Jó 16

Comparação de versões
Escolha as versões (até 4)
# VFL NAA
1 Então Jó respondeu: Então Jó respondeu:
2 “Já ouvi tudo isso antes. Que miseráveis consoladores vocês são! “Tenho ouvido muitas coisas como estas. Todos vocês são consoladores que só aumentam o meu sofrimento.
3 Será que essas palavras inúteis nunca acabam? Que tipo de consolação é essa que me oferecem? Será que não terão fim essas palavras vazias? Ou o que é que instiga você a responder assim?
4 Eu também falaria como vocês falam, se vocês estivessem no meu lugar. Eu também poderia fazer longos discursos mas pelo menos teria compaixão. Eu também poderia falar como vocês falam. Se vocês estivessem em meu lugar, eu poderia dirigir-lhes um montão de palavras e balançar a cabeça na presença de vocês.
5 Arranjaria palavras para animá-los, com carinho lhes daria esperança. Poderia fortalecê-los com as minhas palavras, e a consolação dos meus lábios abrandaria a dor de vocês.
6 “Falo, mas a minha dor continua, e se deixo de falar, continuo sofrendo. Se eu falar, a minha dor não cessa; se me calar, qual é o meu alívio?”
7 O Senhor me deixou sem nenhuma força, e deixou a todos os da minha família horrorizados. “Na verdade, esgotaste as minhas forças; tu, ó Deus, destruíste toda a minha família.
8 Sou só pele e osso, e quem me vê assim diz que eu pequei. Testemunha disto é que me deixaste enrugado; a minha magreza já se levanta contra mim e me acusa cara a cara.”
9 “O meu adversário está furioso comigo e me despedaça; ele me odeia e range os dentes contra mim. Ele não tira os olhos de mim. “Na sua ira me despedaçou e me perseguiu; rangeu os dentes contra mim e, como meu adversário, aguça os olhos.
10 Todos se juntam contra mim, abrem a boca para me insultar e batem no meu rosto para me humilhar. Homens abrem a sua boca contra mim, com desprezo me esbofeteiam; todos se ajuntam contra mim.
11 “Deus me entregou nas mãos dos maus, e me atirou nas garras dos malvados. Deus me entrega aos ímpios e me faz cair nas mãos dos perversos.
12 Eu estava bem, mas ele me destruiu. Ele me agarrou pelo pescoço e me despedaçou. Fez de mim o alvo das suas flechas. Eu vivia em paz, porém ele me esmagou; pegou-me pelo pescoço e me despedaçou; ele fez de mim o seu alvo.
13 Os seus arqueiros me rodeiam, e Deus deixa que eles perfurem os meus rins e derrama na terra a minha bílis sem piedade. As suas flechas me atingem de todos os lados; atravessa-me os rins, e não me poupa, derrama o meu fel sobre a terra.
14 Nunca deixa de me atacar e se lança sobre mim uma e outra vez. Ele me fere com golpes e mais golpes; arremete contra mim como um guerreiro.”
15 Triste, vesti roupas rasgadas e, humilhado, enterrei a minha cabeça no pó. “Costurei uma roupa feita de pano de saco sobre a minha pele e enterrei o meu orgulho no pó.
16 Meu rosto está vermelho de tanto chorar e tenho olheiras negras e profundas, O meu rosto está vermelho de tanto chorar, e sobre as minhas pálpebras está a sombra da morte,
17 embora nunca tenha sido violento e a minha oração tenha sempre sido sincera. embora não haja violência nas minhas mãos, e seja pura a minha oração.”
18 “Ó terra, não cubra o meu sangue, nem dê descanso à minha queixa. “Ó terra, não cubra o meu sangue, e não haja lugar em que se oculte o meu clamor!
19 Pois agora mesmo, há alguém que é minha testemunha no céu, alguém nas alturas que me defende. Já agora a minha testemunha está no céu, e nas alturas se encontra quem advoga a minha causa.
20 Quando as lágrimas dos meus olhos chamam por Deus, o meu amigo fala por mim. Os meus amigos zombam de mim, mas os meus olhos se desfazem em lágrimas diante de Deus,
21 Ele defende a causa do ser humano diante de Deus, como quem defende um amigo. para que ele mantenha o direito do homem contra o próprio Deus e o do filho do homem contra o seu próximo.
22 Porque dentro de pouco tempo, irei para o lugar de onde ninguém mais volta. Porque dentro de poucos anos eu seguirei o caminho de onde não voltarei.”