Jó 36
Comparação de versões
| # | ALM1911 | NAA |
|---|---|---|
| 1 | Proseguiu ainda Elihu, e disse: | Eliú seguiu falando e disse: |
| 2 | Espera-me um pouco, e mostrar-te-hei que ainda ha razões a favor de Deus. | “Mais um pouco de paciência, e eu lhe mostrarei que tenho mais argumentos a favor de Deus. |
| 3 | Desde longe repetirei a minha opinião; e ao meu Creador attribuirei a justiça. | Trarei o meu conhecimento de longe e atribuirei a justiça ao meu Criador. |
| 4 | Porque na verdade, as minhas palavras não serão falsas: comtigo está um que é sincero na sua opinião. | Porque, na verdade, as minhas palavras não são falsas; quem está diante de você é senhor do assunto.” |
| 5 | Eis que Deus é mui grande, comtudo a ninguem despreza: grande é em força de coração. | “Eis que Deus é grande e não despreza ninguém; ele é grande na força da sua compreensão. |
| 6 | Não deixa viver ao impio, e faz justiça aos afflictos. | Não poupa a vida do ímpio, mas faz justiça aos aflitos. |
| 7 | Do justo não tira os seus olhos; antes estão com os reis no throno; ali os assenta para sempre, e assim são exaltados. | Deus não tira os seus olhos dos justos; pelo contrário, os assenta no trono com os reis, para sempre, e eles são exaltados. |
| 8 | E, se estando presos em grilhões, os detem amarrados com cordas de afflicção, | Se estão presos com correntes e amarrados com cordas de aflição, |
| 9 | Então lhes faz saber a obra d'elles, e as suas transgressões; porquanto prevaleceram n'ellas. | ele lhes faz ver as suas obras, as suas transgressões, e que se mostraram arrogantes. |
| 10 | E revela-lh'o aos seus ouvidos, para seu ensino; e diz-lhes que se convertam da maldade. | Abre-lhes também os ouvidos para a instrução e ordena que se convertam da iniquidade. |
| 11 | Se o ouvirem, e o servirem, acabarão seus dias em bem, e os seus annos em delicias. | Se o ouvirem e o servirem, acabarão os seus dias em felicidade e os seus anos em delícias. |
| 12 | Porém se o não ouvirem, á espada os passarão, e expirarão sem conhecimento. | Porém, se não o ouvirem, serão passados pela espada e morrerão na sua cegueira.” |
| 13 | E os hypocritas de coração amontoam para si a ira; e amarrando-os elle, não clamam por soccorro. | “Os ímpios de coração alimentam a ira; e, quando são aprisionados por Deus, não clamam pedindo socorro. |
| 14 | A sua alma morre na mocidade, e a sua vida entre os sodomitas. | Perdem a vida na sua mocidade e morrem entre os prostitutos cultuais. |
| 15 | Ao afflicto livra, da sua afflicção, e na oppressão o revelará aos seus ouvidos. | Deus livra o aflito por meio da sua aflição e pelo sofrimento lhe abre os ouvidos.” |
| 16 | Assim tambem te desviará da bocca da angustia para um logar espaçoso, em que não haja aperto, e as iguarias da tua mesa serão cheias de gordura. | “Assim também a você Deus procura tirar da angústia e levar para um lugar espaçoso, em que não há aperto, e para o conforto de uma mesa cheia de comida saborosa. |
| 17 | E estarás satisfeito com o juizo do impio: o juizo e a justiça te sustentarão. | Mas você se enche do juízo do perverso, e, por isso, o juízo e a justiça o alcançarão. |
| 18 | Porquanto ha furor, guarda-te de que porventura te não tire de pancada, pois por grande preço te não poderiam retirar d'ali. | Tenha cuidado para que a ira não o leve a zombar, nem permita que a grande quantia do resgate o desvie. |
| 19 | Estimaria elle tanto tuas riquezas, ou alguns esforços da força, que por isso não estivesses em aperto? | Será que ele levaria em conta as suas lamúrias e todos os seus grandes esforços, para que você se veja livre da sua angústia? |
| 20 | Não suspires pela noite, em que os povos sejam tomados do seu logar. | Não suspire pela noite, em que povos serão tirados do seu lugar. |
| 21 | Guarda-te, e não declines para a iniquidade: porquanto n'isto a escolheste, por causa da tua miseria. | Cuidado! Não se incline para a iniquidade, você parece preferir a iniquidade à sua miséria.” |
| 22 | Eis que Deus exalta com a sua força; quem ensina como elle? | “Eis que Deus se mostra grande em seu poder! Quem é mestre como ele? |
| 23 | Quem lhe pedirá conta do seu caminho? ou, quem lhe disse: Tu commetteste maldade? | Quem lhe prescreveu o seu caminho ou quem pode lhe dizer: ‘Cometeste uma injustiça’? |
| 24 | Lembra-te de que engrandeças a sua obra que os homens contemplam. | Lembre-se de exaltar as obras de Deus, que as pessoas celebram. |
| 25 | Todos os homens a veem, e o homem a enxerga de longe. | Toda a humanidade olha para elas; as pessoas as contemplam de longe. |
| 26 | Eis que Deus é grande, e nós o não comprehendemos, e o numero dos seus annos se não pode esquadrinhar. | Eis que Deus é grande, e não o podemos compreender; o número dos seus anos não se pode calcular.” |
| 27 | Porque faz miudas as gottas das aguas que derramam a chuva do seu vapor. | “Ele atrai para si as gotas de água que de seu vapor destilam em chuva, |
| 28 | A qual as nuvens distillam e gotejam sobre o homem abundantemente. | a qual as nuvens derramam e gotejam sobre a terra em grande abundância. |
| 29 | Porventura tambem se poderão entender as extensões das nuvens, e os estalos da sua tenda? | Pode alguém entender como ele estende as nuvens e como os trovões ecoam em sua tenda? |
| 30 | Eis que estende sobre ellas a sua luz, e encobre os altos do mar. | Eis que ele espalha sobre elas o seu relâmpago e encobre as profundezas do mar. |
| 31 | Porque por estas coisas julga os povos e lhes dá mantimento em abundancia. | Pois por estas coisas ele julga os povos e lhes dá alimento em abundância. |
| 32 | Com as mãos encobre a luz, e faz-lhe prohibição pela que passa por entre ellas. | Enche as mãos de relâmpagos e os arremessa contra o adversário. |
| 33 | O que dá a entender o seu pensamento, como tambem aos gados, ácerca do temporal que sobe. | O fragor da tempestade dá notícias a respeito dele, dele que é zeloso na sua ira contra a injustiça.” |