Números 23

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# ALM1911 NAA
1 Então Balaão disse a Balac: Edifica-me aqui sete altares, e prepara-me aqui sete bezerros e sete carneiros. Então Balaão disse a Balaque: — Construa neste lugar sete altares e prepare sete novilhos e sete carneiros para mim.
2 Fez pois Balac como Balaão dissera: e Balac e Balaão offereceram um bezerro e um carneiro sobre cada altar. Balaque fez como Balaão tinha dito, e os dois ofereceram um novilho e um carneiro sobre cada altar.
3 Então Balaão disse a Balac: Fica-te ao pé do teu holocausto, e eu irei; porventura o Senhor me sairá ao encontro, e o que me mostrar te notificarei. Então foi a um alto Então Balaão disse a Balaque: — Fique aqui junto do seu holocausto, e eu irei mais adiante; talvez o SENHOR venha ao meu encontro, e o que ele me mostrar direi a você. E Balaão subiu a um monte descampado.
4 E, encontrando-se Deus com Balaão, lhe disse este: Preparei sete altares, e offereci um bezerro e um carneiro sobre cada altar. Deus se encontrou com Balaão, e este lhe disse: — Preparei sete altares e sobre cada um ofereci um novilho e um carneiro.
5 Então o Senhor poz a palavra na bocca de Balaão, e disse: Torna-te para Balac, e falla assim. Então o SENHOR pôs a palavra na boca de Balaão e disse: — Volte para Balaque e transmita a ele o que eu falei a você.
6 E, tornando para elle, eis que estava ao pé do seu holocausto, elle e todos os principes dos moabitas. Quando Balaão voltou, eis que Balaque ainda estava junto do seu holocausto, ele e todos os chefes dos moabitas.
7 Então alçou a sua parabola, e disse: Da Syria me mandou trazer Balac, rei dos moabitas, das montanhas do oriente, dizendo: Vem, amaldiçoa-me a Jacob; e vem, detesta a Israel. Então Balaão proferiu a sua palavra e disse: “Balaque me fez vir de Arã, o rei de Moabe, dos montes do Oriente. Venha — disse-me ele — e amaldiçoe Jacó; venha e denuncie Israel.
8 Como amaldiçoarei o que Deus não amaldiçoa? e como detestarei, quando o Senhor não detesta? Como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou? Como posso denunciar a quem o SENHOR não denunciou?
9 Porque do cume das penhas o vejo, e dos outeiros o contemplo: eis que este povo habitará só, e entre as gentes não será contado. Pois do alto dos rochedos vejo Israel e dos montes o contemplo: eis que é povo que habita só e não será reputado entre as nações.
10 Quem contará o pó de Jacob e o numero da quarta parte de Israel? a minha alma morra da morte dos justos, e seja o meu fim como o seu. Quem contou o pó de Jacó ou enumerou a quarta parte de Israel? Que eu morra a morte dos justos, e o meu fim seja como o deles.”
11 Então disse Balac a Balaão: Que me fizeste? chamei-te para amaldiçoar os meus inimigos, mas eis que inteiramente os abençoaste. Então Balaque disse a Balaão: — O que foi que você me fez? Eu o chamei para amaldiçoar os meus inimigos, mas eis que você somente os abençoou.
12 E elle respondeu, e disse: Porventura não terei cuidado de fallar o que o Senhor poz na minha bocca? Mas Balaão respondeu: — Será que eu não deveria ter o cuidado de dizer apenas o que o SENHOR pôs na minha boca?
13 Então Balac lhe disse: Rogo-te que venhas comigo a outro logar, d'onde o verás; verás sómente a ultima parte d'elle, mas a todo elle não verás: e amaldiçoa-m'o d'ali. Então Balaque lhe disse: — Peço que venha comigo a outro lugar, de onde você poderá ver o povo. Você verá somente a parte mais próxima dele, mas não verá todos eles. E daquele lugar lance uma maldição sobre eles.
