Habacuque 3
Comparação de versões
| # | ALM1911 | NAA |
|---|---|---|
| 1 | Oração do propheta Habacuc sobre Shigionoth. | Oração do profeta Habacuque sob a forma de canto. |
| 2 | Ouvi, Senhor, a tua palavra, e temi: aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos annos, no meio dos annos a notifica: na tua ira lembra-te de misericordia. | SENHOR, tenho ouvido a tua fama, e me sinto alarmado. Aviva a tua obra, ó SENHOR, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida. Na tua ira, lembra-te da misericórdia. |
| 3 | Deus veiu de Teman, e o Sancto do monte de Paran (Selah). A sua gloria cobriu os céus, e a terra foi cheia do seu louvor. | Deus vem de Temã, o Santo vem do monte Parã. A sua glória cobre os céus, e a terra se enche do seu louvor. |
| 4 | E o resplandor se fez como a luz, raios brilhantes lhe sahiam da sua mão, e ali estava o esconderijo da sua força. | O seu resplendor é como a luz, e raios brilham da sua mão; o seu poder se esconde ali. |
| 5 | Diante d'elle ia a peste, e queimaduras passavam diante dos seus pés. | Adiante dele vai a peste, e a pestilência segue os seus passos. |
| 6 | Parou, e mediu a terra: olhou, e fez sair as nações: e os montes perpetuos foram esmiuçados; os outeiros eternos se encurvaram, porque o andar eterno é seu | Ele para e faz a terra tremer; olha e sacode as nações. Esmigalham-se os montes primitivos; as colinas antigas se abatem. Os caminhos de Deus são eternos. |
| 7 | Vi as tendas de Cusan debaixo da vaidade: as cortinas da terra de Midian tremiam. | Vejo as tendas de Cusã em aflição; os acampamentos da terra de Midiã tremem. |
| 8 | Acaso é contra os rios, Senhor, que tu estás irado? contra os ribeiros foi a tua ira? contra o mar foi o teu furor, quando andaste montado sobre os teus cavallos? os teus carros foram a salvação? | Acaso é contra os rios, SENHOR, que estás irado? É contra os ribeiros a tua ira ou contra o mar, o teu furor, já que andas montado nos teus cavalos, nos teus carros de vitória? |
| 9 | Descoberto se despertou o teu arco, pelos juramentos feitos ás tribus, pela tua palavra (Selah). Tu fendeste a terra com rios. | Preparas o teu arco; a tua aljava está cheia de flechas. Tu fendes a terra com rios. |
| 10 | Os montes te viram, e tremeram: a inundação das aguas passou; deu o abysmo a sua voz, levantou as suas mãos ao alto. | Os montes te veem e se contorcem; torrentes de água passam. As profundezas do mar fazem ouvir a sua voz e levantam bem alto as suas mãos. |
| 11 | O sol e a lua pararam nas suas moradas: andaram á luz das tuas frechas, ao resplandor do relampago da tua lança. | O sol e a lua param nas suas moradas, ao resplandecer a luz das tuas flechas sibilantes, ao fulgor do relâmpago da tua lança. |
| 12 | Com indignação marchaste pela terra, com ira trilhaste as nações. | Na tua indignação, marchas pela terra; na tua ira, pisas as nações. |
| 13 | Tu saiste para salvamento do teu povo, para salvamento do teu ungido: tu feriste a cabeça da casa do impio, descobrindo o alicerce até ao pescoço (Selah). | Tu sais para salvar o teu povo, para salvar o teu ungido. Feres o chefe da casa dos ímpios, deixando-o descoberto dos pés à cabeça. |
| 14 | Tu furaste com os teus cajados a cabeça das suas aldeias; elles me accommetteram tempestuosos para me espalharem: alegravam-se, como se estivessem para devorar o pobre em segredo. | Traspassas a cabeça dos guerreiros do inimigo com as suas próprias lanças, os quais, como tempestade, avançam para me destruir; alegram-se, como se estivessem para devorar o pobre em segredo. |
| 15 | Tu com os teus cavallos marchaste pelo mar, pelo montão de grandes aguas. | Marchas com os teus cavalos pelo mar, pela massa de grandes águas. |
| 16 | Ouvindo-o eu, o meu ventre se commoveu, á sua voz tremeram os meus labios; entrou a podridão nos meus ossos, e estremeci dentro de mim; no dia da angustia descançarei, quando subir contra o povo que nos destruirá. | Ouvi isso, e o meu íntimo se comoveu; os meus lábios tremeram ao ouvir a sua voz. A podridão entrou nos meus ossos, e os meus joelhos vacilaram, pois, em silêncio, devo esperar o dia da angústia, que virá contra o povo que nos ataca. |
| 17 | Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fructo na vide; o producto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos curraes não haja vaccas: | Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na videira; ainda que a colheita da oliveira decepcione, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas desapareçam do aprisco, e nos currais não haja mais gado, |
| 18 | Todavia eu me alegrarei no Senhor: gozar-me-hei no Deus da minha salvação. | mesmo assim eu me alegro no SENHOR, e exulto no Deus da minha salvação. |
| 19 | Jehovah, o Senhor, é minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas. Para o cantor-mór sobre os meus instrumentos de musica. | O SENHOR Deus é a minha fortaleza. Ele dá aos meus pés a ligeireza das corças, e me faz andar nas minhas alturas. Ao mestre de canto. Para instrumentos de cordas. |