Provérbios 26
Comparação de versões
| # | ALM1911 | NAA |
|---|---|---|
| 1 | Como a neve no verão, e como a chuva na sega, assim não convem ao louco a honra. | Como a neve no verão e como a chuva no tempo da colheita, assim a honra não fica bem a um tolo. |
| 2 | Como ao passaro o vaguear, como á andorinha o voar, assim a maldição sem causa não virá. | Como o pássaro que foge e como a andorinha no seu voo, assim a maldição sem motivo não se cumpre. |
| 3 | O açoite para o cavallo, o freio para o jumento, e a vara para as costas dos tolos. | O açoite é para o cavalo, o freio, para o jumento, e a vara, para as costas dos tolos. |
| 4 | Não respondas ao tolo segundo a sua estulticia; para que tambem te não faças similhante a elle. | Não responda ao insensato segundo a sua tolice, para que você não se torne semelhante a ele. |
| 5 | Responde ao tolo segundo a sua estulticia; para que não seja sabio aos seus olhos. | Responda ao insensato segundo a sua tolice, para que ele não seja sábio aos seus próprios olhos. |
| 6 | Os pés corta, e o damno bebe, quem manda mensagens pela mão d'um tolo. | Como cortar os pés e sofrer dano, assim é mandar mensagens por meio de um tolo. |
| 7 | Como as pernas do côxo, que pendem frouxas, assim é o proverbio na bocca dos tolos. | As pernas do coxo pendem bambas; assim é o provérbio na boca dos tolos. |
| 8 | Como o que ata a pedra preciosa na funda, assim é aquelle que dá honra ao tolo. | Como amarrar a pedra na funda, assim é dar honra a um tolo. |
| 9 | Como o espinho que entra na mão do bebado, assim é o proverbio na bocca dos tolos. | Como o espinho que entra na mão de um bêbado, assim é o provérbio na boca dos tolos. |
| 10 | Os grandes molestam a todos, e alugam os tolos e transgressores. | Como um flecheiro que fere a todos, assim é o que contrata os tolos e os primeiros que passam. |
| 11 | Como o cão que torna ao seu vomito, assim é o tolo que reitera a sua estulticia. | Como o cão que volta ao seu próprio vômito, assim é o insensato que repete a sua tolice. |
| 12 | Tens visto a um homem que é sabio a seus proprios olhos? maior esperança ha do tolo do que d'elle. | Você viu alguém que é sábio aos seus próprios olhos? Há mais esperança para um tolo do que para ele. |
| 13 | Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho; um leão está nas ruas | O preguiçoso diz: “Um leão está no caminho! Um leão está no meio da rua!” |
| 14 | Como a porta se revolve nos seus gonzos, assim o preguiçoso na sua cama. | A porta gira nas dobradiças; o preguiçoso se vira na cama. |
| 15 | O preguiçoso esconde a sua mão no seio: enfada-se de tornal-a á sua bocca. | O preguiçoso põe a mão no prato e não quer ter o trabalho de a levar à boca. |
| 16 | Mais sabio é o preguiçoso a seus olhos do que sete homens que bem respondem. | O preguiçoso é mais sábio aos seus próprios olhos do que sete homens que sabem responder bem. |
| 17 | O que, passando, se entremette em pleito alheio é como aquelle que toma um cão pelas orelhas. | Quem se mete na discussão dos outros é como aquele que pega pelas orelhas um cão que vai passando. |
| 18 | Como o louco que lança de si faiscas, frechas, e mortandades, | Como o louco que lança fogo, flechas e morte, |
| 19 | Assim é o homem que engana o seu proximo, e diz: Não o fiz eu por brincar? | assim é aquele que engana o seu próximo e diz: “Fiz isso por brincadeira.” |
| 20 | Sem lenha, o fogo se apagará; e, não havendo murmurador, cessará a contenda. | Sem lenha, o fogo se apaga; e, não havendo difamador, cessa a discórdia. |
| 21 | Como o carvão é para as brazas, e a lenha para o fogo, assim é o homem contencioso para accender rixas. | O que o carvão é para as brasas e a lenha é para o fogo, o briguento é para acender uma discussão. |
| 22 | As palavras do murmurador são como as palavras do espancado, e ellas descem ao intimo do ventre. | As palavras do difamador são comida fina, que desce para o mais interior do ventre. |
| 23 | Como o caco coberto d'escorias de prata, assim são os labios ardentes com o coração maligno. | Como vaso de barro coberto de prata, assim são os lábios amorosos e o coração mau. |
| 24 | Aquelle que aborrece se contrafaz pelos seus beiços, mas no seu interior encobre o engano. | Quem odeia dissimula com os lábios, mas no seu íntimo esconde a falsidade; |
| 25 | Quando te supplicar com a sua voz, não te fies n'elle, porque sete abominações ha no seu coração. | quando ele vier com palavras suaves, não acredite nele, porque tem sete abominações em seu coração. |
| 26 | Cujo odio se encobre com engano; a sua malicia se descobrirá na congregação. | Ainda que o seu ódio se encubra com falsidade, a sua maldade será exposta aos olhos de todos. |
| 27 | O que cava uma cova n'ella cairá; e o que revolve a pedra esta sobre elle tornará. | Quem abre uma cova acaba caindo nela; e a pedra rolará sobre quem a pôs em movimento. |
| 28 | A lingua falsa aborrece aos que ella afflige, e a bocca lubrica obra a ruina. | A língua falsa odeia aqueles a quem engana, e a boca lisonjeira é causa de ruína. |