Marcos 15

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# ALM1911 NAA
1 E logo ao amanhecer os principaes dos sacerdotes, com os anciãos, e os escribas, e todo o concilio, tiveram conselho; e, amarrando a Jesus, o levaram e entregaram a Pilatos. Logo pela manhã, os principais sacerdotes entraram em conselho com os anciãos, os escribas e todo o Sinédrio; e, amarrando Jesus, levaram-no e o entregaram a Pilatos.
2 E Pilatos lhe perguntou: Tu és o Rei dos Judeos? E elle, respondendo, disse-lhe: Tu o dizes. Pilatos perguntou: — Você é o rei dos judeus? Jesus respondeu: — O senhor está dizendo isso.
3 E os principaes dos sacerdotes o accusavam de muitas coisas; porém elle nada respondia. E os principais sacerdotes o acusavam de muitas coisas.
4 E Pilatos o interrogou outra vez, dizendo: Nada respondes? Vê quantas coisas testificam contra ti. Então Pilatos tornou a perguntar: — Você não vai responder nada? Veja quantas acusações fazem contra você!
5 Mas Jesus nada mais respondeu, de maneira que Pilatos se maravilhava. Jesus, porém, não disse mais nada, a ponto de Pilatos muito se admirar.
6 Ora no dia da festa costumava soltar-lhes um preso qualquer que elles pedissem. Ora, por ocasião da festa, era costume soltar ao povo um dos presos, aquele que eles pedissem.
7 E havia um chamado Barabbás, que, preso com outros amotinadores, tinha n'um motim commettido uma morte. Havia um, chamado Barrabás, preso com rebeldes, os quais em um tumulto haviam cometido homicídio.
8 E a multidão, dando gritos, começou a pedir que fizesse como sempre lhes tinha feito. Vindo a multidão, começou a pedir que Pilatos lhes fizesse como de costume.
9 E Pilatos lhes respondeu, dizendo: Quereis que vos solte o Rei dos Judeos? E Pilatos lhes respondeu, dizendo: — Vocês querem que eu lhes solte o rei dos judeus?
10 Porque elle bem sabia que por inveja os principaes dos sacerdotes o tinham entregado. Pois ele bem percebia que era por inveja que os principais sacerdotes lhe haviam entregado Jesus.
11 Mas os principaes dos sacerdotes incitaram a multidão para que lhes soltasse antes Barabbás. Mas os principais sacerdotes incitaram a multidão no sentido de que lhes soltasse, de preferência, Barrabás.
12 E Pilatos, respondendo, lhes disse outra vez: Que quereis pois que faça d'aquelle a quem chamaes Rei dos Judeos? E Pilatos lhes perguntou: — O que, então, vocês querem que eu faça com este a quem vocês chamam de rei dos judeus?
13 E elles tornaram a clamar: Crucifica-o. Eles gritaram: — Crucifique-o!
14 Mas Pilatos lhes disse: Pois que mal fez? E elles cada vez clamavam mais: Crucifica-o. Mas Pilatos lhes disse: — Que mal fez ele? Porém eles gritavam cada vez mais: — Crucifique-o!
15 Porém Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou-lhes Barabbás, e, açoitado Jesus, o entregou para que fosse crucificado. Então Pilatos, querendo contentar a multidão, lhes soltou Barrabás. E, depois de mandar açoitar Jesus, entregou-o para ser crucificado.
16 E os soldados o levaram dentro á sala, que é a da audiência, e convocaram toda a cohorte; Então os soldados levaram Jesus para dentro do palácio, que é o Pretório, e reuniram toda a tropa.
17 E vestiram-n'o de purpura, e, tecendo uma corôa de espinhos, lh'a pozeram na cabeça. Vestiram Jesus com um manto púrpura e, tecendo uma coroa de espinhos, a puseram na cabeça dele.
18 E começaram a saudal-o, dizendo: Salve, Rei dos Judeos! E o saudavam, dizendo: — Salve, rei dos judeus!
19 E feriram-n'o na cabeça com uma canna, e cuspiram n'elle, e, postos de joelhos, o adoraram. Batiam na cabeça dele com um caniço, cuspiam nele e, pondo-se de joelhos, o adoravam.
20 E, havendo-o escarnecido, despiram-lhe a purpura, e o vestiram com os seus proprios vestidos, e o levaram fóra para o crucificar. Depois de terem zombado dele, tiraram-lhe o manto púrpura e o vestiram com as suas próprias roupas. Então conduziram Jesus para fora a fim de o crucificarem.
21 E constrangeram um certo Simão Cyreneo, pae de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a cruz. E obrigaram Simão Cireneu, que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar a cruz de Jesus.
22 E levaram-n'o ao logar do Golgotha, que é, traduzido, logar da Caveira. E levaram Jesus para o Gólgota, que quer dizer “Lugar da Caveira”.
23 E deram-lhe a beber vinho com myrrha, mas elle não o tomou. Quiseram dar-lhe para beber vinho misturado com mirra, mas Jesus não aceitou.
