Mateus 7

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# ALM1911 NAA
1 Não julgueis, para que não sejaes julgados. — Não julguem, para que vocês não sejam julgados.
2 Porque com o juizo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido hão de medir para vós. Pois com o critério com que vocês julgarem vocês serão julgados; e com a medida com que vocês tiverem medido vocês também serão medidos.
3 E porque reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho — Por que você vê o cisco no olho do seu irmão, mas não repara na trave que está no seu próprio?
4 Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho; e, eis uma trave no teu olho? Ou como você dirá a seu irmão: “Deixe que eu tire o cisco do seu olho”, quando você tem uma trave no seu próprio?
5 Hypocrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão. Hipócrita! Tire primeiro a trave do seu olho e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.
6 Não deis aos cães as coisas sanctas, nem deiteis aos porcos as vossas perolas, não seja caso que as pizem com os pés, e, voltando-se, vos despedacem. — Não deem aos cães o que é santo, nem joguem as suas pérolas diante dos porcos, para que estes não as pisem com os pés e aqueles, voltando-se, não estraçalhem vocês.
7 Pedi, e dar-se-vos-ha; buscae, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-ha. — Peçam e lhes será dado; busquem e acharão; batam, e a porta será aberta para vocês.
8 Porque, aquelle que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, se abre. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, a porta será aberta.
9 E qual d'entre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? Ou quem de vocês, se o filho pedir pão, lhe dará uma pedra?
10 E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Ou, se pedir um peixe, lhe dará uma cobra?
11 Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pae, que está nos céus, dará bens aos que lh'os pedirem? Ora, se vocês, que são maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem?
12 Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lh'o tambem vós, porque esta é a lei e os prophetas. — Portanto, tudo o que vocês querem que os outros façam a vocês, façam também vocês a eles; porque esta é a Lei e os Profetas.
13 Entrae pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz á perdição, e muitos são os que entram por elle; — Entrem pela porta estreita! Porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela.
14 Porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva á vida, e poucos ha que o encontrem. Estreita é a porta e apertado é o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que o encontram.
15 Acautelae-vos, porém, dos falsos prophetas, que veem para vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. — Cuidado com os falsos profetas, que se apresentam a vocês disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes.
16 Por seus fructos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Pelos seus frutos vocês os conhecerão. Por acaso se colhem uvas de espinheiros ou figos de ervas daninhas?
17 Assim, toda a arvore boa produz bons fructos, e toda a arvore má produz fructos maus. Assim, toda árvore boa produz frutos bons, porém a árvore má produz frutos maus.
18 Não pode a arvore boa dar maus fructos; nem a arvore má dar fructos bons. A árvore boa não pode produzir frutos maus, e a árvore má não pode produzir frutos bons.
19 Toda a arvore que não dá bom fructo corta-se e lança-se no fogo. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e jogada no fogo.
20 E, assim, pelos seus fructos os conhecereis. Assim, pois, pelos seus frutos vocês os conhecerão.
21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquelle que faz a vontade de meu Pae, que está nos céus. — Nem todo o que me diz: “Senhor, Senhor!” entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
22 Muitos me dirão n'aquelle dia: Senhor, Senhor, não prophetizámos nós em teu nome? e em teu nome não expulsámos demonios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? Muitos, naquele dia, vão me dizer: “Senhor, Senhor, nós não profetizamos em seu nome? E em seu nome não expulsamos demônios? E em seu nome não fizemos muitos milagres?”
23 E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci: apartae-vos de mim, vós que obraes a iniquidade. Então lhes direi claramente: “Eu nunca conheci vocês. Afastem-se de mim, vocês que praticam o mal.”
24 Todo aquelle, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assimilhal-o-hei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; — Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha.
25 E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquella casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e bateram com força contra aquela casa, e ela não desabou, porque tinha sido construída sobre a rocha.
26 E aquelle que ouve estas minhas palavras, e as não executa, comparal-o-hei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que construiu a sua casa sobre a areia.
27 E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquella casa, e caiu, e foi grande a sua queda. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e bateram com força contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.
28 E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina, Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, as multidões estavam maravilhadas com a sua doutrina,
29 Porque os ensinava como tendo auctoridade; e não como os escribas. porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas.