Jó 39

Comparação de versões
Escolha as versões (até 4)
# VFL NAA
1 “Você sabe quando nascem as cabras monteses? Já viu as gazelas darem à luz? “Você sabe o tempo em que as cabras-monteses têm os filhos ou cuidou das corças quando dão suas crias?
2 Já contou os meses que elas têm de gravidez? Você sabe quando é o momento delas darem à luz? Pode contar os meses que cumprem? Ou sabe o tempo do seu parto?
3 As fêmeas agacham-se, as crias nascem, e deixam de ter dores. Elas se encurvam para terem seus filhos, e lançam de si as suas dores.
4 Os seus filhotes crescem fortes nos campos, deixam as suas mães e não voltam mais. Seus filhos se tornam robustos, crescem no campo aberto, saem e nunca mais voltam para elas.
5 “Quem deu liberdade ao jumento selvagem? Quem soltou as suas cordas? Quem pôs em liberdade o jumento selvagem? Quem soltou as suas cordas?
6 Eu lhe dei o deserto para ele morar e a terra salgada para ele descansar. Eu lhe dei o deserto por casa e a terra salgada por morada.
7 Ele se ri do barulho das cidades, e não tem que ouvir os gritos do dono. Ele se ri do tumulto da cidade, não ouve os gritos do guia.
8 Ele percorre os montes, que são o seu pasto, em busca de tudo o que é verde. Os montes são o lugar do seu pasto, e anda à procura de tudo o que está verde.
9 “Será que o boi selvagem deseja servi-lo, ou passar a noite no seu curral? Será que o boi selvagem aceitará trabalhar para você? Será que ele passará a noite junto da sua manjedoura?
10 Permitirá ele ser atrelado ao arado para lavrar a terra? Irá ele atrás de você abrindo sulcos nas áreas de cultivo? Por acaso você consegue prendê-lo ao arado com cordas? Ou irá ele atrás de você para desfazer os torrões nos campos do vale?
11 Por ele ser forte, poderá confiar nele e deixar que ele faça o seu trabalho pesado? Você vai confiar nele, por causa da grande força que ele tem, ou deixará o seu trabalho por conta dele?
12 Você acha que ele vai recolher o seu trigo e levá-lo para a eira? Você acredita que ele trará para casa o que você semeou e o recolherá na sua eira?”
13 “A avestruz bate alegremente as suas asas, mas as suas asas e plumagem não são como as da cegonha. “A avestruz bate alegre as asas, como se tivesse asas e plumagem de cegonha.
14 A avestruz põe os seus ovos na terra e deixa-os chocar com o calor da areia. Ela põe os seus ovos no chão e deixa que sejam chocados na areia,
15 Esquece que alguém pode pisá-los, ou que algum animal selvagem pode quebrá-los. e se esquece de que algum pé os pode esmagar ou de que os animais do campo podem pisá-los.
16 Trata mal os seus filhotes, como se não fossem dela, e não se importa que o seu trabalho seja destruído. Trata com dureza os seus filhos, como se não fossem seus. Embora seja em vão o seu trabalho, ela está tranquila,
17 Isso acontece porque Deus não lhe deu sabedoria nem lhe concedeu inteligência. porque Deus lhe negou sabedoria e não lhe deu entendimento.
18 Mas quando a avestruz se levanta para correr, ela se ri da lentidão do cavalo e do cavaleiro. Mas, quando de um salto se levanta para correr, ri do cavalo e do cavaleiro.”
19 “Foi você que deu força ao cavalo ou que enfeitou o seu pescoço com a crina? “Por acaso foi você quem deu força ao cavalo ou revestiu o seu pescoço de crinas?
20 É você que o faz saltar como um gafanhoto e assustar as pessoas com os seus relinchos. É você quem o faz pular como gafanhoto? Terrível é o fogoso respirar das suas ventas.
21 Esgaravata no chão com fúria, alegre com a força que tem, corre veloz para a batalha. Escarva no vale, satisfeito com a sua força, e sai ao encontro dos inimigos.
22 Não tem medo de nada e não se enfraquece, nem foge da batalha. Zomba do medo e não se espanta; não recua por causa da espada.
23 Ao seu lado as setas assobiam, e brilham a lança e o dardo. Sobre ele balança a aljava, cintila a lança e o dardo.
24 Excitado e impaciente, ele devora as distâncias; ao som da trombeta, não consegue ficar quieto. Com ímpeto e fúria vai engolindo as distâncias e não se contém ao som do clarim.
25 Quando ouve a trombeta, relincha porque sente de longe o cheiro da batalha, e ouve as vozes de comando e os gritos de combate. A cada toque do clarim ele diz: ‘Avante!’ Cheira de longe a batalha, o grito dos comandantes e o alarido de guerra.”
26 “É você que faz o falcão levantar voo, e estender as suas asas em direção ao sul? “Será que é pela inteligência que você tem que o falcão voa, estendendo as suas asas para o Sul?
27 É por sua ordem que a águia se eleva e constrói o seu ninho nas alturas? Ou é por uma ordem sua que a águia sobe e faz o seu ninho lá no alto?
28 A águia vive sobre os rochedos e passa lá a noite, a sua fortaleza é a escarpa rochosa. Ela mora no penhasco onde faz a sua morada, no alto do penhasco, em lugar seguro.
29 É de lá que ela sai à procura de comida, e os seus olhos veem a presa de longe. Dali, descobre a presa; seus olhos a avistam de longe.
30 Os seus filhotes gostam das presas que estão sangrando, e onde há um corpo morto, ali se juntam as águias”. Seus filhotes chupam sangue; onde há mortos, ali ela está.”