dois filhos a José, os quais lhe deu Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. |
| 51 | José deu ao primogênito o nome de Manassés, pois disse: Deus me fez esquecer de todo o meu sofrer e de toda a casa de meu pai. | Ao primogênito José chamou de Manassés, pois disse: “Deus me fez esquecer todo o meu trabalho e toda a casa de meu pai.” |
| 52 | Ao segundo, ele deu o nome de Efraim, pois disse: Deus me fez prosperar na terra da minha aflição. | Ao segundo deu o nome de Efraim, pois disse: “Deus me fez próspero na terra da minha aflição.” |
| 53 | Então se acabaram os sete anos de fartura que houve na terra do Egito; | Passados os sete anos de abundância que houve na terra do Egito, |
| 54 | e começaram a vir os sete anos de fome, como José tinha dito. E havia fome em todas as terras; porém, havia comida em toda a terra do Egito. | começaram os sete anos de fome, como José havia predito. E havia fome em todas as terras, mas em toda a terra do Egito havia pão. |
| 55 | Depois, quando toda a terra do Egito teve fome, o povo clamou ao faraó por comida. Então o faraó disse a todos os egípcios: Ide a José e fazei o que ele vos disser. | Quando toda a terra do Egito começou a sentir a fome, o povo clamou a Faraó por pão; e Faraó dizia a todos os egípcios: — Vão falar com José e façam o que ele disser. |
| 56 | De modo que, estando a fome sobre toda a terra, José abriu todos os depósitos e passou a vender aos egípcios; porque a fome prevalecia na terra do Egito. | Havendo, pois, fome sobre toda a terra, José abriu todos os celeiros e vendia aos egípcios; porque a fome aumentava na terra do Egito. |
| 57 | Também vinha ao Egito gente de todas as terras para comprar de José, porque a fome prevalecia em todas as terras. | E todas as terras vinham ao Egito para comprar de José, porque a fome aumentava em todo o mundo. |