Cânticos 7

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# ALM1911 NAA
1 Que formosos são os teus pés nos sapatos, ó filha do principe! As voltas de tuas coxas são como joias, segundo a obra de mãos d'artifice. Como são bonitos os seus pés nas sandálias, ó filha do príncipe! As curvas dos seus quadris são como colares trabalhados por mãos de artista.
2 O teu umbigo como uma taça redonda, a que não falta bebida; o teu ventre como montão de trigo, sitiado de lyrios. O seu umbigo é uma taça redonda onde nunca falta bebida; o seu ventre é um monte de trigo, cercado de lírios.
3 Os teus dois peitos como dois filhos gemeos da corça. Os seus seios são como duas crias gêmeas de uma gazela.
4 O teu pescoço como a torre de marfim: os teus olhos como os viveiros de Hesbon, junto á porta de Bath-arabbim: o teu nariz como torre do Libano, que olha para Damasco. O seu pescoço é como uma torre de marfim. Os seus olhos são como as piscinas de Hesbom, junto ao portão de Bate-Rabim. O seu nariz é como a torre do Líbano, voltada para Damasco.
5 A tua cabeça sobre ti é como o monte Carmelo, e os cabellos da tua cabeça como a purpura: o rei está atado ás varandas. A sua cabeça é como o monte Carmelo; os seus cabelos são como a púrpura; um rei está preso nas suas tranças.
6 Quão formosa, e quão aprazivel és, ó amor em delicias! Como você é linda! Como você é atraente, meu amor, com as suas delícias!
7 Esta tua estatura é similhante á palmeira; e os teus peitos são similhantes aos cachos d'uvas. Esse seu porte é semelhante à palmeira, e os seus seios se parecem com os cachos.
8 Dizia eu: Subirei á palmeira, pegarei de seus ramos; e então os teus peitos serão como os cachos na vide, e o cheiro dos teus narizes como os das maçãs. Eu disse: “Vou subir na palmeira e colher os seus frutos.” Sejam os seus seios como os cachos de uvas, e o aroma da sua respiração, como o das maçãs.
9 E o teu paladar como o bom vinho para o meu amado, que se bebe suavemente, e faz com que fallem os labios dos que dormem. Os seus beijos são como o bom vinho… … vinho que se escoa suavemente para o meu amado, deslizando entre os seus lábios e dentes.
10 Eu sou do meu amado, e elle me tem affeição. Eu sou do meu amado, e ele tem saudades de mim.
11 Vem, ó amado meu, saiamos nós ao campo, passemos as noites nas aldeias. Venha, meu amado, vamos para o campo, passemos a noite nas aldeias.
12 Levantemo-nos de manhã para ir ás vinhas, vejamos se florescem as vides, se se abre a flor, se já brotam as romeiras; ali te darei o meu grande amor. Vamos levantar cedo e olhar as parreiras, para ver se já começaram a brotar, se as flores estão se abrindo, se as romãzeiras já estão em flor. Ali eu lhe darei o meu amor.
13 As mandragoras dão cheiro, e ás nossas portas ha toda a sorte d'excellentes fructos, novos e velhos: ó amado meu, eu os guardei para ti As mandrágoras exalam o seu perfume, e às nossas portas há todo tipo de frutos excelentes, frescos e secos, que reservei para você, meu amado.