Atos dos Apóstolos 10
Comparação de versões
| # | ALM1911 | NAA |
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| 1 | E havia em Cesarea um certo varão por nome Cornelio, centurião da cohorte chamada italiana, | Em Cesareia morava um homem chamado Cornélio, que era centurião de uma companhia do exército chamada Italiana. |
| 2 | Piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo, e de continuo orava a Deus. | Era piedoso e temente a Deus com toda a sua casa, fazendo muitas esmolas ao povo e orando sempre a Deus. |
| 3 | Este, quasi á hora nona do dia, viu claramente em visão um anjo de Deus, que se dirigia para elle e dizia: Cornelio. | Um dia, por volta das três horas da tarde, durante uma visão, esse homem viu claramente um anjo de Deus que se aproximou dele e lhe disse: |
| 4 | E este, fixando os olhos n'elle, e muito atemorisado, disse: Que é, Senhor? E disse-lhe: As tuas orações e as tuas esmolas teem subido para memoria diante de Deus; | — Cornélio! Este, fixando nele os olhos e possuído de temor, perguntou: — O que é, Senhor? E o anjo lhe disse: — As suas orações e as suas esmolas subiram para memória diante de Deus. |
| 5 | Agora, pois, envia varões a Joppe, e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro. | Agora envie mensageiros a Jope e mande chamar Simão, que também é chamado de Pedro. |
| 6 | Este pousa em casa de um certo Simão curtidor, que tem a sua casa junto do mar. Elle te dirá o que deves fazer. | Ele está hospedado com Simão, curtidor, cuja residência está situada à beira-mar. |
| 7 | E, ido o anjo que lhe fallava, chamou dois dos seus creados, e a um piedoso soldado dos que estavam ao seu serviço. | Logo que o anjo que lhe falava se retirou, Cornélio chamou dois dos seus servos e um soldado piedoso dos que estavam a seu serviço |
| 8 | E, havendo-lhes contado tudo, os enviou a Joppe. | e, depois de lhes explicar tudo, mandou que fossem a Jope. |
| 9 | E no dia seguinte, indo elles seu caminho, e chegando perto da cidade, subiu Pedro ao terraço para orar, quasi á hora sexta. | No dia seguinte, enquanto eles viajavam e já estavam perto da cidade de Jope, Pedro subiu ao terraço, por volta do meio-dia, a fim de orar. |
| 10 | E, tendo fome, quiz comer; e, emquanto lh'o preparavam, sobreveiu-lhe um arrebatamento de sentidos: | Estando com fome, quis comer; mas, enquanto lhe preparavam a comida, sobreveio-lhe um êxtase. |
| 11 | E viu o céu aberto, e que para elle descia um certo vaso, como um grande lençol atado pelas quatro pontas, e abaixando-se para a terra. | Viu o céu aberto e um objeto como se fosse um grande lençol, que descia do céu e era baixado à terra pelas quatro pontas, |
| 12 | No qual havia de todos os animaes da terra quadrupedes, féras e reptis, e aves do céu. | contendo todo tipo de quadrúpedes, répteis da terra e aves do céu. |
| 13 | E foi-lhe dirigida uma voz: Levanta-te, Pedro, mata e come. | E ouviu-se uma voz que se dirigia a ele: — Levante-se, Pedro! Mate e coma. |
| 14 | Porém Pedro disse: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma commum nem immunda. | Mas Pedro respondeu: — De modo nenhum, Senhor! Porque nunca comi nada que fosse impuro ou imundo. |
| 15 | E segunda vez lhe disse a voz: Não faças tu commum ao que Deus purificou. | Pela segunda vez, a voz lhe falou: — Não considere impuro aquilo que Deus purificou. |
| 16 | E aconteceu isto por tres vezes; e o vaso tornou a recolher-se para o céu. | Isso aconteceu três vezes, e, em seguida, aquele objeto foi levado de volta para o céu. |
| 17 | E, estando Pedro duvidando entre si que seria aquella visão que tinha visto, eis que os varões que foram enviados por Cornelio, pararam á porta, perguntando pela casa de Simão. | Enquanto Pedro estava perplexo sobre qual seria o significado da visão, eis que os homens enviados por Cornélio, tendo perguntado pela casa de Simão, pararam junto à porta. |
