Lucas 8
Comparação de versões
| # | ALM1911 | NAA |
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| 1 | E aconteceu, depois d'isto, que andava de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, prégando e annunciando o evangelho do reino de Deus: e os doze andavam com elle, | Aconteceu, depois disso, que Jesus andava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do Reino de Deus. Iam com ele os doze discípulos, |
| 2 | E tambem algumas mulheres que haviam sido curadas de espiritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Magdalena, da qual sairam sete demonios. | e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; |
| 3 | E Joanna, mulher de Chuza, procurador d'Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com suas fazendas. | Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes; Suzana e muitas outras, as quais, com os seus bens, ajudavam Jesus e os seus discípulos. |
| 4 | E, ajuntando-se uma grande multidão, e vindo ter com elle de todas as cidades, disse por parabola: | Quando uma grande multidão se reuniu e pessoas de todas as cidades vieram até Jesus, ele disse por parábola: |
| 5 | Um semeador saiu a semear a sua semente, e, quando semeava, caiu uma parte junto do caminho, e foi pisada, e as aves do céu a comeram; | — Um semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, foi pisada, e as aves do céu a comeram. |
| 6 | E outra parte caiu sobre pedra, e, nascida, seccou-se, porquanto não tinha humidade; | Outra parte caiu sobre a pedra e, tendo crescido, secou por falta de umidade. |
| 7 | E outra parte caiu entre espinhos, e, nascidos com ella os espinhos, a suffocaram; | Outra caiu no meio dos espinhos; e os espinhos, ao crescerem com ela, a sufocaram. |
| 8 | E outra parte caiu em boa terra, e, nascida, produziu fructo, cento por um. Dizendo elle estas coisas, clamava: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. | Outra, enfim, caiu em boa terra; cresceu e produziu a cem por um. Dizendo isto, Jesus clamou: — Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. |
| 9 | E os seus discipulos o interrogaram, dizendo: Que parabola é esta? | Então os discípulos de Jesus lhe perguntaram o que significava essa parábola. |
| 10 | E elle disse: A vós é dado conhecer os mysterios do reino de Deus, mas aos outros por parabolas, para que, vendo, não vejam, e, ouvindo, não entendam. | Jesus respondeu: — A vocês é dado conhecer os mistérios do Reino de Deus, mas aos demais fala-se por parábolas, para que, vendo, não vejam e, ouvindo, não entendam. |
| 11 | Esta é pois a parabola: A semente é a palavra de Deus; | — Este é o significado da parábola: a semente é a palavra de Deus. |
| 12 | E os que estão junto do caminho, estes são os que ouvem; depois vem o diabo, e tira-lhes do coração a palavra, para que se não salvem, crendo; | Os que estão à beira do caminho são os que a ouviram; depois vem o diabo e tira-lhes a palavra do coração, para não acontecer que, crendo, sejam salvos. |
| 13 | E os que estão sobre pedra, estes são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria, mas estes não teem raiz, pois crêem por algum tempo, e no tempo da tentação se desviam; | Os que estão sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria. Estes não têm raiz, creem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam. |
| 14 | E a que caiu entre espinhos, estes são os que ouviram, e, indo por diante, se suffocam com os cuidados, e riquezas e deleites da vida, e não dão fructo com perfeição; | A parte que caiu entre espinhos, estes são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com as preocupações, as riquezas e os prazeres desta vida; os seus frutos não chegam a amadurecer. |
