Atos dos Apóstolos 19
Comparação de versões
| # | ALM1911 | NAA |
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| 1 | E succedeu que, emquanto Apollo estava em Corintho, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Epheso; e, achando ali alguns discipulos, | Aconteceu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado pelas regiões mais altas, chegou a Éfeso. Encontrando ali alguns discípulos, |
| 2 | Disse-lhes: Recebestes vós já o Espirito Sancto quando crêstes? E elles disseram-lhe: Antes nem ainda ouvimos que haja Espirito Sancto. | perguntou-lhes: — Vocês receberam o Espírito Santo quando creram? Ao que eles responderam: — Pelo contrário, nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo. |
| 3 | Disse-lhes então: Em que sois baptizados então? E elles disseram: No baptismo de João. | Paulo perguntou: — Então que batismo vocês receberam? Eles responderam: — O batismo de João. |
| 4 | Porém Paulo disse: Certamente João baptizou com o baptismo do arrependimento, dizendo ao povo que crêsse no que após elle havia de vir, isto é, em Jesus Christo. | Paulo explicou: — João realizou batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que viria depois dele, a saber, em Jesus. |
| 5 | E os que ouviram foram baptizados em nome do Senhor Jesus. | Eles, tendo ouvido isto, foram batizados no nome do Senhor Jesus. |
| 6 | E, impondo-lhes Paulo as mãos, veiu sobre elles o Espirito Sancto; e fallavam diversas linguas, e prophetizavam. | E, quando Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo veio sobre eles, e tanto falavam em línguas como profetizavam. |
| 7 | E estes eram, ao todo, quasi doze varões. | Eram, ao todo, uns doze homens. |
| 8 | E, entrando na synagoga, fallou ousadamente por espaço de tres mezes, disputando e persuadindo ácerca do reino de Deus. | Durante três meses, Paulo frequentou a sinagoga, onde falava ousadamente, discutindo e persuadindo a respeito do Reino de Deus. |
| 9 | Mas, endurecendo-se alguns, e não obedecendo, e fallando mal do caminho do Senhor perante a multidão, retirou-se d'elles, e separou os discipulos, disputando todos os dias na escola de um certo Tyranno. | Mas como alguns deles se mostravam teimosos e descrentes, falando mal do Caminho diante da multidão, Paulo se afastou deles. E, levando consigo os discípulos, passou a falar diariamente na escola de Tirano. |
| 10 | E durou isto por espaço de dois annos; de tal maneira que todos os que habitavam na Asia, ouviram a palavra do Senhor Jesus, assim judeos como gregos. | Paulo fez isso durante dois anos, de modo que todos os habitantes da província da Ásia ouviram a palavra do Senhor, tanto judeus como gregos. |
| 11 | E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinarias. | Deus, pelas mãos de Paulo, fazia milagres extraordinários, |
| 12 | De tal maneira que até os lenços e aventaes do seu corpo se levavam aos enfermos, e as enfermidades fugiam d'elles, e os espiritos malignos sahiam. | a ponto de levarem aos enfermos lenços e aventais do seu uso pessoal, diante dos quais as enfermidades fugiam das suas vítimas, e os espíritos malignos se retiravam. |
| 13 | E alguns dos exorcistas judeos vagabundos tentavam invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espiritos malignos, dizendo: Esconjuramos-vos por Jesus a quem Paulo préga. | E alguns judeus, exorcistas ambulantes, tentaram invocar o nome do Senhor Jesus sobre pessoas possuídas de espíritos malignos, dizendo: — Ordeno que saiam pelo poder de Jesus, a quem Paulo prega. |
| 14 | E os que faziam isto eram sete filhos de Sceva, judeo, principal dos sacerdotes. | Os que faziam isto eram sete filhos de um judeu chamado Ceva, sumo sacerdote. |