| 18 | E, chamando, perguntaram se Simão, que tinha por sobrenome Pedro, pousava ali. | Chamando, perguntaram se ali estava hospedado Simão, que também é chamado de Pedro. |
| 19 | E, pensando Pedro n'aquella visão, disse-lhe o Espirito: Eis que tres varões te buscam: | Enquanto Pedro meditava a respeito da visão, o Espírito lhe disse: — Estão aí três homens à sua procura. |
| 20 | Levanta-te pois, e desce, e vae com elles, não duvidando; porque eu os enviei. | Portanto, levante-se, desça e vá com eles, sem hesitar; porque eu os enviei. |
| 21 | E Pedro, descendo para junto dos varões que lhe foram enviados por Cornelio, disse: Eis que sou eu a quem procuraes; qual é a causa porque estaes aqui? | Então Pedro desceu e disse àqueles homens: — Eu sou a pessoa que vocês estão procurando. O que os traz até aqui? |
| 22 | E elles disseram: Cornelio, o centurião, varão justo e temente a Deus, e que tem bom testemunho de toda a nação dos judeos, foi avisado por um sancto anjo para que mandasse chamar-te a sua casa, e ouvisse de ti palavras. | Então disseram: — O centurião Cornélio, homem reto e temente a Deus e tendo bom testemunho de toda a nação judaica, foi instruído por um santo anjo a mandar chamar você para a casa dele e ouvir o que você tem a dizer. |
| 23 | Então, chamando-os para dentro, os recebeu em casa. Porém no dia seguinte foi Pedro com elles, e foram com elle alguns irmãos de Joppe. | Pedro, então, convidando-os a entrar, hospedou-os. No dia seguinte, Pedro se aprontou e foi com eles. Também alguns irmãos dos que moravam em Jope foram com ele. |
| 24 | E no dia immediato chegaram a Cesarea. E Cornelio os estava esperando, tendo já convidado a seus parentes e amigos mais intimos. | No dia seguinte, Pedro chegou a Cesareia. Cornélio estava esperando por eles, tendo reunido os seus parentes e os amigos mais íntimos. |
| 25 | E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornelio a recebel-o, e, prostrando-se a seus pés, o adorou. | Quando Pedro estava por entrar, Cornélio foi ao seu encontro e, prostrando-se aos pés dele, o adorou. |
| 26 | Porém Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, eu mesmo tambem sou homem. | Mas Pedro o levantou, dizendo: — Levante-se, porque eu também sou apenas um homem. |
| 27 | E, fallando com elle, entrou, e achou muitos que ali se haviam ajuntado. | Falando com ele, Pedro entrou, encontrando muitos reunidos ali, |
| 28 | E disse-lhes: Vós bem sabeis como não é licito a um varão judeo ajuntar-se ou chegar-se a estrangeiros; mas Deus mostrou-me que a nenhum homem chame commum ou immundo: | a quem se dirigiu, dizendo: — Vocês bem sabem que um judeu está proibido de se juntar a um gentio ou de entrar na casa dele. Mas Deus me mostrou que não devo considerar ninguém impuro ou imundo. |
| 29 | Pelo que, sendo chamado, vim sem contradizer. Pergunto pois; por que razão mandastes chamar-me? | Por isso, uma vez chamado, vim sem vacilar. E agora pergunto: Por que motivo vocês mandaram me chamar? |
| 30 | E disse Cornelio: Ha quatro dias estava eu em jejum até esta hora, e orava em minha casa á hora nona. | Cornélio respondeu: — Faz hoje quatro dias que, mais ou menos por esta hora, às três da tarde, eu estava orando em minha casa. De repente, se apresentou diante de mim um homem vestido com roupas resplandecentes |
| 31 | E eis que diante de mim se apresentou um varão com um vestido resplandecente, e disse: Cornelio, a tua oração é ouvida, e as tuas esmolas estão em memoria diante de Deus | que disse: “Cornélio, a sua oração foi ouvida e as suas esmolas foram lembradas na presença de Deus. |
| 32 | Envia pois a Joppe, e manda chamar Simão, o que tem por sobrenome Pedro; este pousa em casa de Simão o curtidor, junto do mar, e elle, vindo, te fallará. | Envie, pois, alguém a Jope e mande chamar Simão, que também é chamado de Pedro; ele está hospedado na casa de Simão, curtidor, à beira-mar.” |
