Jó 41

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# AS21 NAA
1 Poderás pegar o Leviatã com um anzol, ou prender-lhe a língua com uma corda? “Você é capaz de pescar o monstro Leviatã com um anzol e prender a sua língua com uma corda?
2 Poderás pôr-lhe uma corda de junco no nariz, ou furar-lhe o queixo com um gancho? Você consegue passar uma vara de junco pelo nariz dele? Ou furar o queixo dele com um gancho?
3 Por acaso te fará muitas súplicas, ou falará contigo mansamente? Por acaso ele lhe fará muitas súplicas? Ou lhe falará palavras brandas?
4 Fará ele aliança contigo, de modo que o tomes por servo para sempre? Será que ele fará um acordo com você, para que seja seu escravo para sempre?
5 Brincarás com ele, como se fosse um pássaro, ou o prenderás numa coleira para tuas filhas? Será que você vai brincar com ele, como se fosse um passarinho? Irá prendê-lo com uma corda, para dá-lo às suas meninas?
6 Os teus sócios o negociarão ou o repartirão entre os comerciantes? Será que os seus sócios o colocarão à venda? Ou irão reparti-lo entre os negociantes?
7 Poderás encher-lhe a pele de arpões, ou a cabeça de fisgas? Você consegue encher de arpões a pele dele? Ou cravar fisgas de pesca na sua cabeça?
8 Põe tua mão sobre ele e sempre te lembrarás da luta, e nunca mais farás isso! Ponha a mão sobre ele; você se lembrará da luta e nunca mais repetirá o gesto.”
9 É inútil querer apanhá-lo! Será que não cairás só de vê-lo? “Eis que a gente se engana na esperança que tem; não é fato que alguém cairá por terra só em vê-lo?
10 Ninguém é tão ousado que se atreva a incomodá-lo. Quem pois se levantaria para me enfrentar? Ninguém é tão ousado, que se atreva a despertá-lo.” “Quem então será capaz de se erguer diante de mim?
11 Quem primeiro deu a mim, para que eu lhe retribua? Tudo o que existe debaixo do céu é meu. Quem primeiro deu algo a mim, para que eu tenha de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu.”
12 Não me calarei a respeito dos seus membros, nem da sua grande força, nem de seu belo porte. “Não me calarei a respeito das pernas do Leviatã, nem da sua grande força, nem da graça da sua compostura.
13 Quem pode tirar sua veste exterior? Quem penetrará sua dupla couraça? Quem poderá tirar a capa do seu dorso? Ou lhe penetrará a dupla couraça?
14 Quem jamais abriu as portas da sua boca cercada de dentes terríveis? Quem abriria as portas de sua boca? Pois em roda dos seus dentes está o terror.
15 Seu orgulho são suas escamas, cada uma fechada como que por um selo que as comprime. As fileiras de suas escamas são o seu orgulho, cada uma bem-encostada como por um selo que as ajusta.
16 De tão juntas que estão, nem o ar passa entre elas. A tal ponto uma se junta à outra, que entre elas não passa nem o ar.
17 Ligam-se umas às outras; de tanto que se apegam, torna-se impossível separá-las. Elas se ligam umas às outras, aderem entre si e não podem ser separadas.
18 Seus espirros fazem a luz resplandecer, e seus olhos são como os raios da alvorada. Cada um dos seus espirros faz resplandecer a luz, e os seus olhos são como os raios do amanhecer.
19 Da sua boca saem tochas; saltam dela faíscas de fogo. Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela.
20 Do seu nariz sai um vapor como de uma panela a ferver ou dos juncos que ardem em chamas. Das suas narinas procede fumaça, como de uma panela fervente sobre juncos em chama.
21 Seu hálito incendeia os carvões, e sai uma chama da sua boca. O sopro dele acende o carvão; da sua boca saem chamas.
22 No seu pescoço reside a força; o terror vai adiante dele. No seu pescoço reside a força; e diante dele salta o desespero.
23 Os tecidos da sua carne apegam-se uns aos outros; firmes sobre ele, não se podem mover. Suas partes carnudas são bem-pegadas entre si; todas fundidas nele e imóveis.
24 O seu coração é firme como uma pedra; sim, firme como a pedra da parte inferior de um moinho. O coração dele é duro como uma pedra, firme como a pedra inferior de um moinho.
25 Quando ele se levanta, os guerreiros ficam atemorizados e, por causa da consternação, ficam fora de si. Quando ele se levanta, os valentes tremem; quando ele irrompe, ficam como que fora de si.
26 Se alguém o atacar com a espada, esta não conseguirá penetrá-lo; nem a lança, nem o dardo, nem o arpão. Se o golpe de espada o alcança, isso não tem efeito algum, e o mesmo vale para a lança, o dardo ou a flecha.
27 Ele considera o ferro como palha, e o bronze, como madeira podre. Para ele, o ferro é como palha, e o cobre, como pau podre.
28 A flecha não o faz fugir; para ele, as pedras das fundas são como palha. As flechas não o fazem fugir; para ele, as pedras das fundas se transformam em palha.
29 Os bastões são considerados juncos, e ele se ri do brandir da lança. Os porretes são para ele como talos de capim; quando agitam a lança, ele dá risada.
30 Debaixo do seu ventre há pontas agudas; ele se estende sobre a lama como um trilho. Debaixo do ventre ele tem escamas pontiagudas; arrasta-se sobre a lama, como um instrumento de debulhar.
31 Faz as profundezas ferverem como uma panela; torna o mar como uma vasilha de unguento. Leva as profundezas a ferver como panela; torna o mar como caldeira de unguento.
32 Deixa atrás de si um rastro luminoso como se fossem os cabelos brancos do abismo. Deixa atrás de si um sulco luminoso, como se o abismo tivesse uma cabeleira branca.
33 Não há nada na terra que se compare a ele; foi feito para não temer. Na terra, não há ninguém como ele, pois foi feito para nunca ter medo.
34 Ele observa tudo que é altivo; é rei sobre todos os arrogantes. O Leviatã olha com desprezo tudo o que é alto; é rei sobre todos os orgulhosos.”