| 15 | E a que caiu em boa terra, estes são os que, ouvindo a palavra, a conservam n'um coração honesto e bom, e dão fructo em perseverança. | A parte que caiu na terra boa, estes são os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra; estes frutificam com perseverança. |
| 16 | E ninguem, accendendo uma candeia, a cobre com algum vaso, ou a põe debaixo da cama; porém põe-n'a no velador, para que os que entram vejam a luz. | — Ninguém, depois de acender uma lamparina, a cobre com um vaso ou a põe debaixo de uma cama; pelo contrário, coloca-a num lugar em que ilumina bem, a fim de que os que entram vejam a luz. |
| 17 | Porque não ha coisa occulta que não haja de manifestar-se, nem coisa escondida que não haja de saber-se e vir á luz | Não há nada oculto que não venha a ser manifesto, nem escondido que não venha a ser conhecido e revelado. |
| 18 | Vêde pois como ouvis; porque a qualquer que tiver lhe será dado, e a qualquer que não tiver até o que parece que tem lhe será tirado. | Portanto, vejam como vocês ouvem. Porque ao que tiver, mais será dado; e ao que não tiver, até aquilo que julga ter lhe será tirado. |
| 19 | E foram ter com elle sua mãe e seus irmãos, e não podiam chegar a elle, por causa da multidão. | A mãe e os irmãos de Jesus chegaram até onde ele estava, mas não podiam aproximar-se por causa da multidão. |
| 20 | E foi-lhe annunciado por alguns, dizendo: Estão lá fóra tua mãe e teus irmãos, que querem ver-te. | E lhe comunicaram: — A sua mãe e os seus irmãos estão lá fora e querem vê-lo. |
| 21 | Porém, respondendo elle, disse-lhes: Minha mãe e meus irmãos são aquelles que ouvem a palavra de Deus e a executam. | Jesus, porém, lhes respondeu: — Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam. |
| 22 | E aconteceu que, n'um d'aquelles dias, entrou n'um barco, e com elle os seus discipulos, e disse-lhes: Passemos para a outra banda do lago. E partiram. | Aconteceu que, num daqueles dias, Jesus entrou num barco em companhia dos seus discípulos e lhes disse: — Vamos passar para a outra margem do lago. E partiram. |
| 23 | E, navegando elles, adormeceu; e sobreveiu uma tempestade de vento no lago, e enchiam-se d'agua, e perigavam. | Enquanto navegavam, ele adormeceu. E sobreveio uma tempestade de vento no lago, e eles corriam perigo. |
| 24 | E, chegando-se a elle, o despertaram, dizendo: Mestre, Mestre, perecemos. E elle, levantando-se, reprehendeu o vento e as ondas d'agua; e cessaram, e fez-se bonança. | Chegando-se a Jesus, os discípulos o despertaram, dizendo: — Mestre, Mestre, estamos perecendo! Levantando-se, Jesus repreendeu o vento e a fúria da água. Tudo cessou e ficou bem calmo. |
| 25 | E disse-lhes: Onde está a vossa fé? E elles, temendo, maravilharam-se, dizendo uns aos outros: Quem é este, que até aos ventos e á agua manda, e lhe obedecem? | Então Jesus lhes perguntou: — Vocês não têm fé? Eles, possuídos de temor e admiração, diziam uns aos outros: — Quem é este que até manda nos ventos e nas ondas, e lhe obedecem? |
| 26 | E navegaram para a terra dos gadarenos, que está defronte da Galilea. | Então rumaram para a terra dos gerasenos, que fica de frente para a Galileia. |
| 27 | E, quando desceu para terra, saiu-lhe ao encontro, vindo da cidade, um homem que desde muito tempo era possesso de demonios, e não andava vestido, e não habitava em casa, mas nos sepulchros. | Logo que Jesus desembarcou, veio da cidade ao seu encontro um homem possuído de demônios que, havia muito, não se vestia, nem habitava em casa alguma, porém vivia nos túmulos. |
