Jó 7

Comparação de versões
Escolha as versões (até 4)
# AS21 NAA
1 Por acaso o homem não tem trabalho árduo sobre a terra? Não são os seus dias como os de um assalariado? “Não é verdade que a vida do ser humano neste mundo é uma luta sem fim? Não são os seus dias como os de um trabalhador diarista?
2 Como o escravo que anseia pela sombra, como o assalariado que espera pelo pagamento, Como o escravo que suspira pela sombra e como o trabalhador que espera pelo seu salário,
3 assim me deram meses de desengano, e destinaram-me noites de aflição. assim me deram por herança meses de desengano e me proporcionaram noites de aflição.
4 Quando me deito, digo: Quando me levantarei? Mas a noite é longa, e canso de me revolver na cama até o alvorecer. Ao deitar-me, pergunto: quando me levantarei? Mas a noite é longa, e estou farto de me virar na cama, até o amanhecer.
5 Meu corpo está coberto de vermes e de crostas de sujeira; a minha pele se resseca, e as feridas voltam a se abrir. O meu corpo está vestido de vermes e de crostas terrosas; a minha pele racha e de novo forma pus.
6 Os meus dias passam mais rápido do que a lançadeira do tecelão, e chegam ao fim sem esperança. Os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão e se findam sem esperança.
7 Lembra-te de que a minha vida é um sopro; meus olhos não voltarão a ver o bem. Lembra-te, ó Deus, de que a minha vida é um sopro; os meus olhos não tornarão a ver a felicidade.
8 Os olhos dos que agora me veem não me verão mais; e os teus olhos estarão sobre mim, mas eu já não existirei. Os olhos de quem agora me vê não me verão mais; os teus olhos me procurarão, mas já terei desaparecido.”
9 Assim como a nuvem se desfaz e some, aquele que desce à sepultura nunca voltará a subir. “Assim como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais voltará a subir.
10 Nunca mais voltará à sua casa, nem mesmo o seu lugar o conhecerá mais. Nunca mais voltará para a sua casa, e o lugar onde mora nunca mais o conhecerá.
11 Por isso, não calarei a boca e falarei da angústia do meu espírito; eu me queixarei da amargura da minha alma. Por isso, não reprimirei a minha boca. Na angústia do meu espírito, falarei; na amargura da minha alma, eu me queixarei.
12 Será que sou o mar, ou um monstro marinho, para que tu me vigies? Será que eu sou o mar ou algum monstro marinho, para que me ponhas sob guarda?
13 Quando digo: Eu me consolarei na minha cama, meu leito aliviará a minha queixa, Quando digo: ‘O meu leito me consolará, a minha cama aliviará a minha queixa’,
14 tu então me espantas com sonhos, e me atemorizas com visões. então me assustas com sonhos e me atemorizas com visões.
15 Prefiro ser estrangulado, e sofrer a morte, a este meu sofrimento. Por isso, prefiro ser estrangulado; antes a morte do que esta tortura.
16 A minha vida é odiosa; não quero viver para sempre; afasta-te de mim, pois os meus dias são inúteis. Estou farto da minha vida; não quero viver para sempre. Deixa-me em paz, porque os meus dias são um sopro.”
17 Que é o homem, para que tanto o engrandeças e atentes para ele, “Que é o homem, para que tu lhe dês tanta importância, para que dês a ele atenção,
18 e cada manhã o visites, e o proves a cada momento? para que a cada manhã o visites, e que a cada momento o ponhas à prova?
19 Até quando não afastarás de mim os teus olhos? Quando me deixarás, para que eu tenha tempo de engolir a saliva? Até quando não desviarás de mim o teu olhar? Até quando não me darás tempo de engolir a minha saliva?
20 Se pequei, que mal te fiz, ó vigia dos homens? Por que me transformaste em alvo dos teus dardos? Por que me tornei pesado para mim mesmo? Se pequei, que mal fiz a ti, ó Espreitador da humanidade? Por que fizeste de mim o teu alvo, tornando-me um peso para mim mesmo?
21 Por que não perdoas o meu pecado, e não tiras a minha maldade? Pois agora me deitarei no pó; tu me buscarás, mas eu não existirei mais. Por que não perdoas a minha transgressão e não tiras a minha iniquidade? Pois agora me deitarei no pó; e, se me procuras, já terei desaparecido.”