Gênesis 42
Comparação de versões
| # | ALM1911 | NAA |
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| 1 | Vendo então Jacob que havia mantimento no Egypto, disse Jacob a seus filhos: Porque estaes olhando uns para os outros? | Quando Jacó soube que havia mantimento no Egito, disse a seus filhos: — Por que vocês estão aí olhando uns para os outros? |
| 2 | Disse mais: Eis que tenho ouvido que ha mantimentos no Egypto; descei para lá, e comprae-nos d'ali, para que vivamos e não morramos. | E acrescentou: — Ouvi dizer que há cereais no Egito. Vão até lá e comprem cereais, para que vivamos e não morramos. |
| 3 | Então desceram os dez irmãos de José, para comprarem trigo do Egypto. | Então dez dos irmãos de José foram, para comprar cereal do Egito. |
| 4 | A Benjamin, porém, irmão de José não enviou Jacob com os seus irmãos, porque dizia: Para que lhe não succeda porventura algum desastre. | Mas Jacó não enviou Benjamim, o irmão de José, na companhia dos irmãos, porque dizia: “E se lhe acontecer algum desastre?” |
| 5 | Assim vieram os filhos de Israel para comprar, entre os que vinham lá; porque havia fome na terra de Canaan. | Entre os que iam, pois, para lá, foram também os filhos de Israel, pois havia fome na terra de Canaã. |
| 6 | José, pois, era o governador d'aquella terra; elle vendia a todo o povo da terra; e os irmãos de José vieram, e inclinaram-se a elle com a face na terra. | José era governador daquela terra; era ele quem vendia a todos os povos da terra. Os irmãos de José vieram e se prostraram com o rosto em terra, diante dele. |
| 7 | E José, vendo os seus irmãos, conheceu-os; porém mostrou-se estranho para com elles, e fallou com elles asperamente, e disse-lhes: D'onde vindes? E elles disseram: Da terra de Canaan, para comprarmos mantimento. | Quando José viu os seus irmãos, reconheceu-os, porém não se deu a conhecer. Foi ríspido com eles e lhes perguntou: — De onde vocês vêm? Responderam: — Da terra de Canaã, para comprar mantimento. |
| 8 | José, pois, conheceu os seus irmãos; mas elles não o conheceram. | José reconheceu os irmãos, mas eles não o reconheceram. |
| 9 | Então José lembrou-se dos sonhos, que havia sonhado d'elles, e disse-lhes: Vós sois espias, e sois vindos para ver a nudez da terra. | Então José se lembrou dos sonhos que teve a respeito deles e lhes disse: — Vocês são espiões e vieram para ver os pontos fracos da terra. |
| 10 | E elles lhe disseram: Não, senhor meu; mas teus servos são vindos a comprar mantimento. | Eles responderam: — Não, meu senhor. Estes seus servos vieram só para comprar mantimento. |
| 11 | Todos nós somos filhos de um varão; somos homens de rectidão; os teus servos não são espias. | Somos todos filhos de um mesmo homem; somos homens honestos; estes seus servos não são espiões. |
| 12 | E elle lhes disse: Não; antes viestes para ver a nudez da terra. | Ele, porém, lhes respondeu: — Nada disso! Pelo contrário, vocês vieram para ver os pontos fracos da terra. |
| 13 | E elles disseram: Nós, teus servos, somos doze irmãos, filhos de um varão na terra de Canaan; e eis que aqui o mais novo está com nosso pae hoje; mas um não está mais. | Eles disseram: — Nós, seus servos, somos doze irmãos, filhos de um homem na terra de Canaã. O mais novo está hoje com o nosso pai, outro já não existe. |
| 14 | Então lhes disse José: Isso é o que vos tenho dito, dizendo que sois espias: | Então José lhes disse: — É como já falei: vocês são espiões. |
