Eclesiastes 6
Comparação de versões
| # | ALM1911 | NAA |
|---|---|---|
| 1 | Ha um mal que tenho visto debaixo do sol, e mui frequente é entre os homens: | Há um mal que vi debaixo do sol e que pesa sobre a humanidade: |
| 2 | Um homem a quem Deus deu riquezas, fazenda e honra, e nada lhe falta de tudo quanto a sua alma deseja, e Deus não lhe dá poder para d'ahi comer, antes o estranho lh'o come: tambem isto é vaidade e uma má enfermidade. | aquele a quem Deus conferiu riquezas, bens e honra, e nada lhe falta de tudo o que a sua alma deseja, mas Deus não lhe concede que desfrute disso; ficará para um estranho. Também isto é vaidade e grande mal. |
| 3 | Se o homem gerar cem filhos, e viver muitos annos, e os dias dos seus annos forem muitos, porém a sua alma se não fartar do bem, e tambem não tiver sepultura, digo que um aborto é melhor do que elle. | Se alguém gerar cem filhos e viver muitos anos, até uma idade avançada, e se a sua alma não se fartar do bem, e além disso não tiver sepultura, digo que um aborto é mais feliz do que ele. |
| 4 | Porquanto debalde veiu, e ás trevas se vae, e de trevas se encobre o seu nome. | Pois o aborto vem ao mundo para nada e desaparece na calada da noite, e as trevas encobrem o seu nome. |
| 5 | E ainda que nunca viu o sol, nem o conheceu, mais descanço tem do que o tal. | Não viu o sol, nada conhece, porém tem mais descanso do que o outro, |
| 6 | E, ainda que vivesse duas vezes mil annos e não visse o bem, porventura todos não vão para um mesmo logar? | ainda que aquele vivesse duas vezes mil anos, mas não desfrutasse do bem. Por acaso, não vão todos para o mesmo lugar? |
| 7 | Todo o trabalho do homem é para a sua bocca, e comtudo nunca se enche a sua cubiça. | Todo trabalho do ser humano é para a sua boca; contudo, o seu apetite nunca se satisfaz. |
| 8 | Porque, que mais tem o sabio do que o tolo? e que mais tem o pobre que sabe andar perante os vivos? | Pois que vantagem tem o sábio sobre o tolo? Ou o pobre que sabe como sobreviver? |
| 9 | Melhor é a vista dos olhos do que o vaguear da cubiça: tambem isto é vaidade, e afflicção de espirito. | Melhor é o que os olhos veem do que aquilo que a alma deseja. Também isto é vaidade e correr atrás do vento. |
| 10 | Seja qualquer o que fôr, já o seu nome foi nomeado, e sabe-se que é homem, e que não póde contender com o que é mais forte do que elle. | Tudo o que agora existe já recebeu um nome há muito tempo. E sabe-se o que é o ser humano, e que não pode enfrentar quem é mais forte do que ele. |
| 11 | Na verdade que ha muitas coisas que multiplicam a vaidade: que mais tem o homem com ellas! | Quando aumentam as palavras, aumenta a vaidade. Qual o proveito que se tem disso? |
| 12 | Porque quem sabe o que é bom n'esta vida para o homem, durante o numero dos dias da vida da sua vaidade, os quaes gasta como sombra? porque quem declarará ao homem que é o que passará depois d'elle debaixo do sol | Pois quem sabe o que é bom para uma pessoa durante os poucos dias da sua vida de vaidade, os quais ela gasta como sombra? Quem poderá lhe dizer o que vai acontecer debaixo do sol depois que ela morrer? |