Salmos 35

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# ALM1911 NAA
1 Pleiteia, Senhor, com aquelles que pleiteiam comigo: peleja contra os que pelejam contra mim. Ó SENHOR, defende a minha causa contra os que me acusam; luta contra aqueles que me atacam.
2 Pega do escudo e da rodela, e levanta-te em minha ajuda. Embraça o escudo e a couraça e ergue-te em meu auxílio.
3 Tira da lança e obstroe o caminho aos que me perseguem; dize á minha alma: Eu sou a tua salvação. Empunha a lança e reprime o passo dos meus perseguidores. Dize à minha alma: “Eu sou a sua salvação.”
4 Sejam confundidos e envergonhados os que buscam a minha vida: voltem atraz e envergonhem-se os que contra mim tentam mal. Sejam confundidos e cobertos de vexame os que buscam tirar-me a vida; retrocedam e sejam envergonhados os que tramam contra mim.
5 Sejam como moinho perante o vento, o anjo do Senhor os faça fugir. Sejam como a palha que o vento leva, impelindo-os o anjo do SENHOR.
6 Seja o seu caminho tenebroso e escorregadio, e o anjo do Senhor os persiga. Que o caminho deles fique escuro e se torne escorregadio, e que o anjo do SENHOR os persiga.
7 Porque sem causa encobriram de mim a rede na cova, a qual sem razão cavaram para a minha alma. Pois sem razão me armaram ciladas, sem motivo abriram uma cova para mim.
8 Sobrevenha-lhe destruição sem o saber, e prenda-o a rede que occultou; caia elle n'essa mesma destruição. Venha sobre o inimigo a destruição, quando ele menos esperar; e prendam-no os laços que tramou ocultamente; caia neles para a sua própria ruína.
9 E a minha alma se alegrará no Senhor; alegrar-se-ha na sua salvação. Então a minha alma se alegrará no SENHOR e se regozijará na sua salvação.
10 Todos os meus ossos dirão: Senhor, quem é como tu, que livras o pobre d'aquelle que é mais forte do que elle? sim, o pobre e o necessitado d'aquelle que o rouba. Todos os meus ossos dirão: “SENHOR, quem é semelhante a ti? Pois livras o aflito daquele que é mais forte do que ele; livras o pobre e o necessitado daqueles que os exploram.”
11 Falsas testemunhas se levantaram: depozeram contra mim coisas que eu não sabia. Falsas testemunhas se levantam e me interrogam sobre coisas que eu não sei.
12 Tornaram-me o mal pelo bem, roubando a minha alma. Pagam-me o mal pelo bem, o que é desolação para a minha alma.
13 Mas, quanto a mim, quando estavam enfermos, o meu vestido era o sacco; humilhava a minha alma com o jejum, e a minha oração voltava para o meu seio. Quanto a mim, porém, estando eles enfermos, as minhas roupas eram pano de saco; eu afligia a minha alma com jejum e em oração me reclinava sobre o peito.
14 Portava-me como se elle fôra meu irmão ou amigo; andava lamentando e muito encurvado, como quem chora por sua mãe. Portava-me como se eles fossem meus amigos ou meus irmãos; andava curvado, de luto, como quem chora por sua mãe.
15 Mas elles com a minha adversidade se alegravam e se congregavam: os objectos se congregavam contra mim, e eu não o sabia; rasgavam-me, e não cessavam. Quando, porém, tropecei, eles se alegraram e se reuniram; reuniram-se contra mim; homens sem valor, que eu não conhecia, dilaceraram-me sem tréguas;
16 Como hypocritas zombadores nas festas, rangiam os dentes contra mim. como hipócritas zombadores numa festa, rangiam os dentes contra mim.
17 Senhor, até quando verás isto? resgata a minha alma das suas assolações, e a minha predilecta dos leões, Até quando, Senhor, ficarás olhando? Livra-me da violência deles; salva dos leões a minha preciosa vida.
18 Louvar-te-hei na grande congregação: entre muitissimo povo te celebrarei. Renderei graças na grande congregação, te louvarei no meio da multidão poderosa.
19 Não se alegrem os meus inimigos de mim sem razão, nem acenem com os olhos aquelles que me aborrecem sem causa. Não se alegrem de mim os que, sem razão, são meus inimigos; não pisquem os olhos os que sem motivo me odeiam.
20 Pois não fallam de paz; antes projectam enganar os quietos da terra. Não é de paz que eles falam; pelo contrário, tramam enganos contra os pacíficos da terra.
21 Abrem a bocca de par em par contra mim, e dizem: Ólá, Ólá! os nossos olhos o viram. Escancaram contra mim a boca e dizem: “Pegamos! Pegamos! Vimos tudo com os nossos próprios olhos!”
22 Tu, Senhor, o tens visto, não te cales: Senhor, não te alongues de mim; Tu, SENHOR, tens visto isso; não te cales; Senhor, não te ausentes de mim.
23 Desperta e acorda para o meu julgamento, para a minha causa, Deus meu, e Senhor meu. Acorda e desperta para me fazeres justiça! Defende a minha causa, Deus meu e Senhor meu.
24 Julga-me segundo a tua justiça, Senhor Deus meu, e não deixes que se alegrem de mim. Julga-me, SENHOR, Deus meu, segundo a tua justiça; não permitas que se alegrem à minha custa.
25 Não digam em seus corações: Eia, sus, alma nossa: não digam: Nós o havemos devorado. Não digam eles lá no seu íntimo: “Agora, sim! Cumpriu-se o nosso desejo!” Não digam: “Acabamos com ele!”
26 Envergonhem-se e confundam-se á uma os que se alegram com o meu mal; vistam-se de vergonha e de confusão os que se engrandecem contra mim. Envergonhem-se e, juntos, sejam cobertos de vexame os que se alegram com o meu mal! Cubram-se de vergonha e humilhação os que se engrandecem contra mim!
27 Cantem e alegrem-se os que amam a minha justiça, e digam continuamente: O Senhor seja engrandecido, o qual ama a prosperidade do seu servo. Cantem de júbilo e se alegrem os que têm prazer na minha retidão! Que eles digam sempre: “Glorificado seja o SENHOR, que se compraz na prosperidade do seu servo!”
28 E assim a minha lingua fallará da tua justiça e do teu louvor todo o dia. E a minha língua celebrará a tua justiça e o teu louvor todo o dia.