Jó 24
Comparação de versões
| # | ALM1911 | NAA |
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| 1 | Visto que do Todo-poderoso se não encobriram os tempos porque, os que o conhecem, não vêem os seus dias? | “Por que o Todo-Poderoso não designa tempos de julgamento? E por que os que o conhecem não veem tais dias? |
| 2 | Até os limites removem: roubam os rebanhos, e os apascentam. | Há os que removem os marcos de divisa, roubam os rebanhos e os apascentam. |
| 3 | Levam o jumento do orphão: tomam em penhor o boi da viuva. | Levam o jumento que pertence ao órfão, e, como penhor, ficam com o boi da viúva. |
| 4 | Desviam do caminho aos necessitados; e os miseraveis da terra juntos se escondem d'elles. | Desviam do caminho os necessitados, e os pobres da terra todos têm de se esconder.” |
| 5 | Eis que, como jumentos montezes no deserto, saem á sua obra, madrugando para a preza: o campo raso dá mantimento a elles e aos seus filhos. | “Como jumentos selvagens no deserto, os pobres saem para o seu trabalho, à procura de alimento; em campo aberto encontram comida para eles e para os seus filhos. |
| 6 | No campo segam o seu pasto, e vindimam a vinha do impio. | Cortam o seu pasto no campo, e apanham as uvas que ficaram nas vinhas dos ímpios. |
| 7 | Ao nu fazem passar a noite sem roupa, não tendo elle coberta contra o frio. | Passam a noite nus por falta de roupa e não têm cobertas contra o frio. |
| 8 | Das correntes das montanhas são molhados, e, não tendo refugio, abraçam-se com as rochas. | São encharcados pelas chuvas das montanhas e, por falta de abrigo, abraçam-se às rochas. |
| 9 | Ao orphãosinho arrancam dos peitos, e penhoram o que ha sobre o pobre. | Orfãozinhos são arrancados do peito, e dos pobres se toma penhor. |
| 10 | Fazem com que os nus vão sem vestido e famintos aos que carregam com as espigas. | Os pobres andam nus, sem roupa, e, famintos, carregam os feixes. |
| 11 | Entre as suas paredes espremem o azeite: pisam os lagares, e ainda teem sêde. | Entre os muros desses perversos espremem o azeite; pisam as uvas no lagar, enquanto padecem sede. |
| 12 | Desde as cidades gemem os homens, e a alma dos feridos exclama, e comtudo Deus lh'o não imputa como loucura. | Desde as cidades gemem os que estão para morrer, e a alma dos feridos pede socorro, mas Deus não considera isso anormal.” |
| 13 | Elles estão entre os que se oppõem á luz: não conhecem os seus caminhos d'ella, e não permanecem nas suas veredas. | “Os perversos são inimigos da luz, não conhecem os seus caminhos, nem permanecem nas suas veredas. |
| 14 | De madrugada se levanta o homicida, mata o pobre e necessitado, e de noite é como o ladrão. | O assassino se levanta de madrugada, mata o pobre e o necessitado, e de noite se torna ladrão. |
| 15 | Assim como o olho do adultero aguarda o crepusculo, dizendo: Não me verá olho nenhum: e occulta o rosto, | O olho do adúltero aguarda o crepúsculo, dizendo: ‘Ninguém me verá’; e cobre o rosto. |
| 16 | Nas trevas minam as casas que de dia se assignalaram: não conhecem a luz. | Nas trevas, ladrões invadem as casas, mas de dia ficam escondidos; não querem nada com a luz. |
| 17 | Porque a manhã para todos elles é como a sombra de morte; porque, sendo conhecidos, sentem os pavores da sombra da morte. | Pois a manhã é para todos eles como sombra de morte, mas os terrores da noite lhes são familiares.” |
| 18 | É ligeiro sobre a face das aguas; maldita é a sua parte sobre a terra: não se vira pelo caminho das vinhas. | “Os perversos são levados rapidamente na superfície das águas; a porção deles na terra é maldita, e por isso já não andam pelo caminho das vinhas. |
| 19 | A seccura e o calor desfazem as aguas da neve; assim desfará a sepultura aos que peccaram. | A seca e o calor desfazem as águas da neve; a sepultura faz o mesmo com os que pecaram. |
| 20 | A madre se esquecerá d'elle, os bichos o comerão gostosamente; nunca mais haverá lembrança d'elle: e a iniquidade se quebrará como arvore. | A mãe se esquecerá deles, os vermes os comerão com gosto; nunca mais haverá lembrança deles. A injustiça será quebrada como uma árvore. |
| 21 | Afflige á esteril que não pare, e á viuva não faz bem | Maltratam as estéreis, que não têm filhos, e não fazem o bem às viúvas. |
| 22 | Até aos poderosos arrasta com a sua força: se se levanta, não ha vida segura. | Mas Deus, por sua força, prolonga os dias dos valentes; eles se veem em pé quando desesperavam da vida. |
| 23 | Se Deus lhes dá descanço, estribam-se n'isso: seus olhos porém estão nos caminhos d'elles. | Ele lhes dá descanso, e nisso se apoiam; mas os olhos de Deus estão atentos aos caminhos deles. |
| 24 | Por um pouco se alçam, e logo desapparecem: são abatidos, encerrados como todos, e cortados como as cabeças das espigas. | São exaltados por breve tempo; depois, passam, colhidos como todos os demais; são cortados como as espigas do trigo. |
| 25 | Se agora não é assim, quem me desmentirá e desfará as minhas razões? | Se não é assim, quem me desmentirá e anulará as minhas palavras?” |