| 33 | Assim que logo mandei a ti; e bem fizeste em vir. Agora pois estamos todos presentes diante de Deus, para ouvir tudo quanto por Deus te é mandado. | Portanto, sem demora, mandei chamá-lo, e você fez muito bem em vir. Agora estamos todos aqui, na presença de Deus, prontos para ouvir tudo o que o Senhor ordenou a você. |
| 34 | E Pedro, abrindo a bocca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz accepção de pessoas; | Então Pedro começou a falar. Ele disse: — Reconheço por verdade que Deus não trata as pessoas com parcialidade; |
| 35 | Mas que lhe é agradavel aquelle que, em qualquer nação, o teme e obra a justiça. | pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável. |
| 36 | A palavra que elle enviou aos filhos d'Israel, annunciando a paz por Jesus Christo (este é o Senhor de todos), | Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando-lhes o evangelho da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos. |
| 37 | Esta palavra, vós bem sabeis, veiu por toda a Judea, começando desde a Galilea, depois do baptismo que João prégou; | Vocês sabem o que aconteceu em toda a Judeia, tendo começado na Galileia depois do batismo que João pregou, |
| 38 | Emquanto a Jesus de Nazareth, como Deus o ungiu com o Espirito Sancto e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os opprimidos do diabo, porque Deus era com elle. | como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder. Jesus andou por toda parte, fazendo o bem e curando todos os oprimidos do diabo, porque Deus estava com ele. |
| 39 | E nós somos testemunhas de todas as coisas que fez, tanto na terra da Judea como em Jerusalem: ao qual mataram, pendurando-o n'um madeiro. | E nós somos testemunhas de tudo o que ele fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Depois eles o mataram, pendurando-o num madeiro. |
| 40 | A este resuscitou Deus ao terceiro dia, e fez que fosse manifesto, | Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia e concedeu que fosse manifesto, |
| 41 | Não a todo o povo, mas ás testemunhas que Deus antes ordenára; a nós, que comemos e bebemos juntamente com elle, depois que resuscitou dos mortos. | não a todo o povo, mas às testemunhas que foram anteriormente escolhidas por Deus, isto é, a nós que comemos e bebemos com ele, depois que ressurgiu dentre os mortos. |
| 42 | E mandou-nos prégar ao povo, e testificar que elle é aquelle que por Deus foi constituido juiz dos vivos e dos mortos. | Jesus nos mandou pregar ao povo e testemunhar que ele foi constituído por Deus como Juiz de vivos e de mortos. |
| 43 | A este dão testemunho todos os prophetas, de que todos os que n'elle crêrem receberão o perdão dos peccados pelo seu nome. | Dele todos os profetas dão testemunho de que, por meio do seu nome, todo o que nele crê recebe remissão dos pecados. |
| 44 | E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espirito Sancto sobre todos os que ouviam a palavra. | Enquanto Pedro falava estas palavras, o Espírito Santo caiu sobre todos os que ouviam a mensagem. |
| 45 | E os fieis que eram da circumcisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espirito Sancto se derramasse tambem sobre os gentios. | E os fiéis que eram da circuncisão, que tinham vindo com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo. |
| 46 | Porque os ouviam fallar linguas, e magnificar a Deus. | Pois eles os ouviam falando em línguas e engrandecendo a Deus. Então Pedro disse: |
| 47 | Respondeu então Pedro: Pode alguem porventura impedir a agua, para que não sejam baptizados estes, que tambem receberam como nós o Espirito Sancto? | — Será que alguém poderia recusar a água e impedir que sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo? |
| 48 | E mandou que fossem baptizados em nome do Senhor. Então rogaram-lhe que ficasse com elles por alguns dias. | E ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então lhe pediram que permanecesse com eles por alguns dias. |