24 E, havendo-o crucificado, repartiram os seus vestidos, lançando sobre elles sortes, para saber o que cada um levaria. Então o crucificaram e repartiram entre si as roupas dele, tirando a sorte, para ver o que cada um levaria.
25 E era a hora terceira, e o crucificaram. Eram nove horas da manhã quando o crucificaram.
26 E por cima d'elle estava escripta a sua accusação: O REI DOS JUDEOS. E a inscrição com a acusação contra ele dizia: “O REI DOS JUDEUS”.
27 E crucificaram com elle dois salteadores, um á sua direita, e outro á esquerda. Com ele crucificaram dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda.
28 E cumpriu-se a escriptura que diz: E com os malfeitores foi contado. [E cumpriu-se a Escritura que diz: “Com malfeitores foi contado.”]
29 E os que passavam blasphemavam d'elle, meneando as suas cabeças, e dizendo: Ah! tu que derribas o templo, e em tres dias o edificas, Os que iam passando blasfemavam contra ele, balançando a cabeça e dizendo: — Ah! Você que destrói o santuário e em três dias o reedifica!
30 Salva-te a ti mesmo, e desce da cruz. Salve a si mesmo, descendo da cruz!
31 E da mesma maneira tambem os principaes dos sacerdotes, com os escribas, diziam uns para os outros, zombando: Salvou os outros, e não pode salvar-se a si mesmo; De igual modo, os principais sacerdotes com os escribas, zombando, diziam entre si: — Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar.
32 O Christo, o Rei d'Israel, desça agora da cruz, para que o vejamos e acreditemos. Tambem os que com elle estavam crucificados o injuriavam. Que o Cristo, o rei de Israel, desça agora da cruz para que vejamos e creiamos. Também os que com ele foram crucificados o insultavam.
33 E, chegada a hora sexta, foram feitas trevas sobre toda a terra até á hora nona. Chegado o meio-dia, houve trevas sobre toda a terra até as três horas da tarde.
34 E, á hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloi, Eloi, lama sabachthani? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste? E às três horas, Jesus clamou em alta voz: — Eloí, Eloí, lemá sabactani? — Isso quer dizer: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
35 E alguns dos que ali estavam, ouvindo isto, diziam: Eis que chama por Elias. E alguns dos que estavam ali, ouvindo isto, diziam: — Vejam! Ele chama por Elias!
36 E um d'elles correu a encher uma esponja de vinagre, e, pondo-a n'uma canna, deu-lh'o a beber, dizendo: Deixae, vejamos se virá Elias tiral-o. E um deles correu para embeber uma esponja em vinagre e, colocando-a na ponta de um caniço, deu-lhe de beber, dizendo: — Esperem! Vejamos se Elias vem tirá-lo!
37 E Jesus, dando um grande brado, expirou. Mas Jesus, dando um forte grito, expirou.
38 E o véu do templo se rasgou em dois, d'alto a baixo. E o véu do santuário se rasgou em duas partes, de alto a baixo.
39 E o centurião, que estava defronte d'elle, vendo que assim clamando expirára, disse: Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus. O centurião que estava em frente de Jesus, vendo que assim havia expirado, disse: — Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus.
40 E tambem ali estavam algumas mulheres, olhando de longe, entre as quaes estavam tambem Maria Magdalena, e Maria, mãe de Thiago, o menor, e de José, e Salomé; Estavam também ali algumas mulheres, observando de longe. Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José, e ainda Salomé.
41 As quaes tambem o seguiam, e o serviam, quando estava na Galilea; e muitas outras, que tinham subido com elle a Jerusalem. Quando Jesus estava na Galileia, essas mulheres o acompanhavam e serviam. E, além destas, havia muitas outras que tinham ido com ele para Jerusalém.
42 E, chegada a tarde, porquanto era o dia da preparação, isto é, a vespera do sabbado, Ao cair da tarde, por ser o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado,
43 Chegou José d'Arimathea, senador honrado, que tambem esperava o reino de Deus, e ousadamente foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus. José de Arimateia, ilustre membro do Sinédrio, que também esperava o Reino de Deus, dirigiu-se ousadamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus.
44 E Pilatos se maravilhou de que já estivesse morto. E, chamando o centurião, perguntou-lhe se já havia muito que tinha morrido. Mas Pilatos admirou-se de que ele já tivesse morrido. E, tendo chamado o centurião, perguntou-lhe se havia muito que Jesus tinha morrido.
45 E, tendo-se certificado pelo centurião, deu o corpo a José, Após certificar-se, pela informação do comandante, cedeu o corpo a José.
46 O qual comprou um lençol fino, e, tirando-o da cruz, o envolveu no lençol, e o depositou n'um sepulchro lavrado n'uma rocha; e revolveu uma pedra para a porta do sepulchro. Este, baixando o corpo da cruz, envolveu-o num lençol que tinha comprado e o depositou num túmulo que tinha sido aberto numa rocha; e rolou uma pedra para a entrada do túmulo.
47 E Maria Magdalena e Maria mãe de José olhavam onde o punham. Maria Madalena e Maria, mãe de José, observaram onde ele foi posto.