| 15 | N'isto sereis provados; pela vida de Pharaó, não saireis d'aqui senão quando vosso irmão mais novo vier aqui. | Nisto vocês serão provados: juro pela vida de Faraó que vocês não sairão daqui, sem que primeiro venha o irmão mais novo de vocês. |
| 16 | Enviae um d'entre vós, que traga vosso irmão, mas vós ficareis presos, e vossas palavras sejam provadas, se ha verdade comvosco; e se não, pela vida de Pharaó, vós sois espias. | Enviem um de vocês, que busque o seu irmão. Vocês ficarão detidos para que sejam provadas as palavras de vocês, se há verdade no que dizem; ou se não, juro pela vida de Faraó que vocês são espiões. |
| 17 | E pôl-os juntos em guarda tres dias. | E deixou todos presos por três dias. |
| 18 | E ao terceiro dia disse-lhes José: Fazei isso, e vivereis; porque eu temo a Deus. | No terceiro dia, José lhes disse: — Façam o seguinte e viverão, pois temo a Deus. |
| 19 | Se sois homens de rectidão, que fique um de vossos irmãos preso na casa de vossa prisão; e vós ide, levae mantimento para a fome de vossa casa, | Se são homens honestos, que um de vocês fique detido aqui onde estão presos; os outros podem ir, levando cereal para matar a fome das suas famílias. |
| 20 | E trazei-me o vosso irmão mais novo, e serão verificadas vossas palavras, e não morrereis. E elles assim fizeram. | E tragam-me o seu irmão mais novo, com o que serão verificadas as palavras de vocês, e vocês não morrerão. E eles se dispuseram a fazê-lo. |
| 21 | Então disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados ácerca de nosso irmão, pois vimos a angustia da sua alma, quando nos rogava; nós porém não ouvimos: por isso vem sobre nós esta angustia. | Então disseram entre si: — Na verdade, estamos sendo castigados por causa de nosso irmão, pois vimos a angústia de sua alma, quando nos pedia, e não lhe demos ouvidos; por isso, nos sobrevém agora esta ansiedade. |
| 22 | E Ruben respondeu-lhes, dizendo: Não vol-o dizia eu, dizendo: Não pequeis contra o moço; mas não ouvistes: e vêdes aqui, o seu sangue tambem á requerido. | Rúben respondeu-lhes: — Não é verdade que eu disse: “Não pequem contra o jovem”? Mas vocês não quiseram me ouvir. Pois agora estão vendo que o sangue dele está sendo requerido de nós. |
| 23 | E elles não sabiam que José os entendia, porque havia interprete entre elles. | Eles, porém, não sabiam que José os entendia, porque lhes falava por meio de um intérprete. |
| 24 | E retirou-se d'elles, e chorou. Depois tornou a elles, e fallou-lhes, e tomou a Simeão d'elles, e amarrou-o perante os seus olhos. | E, retirando-se deles, José chorou. Depois, voltando para junto deles, lhes falou outra vez. Escolheu Simeão e o algemou na presença deles. |
| 25 | E ordenou José, que enchessem os seus saccos de trigo, e que lhes restituissem o seu dinheiro a cada um no seu sacco, e lhes dessem comida para o caminho; e fizeram-lhes assim. | José ordenou que lhes enchessem de cereal os sacos, e lhes restituíssem o dinheiro, a cada um no saco de cereal, e os suprissem de comida para o caminho. E assim foi feito. |
| 26 | E carregaram o seu trigo sobre os seus jumentos, e partiram d'ali. | E carregaram o cereal sobre os seus jumentos e partiram dali. |
| 27 | E, abrindo um d'elles o seu sacco, para dar pasto ao seu jumento na venda, viu o seu dinheiro; porque eis que estava na bocca do seu sacco. | Quando um deles abriu o saco de cereal, para dar de comer ao seu jumento na estalagem, encontrou o dinheiro na boca do saco de cereal. |
