Mateus 18
Comparação de versões
| # | ALM1911 | NAA |
|---|---|---|
| 1 | N'aquella mesma hora chegaram os discipulos ao pé de Jesus, dizendo: Quem é o maior no reino dos céus? | Naquela hora, os discípulos se aproximaram de Jesus e perguntaram: — Quem é o maior no Reino dos Céus? |
| 2 | E Jesus, chamando um menino, o poz no meio d'elles, | E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles |
| 3 | E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus. | e disse: — Em verdade lhes digo: se vocês não se converterem e não se tornarem como crianças, de maneira nenhuma entrarão no Reino dos Céus. |
| 4 | Portanto, aquelle que se humilhar como este menino, este é o maior no reino dos céus. | Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. |
| 5 | E qualquer que receber em meu nome um menino tal como este a mim me recebe. | E quem receber uma criança, tal como esta, em meu nome, é a mim que recebe. |
| 6 | Mas qualquer que escandalizar um d'estes pequeninos, que crêem em mim, melhor lhe fôra que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de atafona, e se submergisse na profundeza do mar | — E, se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, seria melhor para esse que uma grande pedra de moinho fosse pendurada ao seu pescoço e fosse afogado na profundeza do mar. |
| 7 | Ai do mundo, por causa dos escandalos; porque é mister que venham escandalos, mas ai d'aquelle homem por quem o escandalo vem! | — Ai do mundo por causa das pedras de tropeço! Porque é inevitável que elas existam, mas ai de quem é responsável por elas! |
| 8 | Portanto, se a tua mão ou o teu pé te escandalizar, corta-o, e atira-o para longe de ti: melhor te é entrar na vida côxo, ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, ser lançado no fogo eterno | — Se a sua mão ou o seu pé leva você a tropeçar, corte-o e jogue fora; pois é melhor você entrar na vida manco ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, ser lançado no fogo eterno. |
| 9 | E, se o teu olho te escandalizar, arranca-o, e atira-o para longe de ti. Melhor te é entrar na vida com um só olho, do que, tendo dois olhos, ser lançado no fogo do inferno. | E, se um dos seus olhos leva você a tropeçar, arranque-o e jogue fora; pois é melhor você entrar na vida com um só dos seus olhos do que, tendo os dois, ser lançado no inferno de fogo. |
| 10 | Olhae, não desprezeis algum d'estes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pae que está nos céus. | — Fiquem atentos, para não desprezarem nenhum destes pequeninos! Porque eu afirmo a vocês que os anjos deles, lá nos céus, veem incessantemente a face de meu Pai celeste. |
| 11 | Porque o Filho do homem veiu salvar o que se tinha perdido. | Porque o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido. |
| 12 | Que vos parece? Se algum homem tiver cem ovelhas, e uma d'ellas se desgarrar, não irá pelos montes, deixando as noventa e nove, em busca da que se desgarrou? | — O que vocês acham? Se um homem tiver cem ovelhas, e uma delas se desgarrar, não deixará ele nos montes as noventa e nove, indo procurar a que se desgarrou? |
| 13 | E, se porventura a encontra, em verdade vos digo que maior prazer tem por aquella do que pelas noventa e nove que se não desgarraram. | E, se consegue encontrá-la, em verdade lhes digo que ficará mais alegre por causa desta do que pelas noventa e nove que não se desgarraram. |
| 14 | Assim tambem não é vontade de vosso Pae, que está nos céus, que um d'estes pequeninos se perca. | Assim, não é da vontade do Pai de vocês, que está nos céus, que se perca um só destes pequeninos. |
| 15 | Ora, se teu irmão peccar contra ti, vae, e reprehende-o entre ti e elle só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão; | — Se o seu irmão pecar contra você, vá e repreenda-o em particular. Se ele ouvir, você ganhou o seu irmão. |
| 16 | Se te não ouvir, porém, leva ainda comtigo um ou dois, para que pela bocca de duas ou tres testemunhas toda a palavra seja confirmada. | Mas, se não ouvir, leve ainda com você uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda questão seja decidida. |
| 17 | E, se os não escutar, dize-o* á egreja; e, se tambem não escutar a egreja, considera-o como um gentio e publicano. | E, se ele se recusar a ouvir essas pessoas, exponha o assunto à igreja; e, se ele se recusar a ouvir também a igreja, considere-o como gentio e publicano. |
| 18 | Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. | — Em verdade lhes digo que tudo o que ligarem na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligarem na terra terá sido desligado nos céus. |
| 19 | Tambem vos digo que, se dois de vós concordarem na terra ácerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pae, que está nos céus. | Em verdade também lhes digo que, se dois de vocês, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que vierem a pedir, isso lhes será concedido por meu Pai, que está nos céus. |
| 20 | Porque onde estiverem dois ou tres reunidos em meu nome, ahi estou eu no meio d'elles. | Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles. |
| 21 | Então Pedro, approximando-se d'elle, disse: Senhor, até quantas vezes peccará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete | Então Pedro, aproximando-se, perguntou a Jesus: — Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? |
| 22 | Jesus lhe disse: Não te digo: Até sete, mas, até setenta vezes sete. | Jesus respondeu: — Não digo a você que perdoe até sete vezes, mas até setenta vezes sete. |
| 23 | Por isso o reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quiz fazer contas com os seus servos; | — Por isso, o Reino dos Céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos. |
| 24 | E, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos; | E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. |
| 25 | E, não tendo elle com que pagar, o seu senhor mandou vendel-o, e a sua mulher e filhos, com tudo quanto tinha, para que a divida se lhe pagasse. | Não tendo ele, porém, com que pagar, o senhor desse servo ordenou que fossem vendidos ele, a mulher, os filhos e tudo o que possuía e que, assim, a dívida fosse paga. |
| 26 | Então aquelle servo, prostrando-se, o adorava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. | Então o servo, caindo aos pés dele, implorava: “Tenha paciência comigo, e pagarei tudo ao senhor.” |
| 27 | Então o senhor d'aquelle servo, movido de intima compaixão, soltou-o, e perdoou-lhe a divida. | E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida. |
| 28 | Saindo, porém, aquelle servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão d'elle, suffocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves. | — Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários. Agarrando-o, começou a sufocá-lo, dizendo: “Pague-me o que você me deve.” |
| 29 | Então o seu conservo, prostrando-se aos seus pés rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. | Então o seu conservo, caindo aos pés dele, pedia: “Tenha paciência comigo, e pagarei tudo a você.” |
| 30 | Elle, porém, não quiz, antes foi encerral-o na prisão, até que pagasse a divida. | Ele, porém, não quis. Pelo contrário, foi e o lançou na prisão, até que saldasse a dívida. |
| 31 | Vendo pois os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito, e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passára. | — Vendo os seus companheiros o que havia acontecido, ficaram muito tristes e foram relatar ao seu senhor tudo o que havia acontecido. |
| 32 | Então o seu senhor, chamando-o á sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquella divida, porque me supplicaste: | Então o senhor, chamando aquele servo, lhe disse: “Servo malvado, eu lhe perdoei aquela dívida toda porque você me implorou. |
| 33 | Não devias tu egualmente ter compaixão do teu companheiro, como eu tambem tive misericordia de ti? | Será que você também não devia ter compaixão do seu conservo, assim como eu tive compaixão de você?” |
| 34 | E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia. | E, indignando-se, o senhor entregou aquele servo aos carrascos, até que lhe pagasse toda a dívida. |
| 35 | Assim vos fará tambem meu Pae celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas offensas. | Assim também o meu Pai, que está no céu, fará com vocês, se do íntimo não perdoarem cada um a seu irmão. |