| 15 | Respondendo, porém, o espirito maligno, disse: Conheço a Jesus, e bem sei quem é Paulo; porém vós quem sois | Mas o espírito maligno lhes respondeu: — Conheço Jesus e sei quem é Paulo; mas vocês, quem são? |
| 16 | E, saltando n'elles o homem em que estava o espirito maligno, e assenhoreando-se d'elles, poude mais do que elles; de tal maneira que, nús e feridos, fugiram d'aquella casa. | E o possuído do espírito maligno saltou sobre eles, dominando a todos e, de tal modo prevaleceu contra eles, que, nus e feridos, fugiram daquela casa. |
| 17 | E foi isto notorio a todos os que habitavam em Epheso, tanto judeos como gregos; e caiu temor sobre todos elles, e o nome do Senhor Jesus era engrandecido. | Este fato chegou ao conhecimento de todos os moradores de Éfeso, tanto judeus como gregos. Veio temor sobre todos eles, e o nome do Senhor Jesus era engrandecido. |
| 18 | E muitos dos que criam vinham, confessando e publicando os seus feitos. | Muitos dos que creram vieram confessando e denunciando publicamente as suas próprias obras. |
| 19 | Tambem muitos dos que seguiam artes curiosas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos, e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cincoenta mil peças de prata. | Também muitos dos que haviam praticado magia, reunindo os seus livros, os queimaram diante de todos. Calculado o valor dos livros, verificaram que chegava a cinquenta mil denários. |
| 20 | Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia. | Assim, a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente. |
| 21 | E, cumpridas estas coisas, Paulo propoz-se, em espirito, ir a Jerusalem, passando pela Macedonia e pela Achaia, dizendo: Depois que houver estado ali, importa-me vêr tambem Roma. | Depois destas coisas, Paulo resolveu, no seu espírito, ir a Jerusalém, passando pela Macedônia e Acaia. Ele dizia: — Depois de passar por Jerusalém, preciso ir também a Roma. |
| 22 | E, enviando á Macedonia dois d'aquelles que o serviam, Timotheo e Erasto, ficou elle por algum tempo na Asia. | Tendo enviado à Macedônia dois daqueles que o ajudavam, a saber, Timóteo e Erasto, permaneceu algum tempo na província da Ásia. |
| 23 | Porém, n'aquelle mesmo tempo, houve um não pequeno alvoroço ácerca do caminho do Senhor. | Por esse tempo, houve grande tumulto em Éfeso por causa do Caminho. |
| 24 | Porque um certo ourives da prata, por nome Demetrio, que fazia de prata nichos de Diana, dava não pouco lucro aos artifices, | Pois um ourives, chamado Demétrio, que fazia modelos de prata do templo de Diana e que dava muito lucro aos artífices, |
| 25 | Aos quaes, havendo-os ajuntado com os officiaes de obras similhantes, disse: Varões, vós bem sabeis que d'este officio temos a nossa prosperidade: | convocando-os juntamente com outros do mesmo ofício, disse-lhes: — Senhores, vocês sabem que a nossa prosperidade vem deste ofício. |
| 26 | E bem vêdes e ouvis que não só em Epheso, mas até quasi em toda a Asia, este Paulo tem persuadido e afastado uma grande multidão, dizendo que não são deuses os que se fazem com as mãos. | E agora vocês estão vendo e ouvindo que não só em Éfeso, mas em quase toda a província da Ásia, este Paulo tem persuadido e desencaminhado muita gente, afirmando que os deuses feitos por mãos humanas não são deuses de verdade. |
| 27 | E não sómente ha o perigo de que isto venha a servir-nos de desprezo, mas tambem de que o proprio templo da grande deusa Diana seja estimado em nada, e de que a sua magestade, a qual toda a Asia e o mundo inteiro veneram, venha a ser destruida. | Não somente há o perigo de que o nosso negócio caia em descrédito, como também de que o próprio templo da grande deusa Diana seja considerado sem valor, e que até venha a ser destruída a majestade daquela que toda a província da Ásia e o mundo adoram. |