| 28 | E, vendo a Jesus, prostrou-se diante d'elle, exclamando, e dizendo com grande voz: Que tenho eu comtigo, Jesus, Filho do Deus Altissimo? Peço-te que não me atormentes. | Quando ele viu Jesus, prostrou-se diante dele, dizendo com voz forte: — O que você quer comigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Peço-lhe que não me atormente. |
| 29 | Porque mandava ao espirito immundo que saisse d'aquelle homem; porque já havia muito tempo que o arrebatava. E guardavam-n'o preso com grilhões e cadeias; mas, quebrando as prisões, era impellido pelo demonio para os desertos. | Porque Jesus havia ordenado ao espírito imundo que saísse do homem, pois muitas vezes se havia apoderado dele. E, embora procurassem conservá-lo preso com cadeias e correntes, despedaçava tudo e era impelido pelo demônio para o deserto. |
| 30 | E perguntou-lhe Jesus, dizendo: Qual é o teu nome? E elle disse: Legião; porque tinham entrado n'elle muitos demonios. | Jesus perguntou a ele: — Qual é o seu nome? Ele respondeu: — Legião. Isto porque muitos demônios tinham entrado nele. |
| 31 | E rogavam-lhe que os não mandasse ir para o abysmo. | Estes pediram a Jesus que não os mandasse para o abismo. |
| 32 | E andava ali pastando no monte uma manada de muitos porcos; e rogaram-lhe que lhes concedesse entrar n'elles; e concedeu-lh'o. | Ora, uma grande manada de porcos estava pastando ali no monte. E os demônios pediram a Jesus que os deixasse entrar naqueles porcos. E Jesus o permitiu. |
| 33 | E, tendo saido os demonios do homem, entraram nos porcos, e a manada arrojou-se de um despenhadeiro no lago, e afogaram-se. | Tendo os demônios saído do homem, entraram nos porcos, e a manada precipitou-se despenhadeiro abaixo, para dentro do lago, e se afogou. |
| 34 | E aquelles que os guardavam, vendo o que acontecera, fugiram, e foram annuncial-o na cidade e nos campos. | Vendo o que tinha acontecido, os que tratavam dos porcos fugiram e foram anunciá-lo na cidade e pelos campos. |
| 35 | E sairam a vêr o que tinha acontecido, e vieram ter com Jesus; e acharam o homem, de quem haviam saido os demonios, vestido, e em seu juizo, assentado aos pés de Jesus: e temeram. | Então o povo saiu para ver o que tinha acontecido. Aproximando-se de Jesus, encontraram o homem de quem tinham saído os demônios, vestido, em perfeito juízo, sentado aos pés de Jesus; e temeram. |
| 36 | E os que tinham visto contaram-lhes tambem como fôra salvo aquelle endemoninhado. | E algumas pessoas que tinham presenciado os fatos contaram-lhes também como o endemoniado tinha sido salvo. |
| 37 | E toda a multidão da terra dos gadarenos ao redor lhe rogou que se retirasse d'elles; porque estavam possuidos de grande temor. E, entrando elle no barco, voltou. | Todo o povo da terra dos gerasenos pediu a Jesus que se retirasse, pois ficaram com muito medo. E Jesus, entrando de novo no barco, voltou. |
| 38 | E aquelle homem, de quem haviam saido os demonios, rogou-lhe que o deixasse estar com elle; porém Jesus o despediu, dizendo: | O homem de quem tinham saído os demônios lhe pediu que o deixasse estar com ele. Jesus, porém, o despediu, dizendo: |
| 39 | Torna para tua casa, e conta quão grandes coisas te fez Deus. E elle foi apregoando por toda a cidade quão grandes coisas Jesus lhe tinha feito. | — Volte para a sua casa e conte tudo o que Deus fez por você. Então ele foi, proclamando por toda a cidade o que Jesus lhe tinha feito. |
| 40 | E aconteceu que, voltando Jesus, a multidão o recebeu, porque todos o estavam esperando. | Quando Jesus voltou, a multidão o recebeu com alegria, porque todos o estavam esperando. |
