Jó 30

Comparação de versões
Escolha as versões (até 4)
# NAA ARA
1 “Mas agora zombam de mim os que têm menos idade do que eu, cujos pais eu não teria aceito nem para colocar ao lado dos cães do meu rebanho. Mas agora se riem de mim os de menos idade do que eu, e cujos pais eu teria desdenhado de pôr ao lado dos cães do meu rebanho.
2 De que também me serviria a força de suas mãos, se eles são homens cujo vigor já desapareceu? De que também me serviria a força das suas mãos, homens cujo vigor já pereceu?
3 Enfraqueceram de tanto passar fome e necessidade; roem a terra seca, desde muito em ruínas e desolada. De míngua e fome se debilitaram; roem os lugares secos, desde muito em ruínas e desolados.
4 Apanham malvas e folhas de arbustos e se alimentam de raízes de zimbro. Apanham malvas e folhas dos arbustos e se sustentam de raízes de zimbro.
5 São expulsos do meio das pessoas; grita-se contra eles, como se grita atrás de um ladrão. Do meio dos homens são expulsos; grita-se contra eles, como se grita atrás de um ladrão;
6 Têm de morar nos desfiladeiros sombrios, nas cavernas da terra e das rochas. habitam nos desfiladeiros sombrios, nas cavernas da terra e das rochas.
7 Uivam entre os arbustos e se ajuntam debaixo dos espinheiros. Bramam entre os arbustos e se ajuntam debaixo dos espinheiros.
8 São filhos de doidos, gente sem nome, e são escorraçados da terra.” São filhos de doidos, raça infame, e da terra são escorraçados.
9 “Mas agora sou a canção de deboche dessa gente; sirvo de provérbio no meio deles. Mas agora sou a sua canção de motejo e lhes sirvo de provérbio.
10 Eles me detestam, fogem para longe de mim e não têm receio de me cuspir no rosto. Abominam-me, fogem para longe de mim e não se abstêm de me cuspir no rosto.
11 Deus afrouxou a corda do meu arco e me oprimiu; por isso, sacudiram de si o freio diante de mim. Porque Deus afrouxou a corda do meu arco e me oprimiu; pelo que sacudiram de si o freio perante o meu rosto.
12 À minha direita se levanta um bando e me empurra, e contra mim prepara o seu caminho de destruição. À direita se levanta uma súcia, e me empurra, e contra mim prepara o seu caminho de destruição.
13 Arruínam o meu caminho; promovem a minha destruição sem a ajuda de ninguém. Arruínam a minha vereda, promovem a minha calamidade; gente para quem já não há socorro.
14 Vêm contra mim como por uma grande brecha e se revolvem avante no meio das ruínas. Vêm contra mim como por uma grande brecha e se revolvem avante entre as ruínas.
15 Sobrevieram-me pavores; a minha honra é como que varrida pelo vento; como nuvem passou a minha felicidade.” Sobrevieram-me pavores, como pelo vento é varrida a minha honra; como nuvem passou a minha felicidade.
16 “Agora a minha alma se derrama dentro de mim; os dias da aflição se apoderam de mim. Agora, dentro de mim se me derrama a alma; os dias da aflição se apoderaram de mim.
17 A noite perfura os meus ossos, e o mal que me corrói não descansa. A noite me verruma os ossos e os desloca, e não descansa o mal que me rói.
18 Pela grande violência do meu mal está desfigurada a minha roupa; este mal me envolve como a gola da minha túnica. Pela grande violência do meu mal está desfigurada a minha veste, mal que me cinge como a gola da minha túnica.
19 Deus me lançou na lama, e me tornei semelhante ao pó e à cinza.” Deus, tu me lançaste na lama, e me tornei semelhante ao pó e à cinza.
20 “Clamo a ti, ó Deus, e não me respondes; estou em pé, mas apenas olhas para mim. Clamo a ti, e não me respondes; estou em pé, mas apenas olhas para mim.
21 Tu foste cruel comigo; e, com a força da tua mão, me atacas. Tu foste cruel comigo; com a força da tua mão tu me combates.
22 Tu me levantas sobre o vento e me fazes cavalgá-lo; no estrondo da tempestade me jogas de um lado para outro. Levantas-me sobre o vento e me fazes cavalgá-lo; dissolves-me no estrondo da tempestade.
23 Pois eu sei que me levarás à morte e à casa destinada a todos os vivos.” Pois eu sei que me levarás à morte e à casa destinada a todo vivente.
24 “Não é fato que de um montão de ruínas um homem estenderá a sua mão? E, na sua desventura, não levantará um grito por socorro? De um montão de ruínas não estenderá o homem a mão e na sua desventura não levantará um grito por socorro?
25 Por acaso, não chorei por aquele que atravessava dias difíceis? Não se angustiou a minha alma pelo necessitado? Acaso, não chorei sobre aquele que atravessava dias difíceis ou não se angustiou a minha alma pelo necessitado?
26 Quando eu esperava o bem, eis que me veio o mal; esperava a luz, e veio a escuridão.” Aguardava eu o bem, e eis que me veio o mal; esperava a luz, veio-me a escuridão.
27 “O meu íntimo se agita sem cessar; e dias de aflição me sobrevêm. O meu íntimo se agita sem cessar; e dias de aflição me sobrevêm.
28 Tenho a pele queimada, mas não pelo sol; levanto-me na congregação e clamo por socorro. Ando de luto, sem a luz do sol; levanto-me na congregação e clamo por socorro.
29 Sou irmão dos chacais e companheiro de avestruzes. Sou irmão dos chacais e companheiro de avestruzes.
30 A minha pele escurece e cai; os meus ossos queimam de febre. Enegrecida se me cai a pele, e os meus ossos queimam em febre.
31 Por isso, a minha harpa é usada para fazer lamentações, e a minha flauta, para acompanhar os que choram.” Por isso, a minha harpa se me tornou em prantos de luto, e a minha flauta, em voz dos que choram.