Jó 10
Comparação de versões
| # | ALM1911 | NAA |
|---|---|---|
| 1 | A minha alma tem tedio á minha vida: darei livre curso á minha queixa, fallarei na amargura da minha alma. | “Estou cansado de viver. Darei livre curso à minha queixa, falarei na amargura da minha alma. |
| 2 | Direi a Deus: Não me condemnes: faze-me saber porque contendes comigo. | Pedirei a Deus: ‘Não me condenes!’ Faze-me saber o que tens contra mim. |
| 3 | Parece-te bem que me opprimas? que rejeites o trabalho das tuas mãos? e resplandeças sobre o conselho dos impios? | Será que tens prazer em me oprimir, em rejeitar a obra das tuas mãos e em favorecer o conselho dos ímpios? |
| 4 | Tens tu porventura olhos de carne? vês tu como vê o homem? | Por acaso, tens olhos de gente? Ou vês tu como vê uma pessoa? |
| 5 | São os teus dias como os dias do homem? Ou são os teus annos como os annos de um homem, | São os teus dias como os dias de um mortal? Ou são os teus anos como os anos de um ser humano, |
| 6 | Para te informares da minha iniquidade, e averiguares o meu peccado? | para te informares da minha iniquidade e indagares o meu pecado? |
| 7 | Bem sabes tu que eu não sou impio: todavia ninguem ha que me livre da tua mão. | Bem sabes que eu não sou culpado; todavia, não há ninguém que possa me livrar da tua mão.” |
| 8 | As tuas mãos me fizeram e me formaram todo em roda; comtudo me consomes. | “As tuas mãos me plasmaram e me fizeram, porém, agora, queres destruir-me. |
| 9 | Peço-te que te lembres de que como barro me formaste e me farás tornar em pó. | Lembra-te de que me formaste como em barro. E, agora, queres reduzir-me a pó? |
| 10 | Porventura não me vasaste como leite, e como queijo me não coalhaste? | Por acaso, não me derramaste como leite e não me coalhaste como queijo? |
| 11 | De pelle e carne me vestiste, e com ossos e nervos me ligaste. | De pele e carne me vestiste e de ossos e tendões me teceste. |
| 12 | Vida e beneficencia me fizeste: e o teu cuidado guardou o meu espirito. | Tu me deste vida e bondade, e o teu cuidado guardou o meu espírito. |
| 13 | Porém estas coisas as occultaste no teu coração: bem sei eu que isto esteve comtigo. | Mas ocultaste estas coisas no teu coração; e agora sei que este era o teu plano. |
| 14 | Se eu peccar, tu me observas; e da minha iniquidade não me escusarás. | Se eu pecar, tu me observas; e da minha iniquidade não me perdoarás. |
| 15 | Se fôr impio, ai de mim! e se fôr justo, não levantarei a minha cabeça: farto estou de affronta; e olho para a minha miseria. | Se for iníquo, ai de mim! E, se for justo, não ouso levantar a cabeça, pois estou envergonhado e olho para a minha miséria. |
| 16 | Porque se vae crescendo; tu me caças como a um leão feroz: tornas-te, e fazes maravilhas contra mim. | Porque, se levanto a cabeça, tu me caças como um leão feroz e de novo revelas o teu poder maravilhoso contra mim. |
| 17 | Tu renovas contra mim as tuas testemunhas, e multiplicas contra mim a tua ira; revezes e combate estão comigo. | Renovas contra mim as tuas testemunhas e multiplicas contra mim a tua ira; males e lutas se sucedem contra mim.” |
| 18 | Por quepois me tiraste da madre? Ah se então dera o espirito, e olhos nenhuns me vissem! | “Por que me tiraste do ventre de minha mãe? Eu deveria ter morrido antes que um olho me visse! |
| 19 | Que tivera sido como se nunca fôra: e desde o ventre fôra levado á sepultura! | Teria sido como alguém que nunca existiu e já do ventre teria sido levado à sepultura. |
| 20 | Porventura não são poucos os meus dias? cessa pois, e deixa-me, para que por um pouco eu tome alento; | Não são poucos os meus dias? Cessa, pois, e deixa-me em paz, para que por um pouco eu tome alento, |
| 21 | Antes que vá e d'onde nunca torne, á terra da escuridão e da sombra da morte; | antes que eu vá para o lugar do qual não voltarei, para a terra das trevas e da sombra da morte, |
| 22 | Terra escurissima, como a mesma escuridão, terra da sombra, da morte e sem ordem alguma e onde a luz é como a escuridão. | terra de escuridão, de trevas profundas, terra da sombra da morte e do caos, onde a própria luz é como a escuridão.” |