| 28 | E disse a seus irmãos: Tornou-se o meu dinheiro, e eil-o tambem aqui no meu sacco. Então lhes desfalleceu o coração, e pasmavam, dizendo um ao outro: Que é isto que Deus nos tem feito? | Então disse aos irmãos: — Devolveram o meu dinheiro. Está aqui na boca do saco de cereal. O coração dos irmãos se encheu de medo, e, tremendo, entreolhavam-se, dizendo: — O que é isto que Deus nos fez? |
| 29 | E vieram para Jacob, seu pae, na terra de Canaan; e contaram-lhe tudo o que lhes aconteceu, dizendo: | E vieram para Jacó, seu pai, na terra de Canaã, e lhe contaram tudo o que lhes havia acontecido, dizendo: |
| 30 | O varão, o senhor da terra, fallou comnosco asperamente, e tratou-nos como espias da terra; | — O homem, o senhor da terra, falou conosco de maneira ríspida e nos tratou como espiões da terra. |
| 31 | Mas dissemos-lhe: Somos homens de rectidão: não somos espias: | Dissemos a ele: “Somos homens honestos e não espiões. |
| 32 | Somos doze irmãos, filhos de nosso pae; um não é mais, e o mais novo está hoje com nosso pae na terra de Canaan. | Somos doze irmãos, filhos de um mesmo pai; um já não existe, e o mais novo está hoje com o nosso pai na terra de Canaã.” |
| 33 | E aquelle varão, o senhor da terra, nos disse: N'isto conhecerei que vós sois homens de rectidão; deixae commigo um de vossos irmãos, e tomae para a fome de vossas casas, e parti, | Então o homem, o senhor da terra, respondeu: “Nisto saberei que vocês são homens honestos: deixem comigo um de seus irmãos, peguem o cereal para remediar a fome de suas casas e vão embora. |
| 34 | E trazei-me vosso irmão mais novo; assim saberei que não sois espias, mas homens de rectidão; então vos darei o vosso irmão e negociareis na terra. | Mas tragam-me o seu irmão mais novo. Assim saberei que vocês não são espiões, mas homens honestos. Então entregarei o irmão de vocês, e vocês poderão negociar na terra.” |
| 35 | E aconteceu que, despejando elles os seus saccos, eis que cada um tinha a trouxinha com seu dinheiro no seu sacco; e viram as trouxinhas com seu dinheiro, elles e seu pae, e temeram. | Aconteceu que, quando foram despejar o cereal que havia nos sacos, cada um tinha a sua trouxinha de dinheiro no saco de cereal. Ao ver as trouxinhas com o dinheiro, eles e o seu pai ficaram com medo. |
| 36 | Então Jacob, seu pae, disse-lhes: Tendes-me desfilhado; José não está mais, e Simeão não está mais: agora levareis a Benjamin. Todas estas coisas vieram sobre mim. | Então Jacó, o pai deles, disse: — Vocês vão me deixar sem filhos. José se foi. Simeão se foi. Agora querem levar Benjamim! Todas essas coisas acontecem contra mim. |
| 37 | Mas Ruben fallou a seu pae, dizendo: Mata os meus dois filhos, se t'o não tornar a trazer; dá-m'o em minha mão, e t'o tornarei a trazer. | Mas Rúben disse a seu pai: — O senhor pode matar os meus dois filhos, se eu não trouxer Benjamim de volta. Deixe que eu tome conta dele, e o trarei de volta para o senhor. |
| 38 | Elle porém disse: Não descerá meu filho comvosco; porquanto o seu irmão é morto, e elle só ficou. Se lhe succedesse algum desastre no caminho que fordes, fareis descer minhas cãs com tristeza á sepultura. | Mas Jacó respondeu: — O meu filho não irá com vocês. O irmão dele está morto, e ele é o único que ficou. Se lhe acontece algum desastre no caminho, vocês farão descer os meus cabelos brancos com tristeza à sepultura. |