| 41 | E eis que chegou um varão, cujo nome era Jairo, e era principe da synagoga; e, prostrando-se aos pés de Jesus, rogava-lhe que entrasse em sua casa; | Eis que veio um homem chamado Jairo, que era chefe da sinagoga, e, prostrando-se aos pés de Jesus, suplicou-lhe que fosse até a sua casa. |
| 42 | Porque tinha uma filha unica, quasi de doze annos, e estava á morte. E, indo elle, apertava-o a multidão. | Pois tinha uma filha única de uns doze anos, que estava morrendo. Enquanto Jesus caminhava, as multidões o apertavam. |
| 43 | E uma mulher, que tinha um fluxo de sangue, havia doze annos, e gastara com os medicos todos os seus haveres, e por nenhum podéra ser curada, | Certa mulher que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia e que havia gastado todos os seus bens com os médicos, sem que ninguém a pudesse curar, |
| 44 | Chegando por detraz d'elle, tocou a orla do seu vestido, e o fluxo do seu sangue logo estancou. | veio por trás de Jesus e tocou na borda da capa dele. E logo a hemorragia dela estancou. |
| 45 | E disse Jesus; Quem é que me tocou? E, negando todos, disse Pedro e os que estavam com elle: Mestre, a multidão te aperta e opprime, e dizes: Quem é que me tocou? | Mas Jesus perguntou: — Quem me tocou? Como todos negassem, Pedro disse: — Mestre, é a multidão que o rodeia e aperta! |
| 46 | E disse Jesus: Alguem me tocou, porque bem conheci que de mim saiu virtude. | Mas Jesus insistiu: — Alguém me tocou, porque senti que de mim saiu poder. |
| 47 | Então a mulher, vendo que não se occultava, approximou-se tremendo, e, prostrando-se ante elle, declarou-lhe diante de todo o povo a causa por que o havia tocado, e como logo sarára. | A mulher, vendo que não podia passar despercebida, aproximou-se trêmula e, prostrando-se diante de Jesus, declarou, à vista de todo o povo, o motivo por que havia tocado nele e como imediatamente tinha sido curada. |
| 48 | E elle lhe disse: Tem bom animo, filha, a tua fé te salvou: vae em paz. | Então Jesus lhe disse: — Filha, a sua fé salvou você. Vá em paz. |
| 49 | Estando elle ainda fallando, chegou um dos do principe da synagoga, dizendo: A tua filha já está morta, não incommodes o Mestre. | Enquanto Jesus ainda falava, veio uma pessoa da casa do chefe da sinagoga, dizendo: — A sua filha já morreu; não incomode mais o Mestre. |
| 50 | Jesus, porém, ouvindo-o, respondeu-lhe, dizendo: Não temas; crê sómente, e será salva. | Mas Jesus, ouvindo isto, lhe disse: — Não tenha medo; apenas creia, e ela será salva. |
| 51 | E, entrando em casa, a ninguem deixou entrar, senão a Pedro, e a Thiago, e a João, e ao pae e á mãe da menina. | Tendo chegado à casa, Jesus não permitiu que ninguém entrasse com ele, a não ser Pedro, João e Tiago, além do pai e da mãe da menina. |
| 52 | E todos choravam, e a pranteavam; e elle disse: Não choreis; não está morta, mas dorme. | E todos choravam e a pranteavam. Mas Jesus disse: — Não chorem; ela não está morta, mas dorme. |
| 53 | E riam-se d'elle, sabendo que estava morta. | E riam-se dele, porque sabiam que ela estava morta. |
| 54 | Porém elle, pondo-os todos fóra, e pegando-lhe na mão, clamou, dizendo: Levanta-te, menina. | Mas Jesus, tomando-a pela mão, disse em voz alta: — Menina, levante-se! |
| 55 | E o seu espirito voltou, e ella logo se levantou; e Jesus mandou que lhe déssem de comer. | Voltou-lhe o espírito, ela imediatamente se levantou, e Jesus mandou que lhe dessem de comer. |
| 56 | E seus paes ficaram maravilhados; e elle lhes mandou que a ninguem dissessem o que havia succedido. | Seus pais ficaram maravilhados, mas ele lhes advertiu que a ninguém contassem o que havia acontecido. |