14 Assim o tomou comsigo ao campo de Zophim, ao cume de Pisga: e edificou sete altares, e offereceu um bezerro e um carneiro sobre cada altar. Balaque levou-o consigo ao campo de Zofim, no alto do monte Pisga; e edificou sete altares e sobre cada um ofereceu um novilho e um carneiro.
15 Então disse a Balac: Fica aqui ao pé do teu holocausto, e eu irei ali ao seu encontro. Então Balaão disse a Balaque: — Fique aqui junto do seu holocausto, e eu irei ali ao encontro do SENHOR.
16 E, encontrando-se o Senhor com Balaão, poz uma palavra na sua bocca, e disse: Torna para Balac, e falla assim. O SENHOR se encontrou com Balaão, pôs-lhe na boca a palavra e disse: — Volte para Balaque e transmita a ele o que eu falei a você.
17 E, vindo a elle, eis-que estava ao pé do holocausto, e os principes dos moabitas com elle: disse-lhe pois Balac: Que coisa fallou o Senhor? Balaão voltou, e eis que Balaque ainda estava junto do holocausto, e os chefes dos moabitas estavam com ele. Balaque perguntou: — O que foi que o SENHOR falou?
18 Então alçou a sua parabola, e disse: Levanta-te, Balac, e ouve: inclina os teus ouvidos a mim, filho de Zippor. Então Balaão proferiu a sua palavra e disse: “Levante-se, Balaque, e ouça; escute-me, filho de Zipor:
19 Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa: porventura diria elle, e não o faria? ou fallaria, e não o confirmaria? Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que mude de ideia. Será que, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?
20 Eis que recebi mandado de abençoar: pois elle tem abençoado, e eu não o posso revogar. Eis que recebi ordem para abençoar; ele abençoou, não o posso revogar.
21 Não viu iniquidade em Israel, nem contemplou maldade em Jacob: o Senhor seu Deus é com elle, e n'elle, e entre elles se ouve o alarido d'um rei. Não viu desgraça em Jacó, nem contemplou calamidade em Israel; o SENHOR, seu Deus, está com eles; no meio deles se ouvem aclamações ao seu Rei.
22 Deus os tirou do Egypto; as suas forças são como as do unicornio. Deus os tirou do Egito; as forças deles são como as do boi selvagem.
23 Pois contra Jacob não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel: n'este tempo se dirá de Jacob e d'Israel: Que coisas Deus tem obrado! Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel; agora, se poderá dizer de Jacó e de Israel: Que coisas tem feito Deus!
24 Eis que o povo se levantará como leoa, e se exalçará como leão: não se deitará até que coma a presa, e beba o sangue de mortos Eis que o povo se levanta como leoa e se ergue como leão; não se deita até que devore a presa e beba o sangue dos que forem mortos.”
25 Então Balac disse a Balaão: Nem totalmente o amaldiçoarás, nem totalmente o abençoarás. Então Balaque disse a Balaão: — Não amaldiçoe o povo, mas também não o abençoe.
26 Porém Balaão respondeu, e disse a Balac: Não te fallei eu, dizendo: Tudo o que o Senhor fallar aquillo farei? Porém Balaão respondeu e disse a Balaque: — Eu não tinha dito a você: tudo o que o SENHOR falar, isso farei?
27 Disse mais Balac a Balaão: Ora vem, e te levarei a outro logar: porventura bem parecerá aos olhos de Deus que d'ali m'o amaldiçoes. Então Balaque disse a Balaão: — Venha, por favor, que eu o levarei a outro lugar. Talvez pareça bem aos olhos de Deus que dali você amaldiçoe o povo.
28 Então Balac levou Balaão comsigo ao cume de Peor, que olha para a banda do deserto. Assim, Balaque levou Balaão consigo ao alto do monte Peor, de onde se avista o deserto.
29 Balaão disse a Balac: Edifica-me aqui sete altares, e prepara-me aqui sete bezerros e sete carneiros. Balaão disse a Balaque: — Construa neste lugar sete altares e prepare sete novilhos e sete carneiros para mim.
30 Balac pois fez como dissera Balaão; e offereceu um bezerro e um carneiro sobre cada altar. Balaque fez como Balaão havia ordenado e ofereceu sobre cada altar um novilho e um carneiro.