Habacuque 1
Comparação de versões
| # | ALM1911 | NAA |
|---|---|---|
| 1 | A carga que viu o propheta Habacuc. | Sentença revelada ao profeta Habacuque. |
| 2 | Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? até quando gritarei a ti: Violencia! e não salvarás? | Até quando, SENHOR, clamarei pedindo ajuda, e tu não me ouvirás? Até quando gritarei: “Violência!”, e tu não salvarás? |
| 3 | Por que razão me fazes vêr a iniquidade, e vês a vexação? porque a destruição e a violencia estão diante de mim, havendo tambem quem suscite a contenda e o litigio | Por que me fazes ver a iniquidade? Por que toleras a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há litígios e surgem discórdias. |
| 4 | Por esta causa a lei se afrouxa, e a sentença nunca sae; porque o impio cérca o justo, e sae a sentença torcida. | Por isso, a lei se afrouxa e a justiça nunca se manifesta. Porque os ímpios cercam os justos, e assim a justiça é torcida. |
| 5 | Vêde entre as nações, e olhae, e maravilhae-vos, e estae maravilhados; porque obro uma obra em vossos dias que não crereis, quando se vos contar. | “Olhem entre as nações e vejam; fiquem maravilhados e admirados. Porque, no tempo de vocês, eu realizo obra tal que vocês não acreditarão se alguém lhes contar. |
| 6 | Porque eis que suscito os chaldeos, nação amarga e apressada, que marcha sobre a largura da terra, para possuir moradas que não são suas. | Pois eis que trago os caldeus, nação cruel e impetuosa, que marcham pela largura da terra, para apoderar-se de moradas que não são suas. |
| 7 | Horrivel e terrivel é; d'ella mesma sairá o seu juizo e a sua grandeza. | Eles são pavorosos e terríveis; fazem as suas próprias leis e impõem a sua dignidade. |
| 8 | E os seus cavallos são mais ligeiros do que os leopardos, e mais perspicazes do que os lobos á tarde, e os seus cavalleiros se espalham: os seus cavalleiros virão de longe; voarão como aguias que se apressam á comida. | Os seus cavalos são mais ligeiros do que os leopardos, mais ferozes do que os lobos ao anoitecer. Os seus cavaleiros se espalham por toda parte; sim, os seus cavaleiros chegam de longe, voam como a águia que se precipita para devorar. |
| 9 | Elles todos virão a fim de obrar violencia: os seus rostos buscarão o oriente, e congregará os captivos como areia. | Eles todos vêm para fazer violência. Estão determinados a seguir em frente. Reúnem os cativos como se ajunta areia. |
| 10 | E escarnecerão dos reis, e dos principes farão zombaria: elles se rirão de todas as fortalezas, porque amontoarão terra, e as tomarão. | Zombam dos reis; os príncipes são motivo de riso para eles. Riem de todas as fortalezas, porque, amontoando terra, as conquistam. |
| 11 | Então passará como vento, e traspassará, e se fará culpada, attribuindo este seu poder ao seu deus, | Então passam como passa o vento e seguem adiante. Tornam-se culpados estes cujo deus é a própria força.” |
| 12 | Porventura não és tu desde sempre, ó Senhor meu Deus, meu Sancto? nós não morreremos: ó Senhor, para juizo o pozeste, e tu, ó Rocha, o fundaste para castigar. | Não és tu desde a eternidade, ó SENHOR, meu Deus, ó meu Santo? Não morreremos. Ó SENHOR, puseste aquele povo para executar juízo; tu, ó Rocha, o estabeleceste para servir de disciplina. |
| 13 | Tu és tão puro de olhos, que não podes vêr o mal, e a vexação não podes contemplar: porque olhas para os que obram aleivosamente? porque te calas quando o impio devora aquelle que é mais justo do que elle? | Tu és tão puro de olhos, que não podes suportar o mal nem tolerar a opressão. Por que, então, toleras os traidores e te calas quando os perversos devoram aqueles que são mais justos do que eles? |
| 14 | E porque farias os homens como os peixes do mar, como os reptis, que não teem quem os governe? | Por que tratas as pessoas como se fossem peixes do mar, como se fossem animais que rastejam, que não têm quem os governe? |
| 15 | Elle a todos tira com o anzol, apanhal-os-ha com a sua rede, e os ajunta na sua varredoura: por isso elle se alegra e se regozija. | O inimigo pesca todos com o anzol, apanha-os na sua rede e os ajunta na sua rede de arrastão; então ele se alegra e fica contente. |
| 16 | Por isso sacrifica á sua rede, e queima incenso á sua varredoura; porque com ellas se engordou a sua porção, e se engrossou a sua comida. | Por isso, ele oferece sacrifício à sua rede e queima incenso à sua rede de arrastão, pois é por meio delas que aumentou as suas riquezas e tem abundância de comida. |
| 17 | Porventura por isso vazará a sua rede, e não poupará de matar os povos continuamente? | Mas será que ele continuará a esvaziar a sua rede? Será que continuará a matar os povos sem dó nem piedade? |