Jó 20

Comparação de versões
Escolha as versões (até 4)
# KJA NAA
1 Então Zofar, o naamita, replicou: Então Zofar, o naamatita, tomou a palavra e disse:
2 “Agitam-se em meu íntimo os meus pensamentos e levam-me a voltar a lhe dirigir a palavra, porquanto estou profundamente angustiado. “Visto que os meus pensamentos me impõem resposta, eu me apresso.
3 Estou ouvindo a tua repreensão, que me atinge e insulta, contudo agora é a minha vez de te responder. Eu ouvi a repreensão, que me envergonha, mas o meu espírito me obriga a responder segundo o meu entendimento.”
4 Não sabes que, desde a antiguidade, desde que Adham, o primeiro homem, foi posto sobre a terra, “Será que você não sabe que desde todos os tempos, desde que o ser humano foi posto sobre a terra,
5 o riso dos maus é passageiro, e a alegria dos ímpios dura apenas um momento? o júbilo dos ímpios é breve, e a alegria dos maus é momentânea?
6 Ainda que sua arrogância atinja os céus, e a sua cabeça toque as nuvens, Ainda que a sua presunção chegue aos céus, e a sua cabeça atinja as nuvens,
7 ele desaparecerá tão completamente como o seu próprio excremento; e quem o tenha visto questionará: ‘Onde ele foi parar?’ como o seu próprio esterco, ele apodrecerá para sempre, e os que o conheceram perguntarão: ‘Onde está ele?’
8 Passará como um sonho, e já não será achado; ele se dissipará como uma visão da noite. Voará como um sonho e não será encontrado; será afugentado como uma visão da noite.
9 Os olhos que o viam já não o verão, nem mesmo o seu lugar o contemplará outra vez. Os olhos que o viram não o verão mais, e o lugar onde ele estava não o verá outra vez.
10 Seus filhos terão que indenizar os pobres; ele próprio, com suas mãos, terá que reconstruir suas posses. Os seus filhos procurarão aplacar os pobres, e com as suas mãos ele lhes devolverá os seus bens.
11 Seus olhos, ainda cheios de vigor juvenil, morrerão com ele no pó. Ainda que os seus ossos estejam cheios do vigor da sua juventude, esse vigor se deitará com ele no pó.”
12 Se a maldade tinha sabor doce em sua boca e ele a escondia debaixo da língua, “Ainda que o mal seja doce na sua boca, e ele o esconda debaixo da língua,
13 ainda que a retenha na boca para saboreá-la, e o saboreie, e não o queira largar, mas o retenha em sua boca,
14 ainda assim esse manjar se corromperá em seu ventre, nas suas entranhas será como veneno de cobra. o fato é que a sua comida se transformará no seu estômago; será veneno de cobra no seu interior.
15 Vomitará as riquezas que engoliu, Deus fará seu estômago lançá-las sobre a terra. Engoliu riquezas, mas terá de vomitá-las; Deus o obrigará a lançá-las de seu ventre.
16 Sugará veneno de cobra; as presas de uma víbora o exterminarão. Sugou veneno de cobra; a mordedura da víbora o matará.
17 Não terá o prazer de contemplar os regatos, os ribeiros e os rios caudalosos que vertem mel e nata de leite. Não se deliciará com a vista dos ribeiros e dos rios transbordantes de mel e de leite.
18 Terá que devolver tudo quanto deu sua vida de trabalho, sem desfrutar o que amealhou, sem poder se alegrar com os lucros conquistados. Devolverá o fruto do seu trabalho e não o engolirá; do lucro dos seus negócios não tirará prazer nenhum.
19 Porque destruiu azab, as moradias e a dignidade dos pobres, e se apropriou de casas que não construiu. Porque oprimiu e desamparou os pobres, roubou casas que não construiu.
20 Com toda a certeza a sua cobiça não lhe trará paz e segurança, e o seu tesouro não conseguirá livrá-lo do mal. Por não haver limites à sua cobiça, não chegará a salvar as coisas por ele desejadas.
21 Nada mais lhe restou para devorar; sua aparente prosperidade não durará muito. Nada escapou à sua cobiça insaciável; por isso a sua prosperidade não durará.
22 Em meio às suas riquezas, a aflição o consumirá; o poder aniquilador da desgraça o atingirá de uma vez por todas. Na plenitude da sua riqueza, ficará angustiado; toda a força da miséria virá sobre ele.”
23 Quando ele estiver de estômago cheio, Deus liberará a fúria da sua justiça contra ele, e sobre a vida dele despejará todo o conteúdo da ira divina. “Para encher-lhe a barriga, Deus mandará sobre ele o furor da sua ira, que, por alimento, mandará chover sobre ele.
24 Se conseguir se desviar da arma de ferro, o bronze da flecha de Deus o alcançará e o atravessará. Se fugir das armas de ferro, uma flecha de bronze o atravessará.
25 Ele ainda a arrancará das suas costas, a ponta reluzente saindo do seu fígado. Assombro e desespero cairão sobre ele; Ele arranca a flecha das suas costas, e esta vem brilhando com o seu fel; e o pavor tomará conta dele.
26 densas trevas aguardarão o momento de tragar todos seus tesouros. Um fogo aceso por mãos humanas o exterminará e devorará o que restar em sua tenda. Todas as calamidades serão reservadas contra os seus tesouros; um fogo não aceso por mãos humanas o consumirá e devorará o que ficar na sua tenda.”
27 Os céus proclamarão a sua culpa; a terra se levantará contra ele. “Os céus manifestarão a sua iniquidade; e a terra se levantará contra ele.
28 E, naquele dia, quando a ira da justiça de Deus se derramar sobre essas pessoas impiedosas, todas as suas riquezas serão levadas como pelas águas avassaladoras de uma inundação súbita. As riquezas de sua casa serão levadas embora; como água serão derramadas no dia da ira de Deus.
29 Esse é o final que Deus tem preparado para os ímpios e maldosos de coração, é o destino, a herança designada por Deus para essa gentalha!” Esta é, da parte de Deus, a sorte do ímpio; esta é a herança decretada por Deus.”