| 28 | E, ouvindo-o, encheram-se de ira, e clamaram, dizendo: Grande é a Diana dos ephesios. | Ouvindo isto, ficaram furiosos e começaram a gritar: — Grande é a Diana dos efésios! |
| 29 | E encheu-se de confusão toda a cidade; e unanimes arremetteram ao theatro, arrebatando comsigo a Gaio e a Aristarcho, macedonios, companheiros de Paulo na viagem. | A confusão se espalhou pela cidade, e todos juntos foram correndo para o teatro, arrastando consigo os macedônios Gaio e Aristarco, companheiros de Paulo. |
| 30 | E, querendo Paulo apresentar-se ao povo, não lh'o permittiram os discipulos. | Quando Paulo quis apresentar-se ao povo, os discípulos não o permitiram. |
| 31 | E tambem alguns dos principaes da Asia, que eram seus amigos, lhe enviaram, rogando que não se apresentasse no theatro. | Também algumas autoridades da província, que eram amigos de Paulo, mandaram um recado, pedindo que ele não se arriscasse indo ao teatro. |
| 32 | Uns pois clamavam de uma maneira, outros d'outra, porque o ajuntamento era confuso; e os mais d'elles não sabiam por que causa se tinham ajuntado. | Uns, pois, gritavam de uma forma; outros, de outra; porque a assembleia tinha virado uma confusão. E, na sua maior parte, nem sabiam por que motivo estavam reunidos. |
| 33 | Então tiraram Alexandre d'entre a multidão, impellindo-o os judeos para diante; e Alexandre, acenando com a mão, queria dar razão d'isto ao povo. | Então tiraram Alexandre do meio da multidão, e os judeus o empurraram para a frente. Este, acenando com a mão, queria falar ao povo. |
| 34 | Porém, conhecendo que era judeo, todos unanimemente levantaram a voz, clamando por espaço de quasi duas horas: Grande é a Diana dos ephesios. | Quando, porém, reconheceram que ele era judeu, todos, a uma voz, gritaram durante quase duas horas: — Grande é a Diana dos efésios! |
| 35 | Então o escrivão da cidade, tendo apaziguado a multidão, disse: Varões ephesios, qual é o homem que não sabe que a cidade dos ephesios é a guardadora do templo da grande deusa Diana, e da imagem que desceu de Jupiter? | O escrivão da cidade, tendo apaziguado o povo, disse: — Senhores efésios, quem não sabe que a cidade de Éfeso é a guardiã do templo da grande Diana e da imagem que caiu do céu? |
| 36 | De sorte que, não podendo isto ser contradito, convém que vos applaqueis, e nada façaes temerariamente; | Ora, não podendo isto ser contestado, convém que vocês se mantenham calmos e não façam nada de forma precipitada; |
| 37 | Porque estes homens que aqui trouxestes nem são sacrilegos nem blasphemam da vossa deusa: | porque estes homens que vocês trouxeram para cá não profanaram o templo, nem blasfemam contra a nossa deusa. |
| 38 | Porém, se Demetrio e os artifices que estão com elle teem alguma coisa contra alguem, dão-se audiencias e ha proconsules: que se accusem uns aos outros; | Portanto, se Demétrio e os artífices que o acompanham têm alguma queixa contra alguém, saibam que existem os tribunais e os procônsules; que se acusem uns aos outros ali. |
| 39 | E, se alguma outra coisa demandaes, averiguar-se-ha em legitimo ajuntamento. | Mas, se vocês estão pleiteando alguma outra coisa, isso será decidido em assembleia regular. |
| 40 | Porque corremos perigo de que, por hoje, sejamos accusados de sedição, não havendo causa alguma com que possamos justificar este concurso. | Porque também corremos o risco de sermos, hoje, acusados de revolta, não havendo motivo algum que possamos alegar para justificar este ajuntamento. |
| 41 | E, tendo dito isto, despediu o ajuntamento. | E, havendo dito isto, dissolveu a assembleia. |