Jó 28
Comparação de versões
| # | ALM1911 | NAA |
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| 1 | Na verdade, ha veia d'onde se tira a prata, e para o oiro logar em que o derretem. | “Na verdade, a prata tem as suas minas, e o ouro, que se refina, tem o seu lugar. |
| 2 | O ferro se toma do pó, e da pedra se funde o metal. | O ferro é tirado da terra, e da pedra se funde o cobre. |
| 3 | Elle poz fim ás trevas, e toda a extremidade elle esquadrinha, a pedra da escuridão e da sombra da morte. | Os homens põem termo à escuridão e até os últimos confins procuram as pedras ocultas nas trevas e na densa escuridão. |
| 4 | Trasborda o ribeiro junto ao que habita ali, de maneira que se não possa passar a pé: então se esgota do homem, e as aguas se vão. | Abrem entrada para minas longe da habitação dos homens; são esquecidos pelos que passam por cima; e, assim, longe de todos, dependurados em cordas, balançam de um lado para outro. |
| 5 | Da terra procede o pão, e debaixo d'ella se converte como em fogo. | Da terra procede o alimento, mas embaixo ela é revolvida como que pelo fogo. |
| 6 | As suas pedras são o logar da saphira, e tem pósinhos d'oiro. | Nas suas pedras se encontra safira, e há pó que contém ouro. |
| 7 | Vereda que ignora a ave de rapina, e que não viu os olhos da gralha. | Essa vereda, a ave de rapina a ignora, e os olhos do falcão nunca a viram. |
| 8 | Nunca a pisaram filhos d'animaes altivos, nem o feroz leão passou por ella. | Feras majestosas nunca pisaram essa vereda, e nenhum leão passou por ali. |
| 9 | Estendeu a sua mão contra o rochedo, e transtorna os montes desd'as suas raizes. | O homem estende a sua mão contra o rochedo e revolve os montes desde as suas raízes. |
| 10 | Dos rochedos faz sair rios, e o seu olho viu tudo o que ha precioso. | Abre canais nas pedras, e os seus olhos veem tudo o que há de mais precioso. |
| 11 | Os rios tapa, e nem uma gotta sae d'elles, e tira á luz o que estava escondido. | Tapa os veios de água, e nem uma gota sai deles; e traz à luz o que estava escondido.” |
| 12 | Porém d'onde se achará a sabedoria? e onde está o logar da intelligencia? | “Mas onde se achará a sabedoria? E em que lugar estará o entendimento? |
| 13 | O homem não sabe a sua valia, e não se acha na terra dos viventes. | O ser humano não conhece o valor da sabedoria, e ela não se encontra na terra dos viventes. |
| 14 | O abysmo diz: Não está em mim: e o mar diz: Ella não está comigo. | O abismo diz: ‘Ela não está em mim.’ E o mar diz: ‘Não está comigo.’ |
| 15 | Não se dará por ella oiro fino, nem se pesará prata em cambio d'ella. | Não se compra a sabedoria com ouro fino; ela também não pode ser paga com prata. |
| 16 | Nem se pode comprar por oiro fino d'Ophir, nem pelo precioso onyx, nem pela saphira. | O seu valor não pode ser avaliado pelo ouro de Ofir, nem pelo precioso ônix, nem pela safira. |
| 17 | Com ella se não póde comparar o oiro nem o crystal; nem se dá em troca d'ella joia d'oiro fino. | O ouro não se iguala a ela, nem o cristal; não se pode trocá-la por joias de ouro fino. |
| 18 | Não se fará menção de coral nem de perolas; porque o desejo da sabedoria é melhor que o dos rubins. | Ela faz esquecer o coral e o cristal; o preço da sabedoria é maior que o das pérolas. |
| 19 | Não se lhe igualará o topazio de Cus, nem se póde comprar por oiro puro. | O topázio da Etiópia não se compara com ela; não se compra a sabedoria nem com ouro puro. |
| 20 | D'onde pois vem a sabedoria? e onde está o logar da intelligencia? | Mas de onde vem a sabedoria? E em que lugar estará o entendimento? |
| 21 | Porque está encoberta aos olhos de todo o vivente, e occulta ás aves do céu. | Está encoberta aos olhos de todos os seres vivos, e oculta às aves do céu. |
| 22 | A perdição e a morte dizem: Ouvimos com os nossos ouvidos a sua fama. | O abismo e a morte dizem: ‘Ouvimos com os nossos ouvidos a sua fama.’” |
| 23 | Deus entende o seu caminho, e elle sabe o seu logar. | “Deus lhe entende o caminho, e ele é quem sabe o seu lugar. |
| 24 | Porque elle vê as extremidades da terra; e vê tudo o que ha debaixo dos céus: | Porque o seu olhar alcança as extremidades da terra; ele vê tudo o que há debaixo dos céus. |
| 25 | Dando peso ao vento, e tomando a medida das aguas. | Quando Deus regulou o peso do vento e fixou a medida das águas; |
| 26 | Prescrevendo lei para a chuva e caminho para o relampago dos trovões. | quando determinou leis para a chuva e caminho para o relâmpago dos trovões, |
| 27 | Então a viu e relatou, a preparou, e tambem a esquadrinhou. | então ele viu a sabedoria e a manifestou; estabeleceu-a e também a examinou. |
| 28 | Porém disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal, a intelligencia. | E disse ao ser humano: ‘Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e afastar-se do mal é o entendimento.’” |