Jó 13
Comparação de versões
| # | ALM1911 | NAA |
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| 1 | Eis que tudo isto viram os meus olhos, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam. | “Eis que os meus olhos viram tudo isso, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam. |
| 2 | Como vós o sabeis, o sei eu tambem; não vos sou inferior. | O que vocês sabem eu também sei; em nada sou inferior a vocês. |
| 3 | Mas eu fallarei ao Todo-poderoso, e quero defender-me para com Deus. | Mas falarei ao Todo-Poderoso e quero defender-me diante de Deus. |
| 4 | Vós porém sois inventores de mentiras, e vós todos medicos que não valem nada. | Vocês, porém, cobrem a verdade com mentiras; todos vocês são médicos que não valem nada. |
| 5 | Oxalá vos calasseis de todo! que isso seria a vossa sabedoria. | Quem dera vocês ficassem completamente calados! Vocês poderiam passar por sábios!” |
| 6 | Ouvi agora a minha defeza, e escutae os argumentos dos meus labios. | “Ouçam agora a minha defesa e prestem atenção aos argumentos dos meus lábios. |
| 7 | Porventura por Deus fallareis perversidade? e por elle fallareis engano? | Será que vão dizer perversidades em favor de Deus? Vão dizer mentiras a favor dele? |
| 8 | Ou fareis acceitação da sua pessoa? ou contendereis por Deus? | Serão parciais por ele? Argumentarão a favor de Deus? |
| 9 | Ser-vos-hia bom, se elle vos esquadrinhasse? ou zombareis d'elle, como se zomba d'algum homem? | Por acaso, seria bom se ele os examinasse? Ou vocês zombariam dele, como zombam das pessoas? |
| 10 | Certamente vos reprehenderá, se em occulto fizerdes acceitação de pessoas. | Ele certamente os repreenderá, se em oculto forem parciais. |
| 11 | Porventura não vos espantará a sua alteza? e não cairá sobre vós o seu temor? | A grandeza dele não os amedrontaria? E o terror dele não cairia sobre vocês? |
| 12 | As vossas memorias são como a cinza: as vossas alturas como alturas de lodo. | As máximas de vocês são provérbios de cinza; as defesas de vocês são muralhas de barro.” |
| 13 | Calae-vos perante mim, e fallarei eu, e que fique alliviado algum tanto. | “Calem-se diante de mim, e eu falarei; que venha sobre mim o que vier. |
| 14 | Por que razão tomo eu a minha carne com os meus dentes, e ponho a minha vida na minha mão? | Tomarei a minha carne nos meus dentes e porei a minha vida nas minhas mãos. |
| 15 | Ainda que me matasse, n'elle esperarei; comtudo os meus caminhos defenderei diante d'elle. | Eis que ele me matará, já não tenho esperança; mesmo assim defenderei a minha conduta diante dele. |
| 16 | Tambem elle será a salvação minha: porém o hypocrita não virá perante o seu rosto | Também isto será a minha salvação: o fato de um ímpio não comparecer diante dele. |
| 17 | Ouvi com attenção as minhas razões, e com os vossos ouvidos a minha declaração. | Ouçam com atenção as minhas palavras e escutem a minha exposição. |
| 18 | Eis que já tenho ordenado a minha causa, e sei que serei achado justo. | Tenho já bem-encaminhada minha causa e estou certo de que serei justificado.” |
| 19 | Quem é o que contenderá comigo? se eu agora me calasse, daria o espirito. | “Quem há que possa entrar em litígio comigo? Se houver, eu fico calado e morro. |
| 20 | Duas coisas sómente não faças para comigo; então me não esconderei do teu rosto: | Concede-me somente duas coisas, ó Deus, e assim não me esconderei de ti: |
| 21 | Desvia a tua mão para longe, de sobre mim, e não me espante o teu terror. | tira a tua mão de cima de mim, e não me amedronte o teu terror.” |
| 22 | Chama, pois, e eu responderei; ou eu fallarei, e tu responde-me. | “Interpela-me, e eu responderei; ou deixa-me falar, e tu responderás. |
| 23 | Quantas culpas e peccados tenho eu? notifica-me a minha transgressão e o meu peccado. | Quantas culpas e pecados tenho eu? Mostra-me a minha transgressão e o meu pecado.” |
| 24 | Porque escondes o teu rosto, e me tens por teu inimigo? | “Por que escondes o teu rosto e me consideras teu inimigo? |
| 25 | Porventura quebrantarás a folha arrebatada do vento? e perseguirás o restolho secco? | Queres aterrorizar uma folha levada pelo vento? E perseguirás a palha seca?” |
| 26 | Porque escreves contra mim amarguras e me fazes herdar as culpas da minha mocidade? | “Pois decretas contra mim coisas amargas e me atribuis as culpas da minha mocidade. |
| 27 | Tambem pões no tronco os meus pés, e observas todos os meus caminhos, e marcas as solas dos meus pés. | Também prendes os meus pés com correntes, observas todos os meus caminhos e traças limites à planta dos meus pés, |
| 28 | Envelhecendo-se entretanto elle com a podridão, e como o vestido, ao qual roe a traça. | apesar de eu ser como uma coisa podre que se consome e como a roupa que é comida pela traça.” |