Juízes 15

Comparação de versões
Escolha as versões (até 4)
# OL NAA
1 Mais tarde, durante a ceifa do trigo, Sansão trouxe um cabrito ainda novo, como presente para a mulher de Timna, com a intenção de passar a noite com ela. Mas o pai da rapariga não o deixou entrar. Passado algum tempo, nos dias da colheita do trigo, Sansão, levando um cabrito, foi visitar a sua mulher. E dizia: — Vou entrar no quarto da minha mulher. Porém o pai dela não o deixou entrar
2 “Pensei que a odiavas”, explicou-lhe. “Por isso, casei-a com o teu companheiro que tinha servido de mestre de cerimónias. Mas repara, a irmã dela é mais nova e mais bonita. Casa antes com ela.” e lhe disse: — Eu realmente pensei que você tinha muito ódio por ela e, por isso, a dei ao seu companheiro. Mas você não concorda que a irmã mais nova é mais bonita do que ela? Fique com ela em lugar da outra.
3 Sansão ficou furioso: “Se é assim, não me poderão censurar pelo que venha a fazer!” Mas Sansão disse: — Desta vez sou inocente para com os filisteus, quando lhes fizer algum mal.
4 Então retirou-se; apanhou trezentas raposas, atou-lhes as caudas duas a duas e prendeu-lhes uma tocha. Então saiu, apanhou trezentas raposas e pegou um bom número de tochas. Amarrou as raposas duas a duas pela cauda e prendeu uma tocha em cada par.
5 Depois pegou fogo às tochas e largou as raposas nos campos dos filisteus, o que fez incendiar as searas e os molhos já atados, assim como as vinhas e os olivais. Pôs fogo nas tochas e largou as raposas nas plantações dos filisteus. Assim, incendiou tanto os feixes como o cereal que ainda estava por ser colhido, além das vinhas e dos olivais.
6 “Quem foi que fez isto?”, perguntavam os filisteus. “Sansão!”, era a resposta. “Por causa do sogro ter dado a mulher a outro.” Então os filisteus pegaram fogo à casa da rapariga que morreu, ela e o pai. Os filisteus perguntaram: — Quem fez isso? Responderam: — Sansão, o genro do timnita, porque o sogro lhe tirou a mulher e a deu ao amigo dele. Então os filisteus foram e queimaram a mulher e o pai dela.
7 “Pois agora vou vingar-me de vocês!”, prometeu Sansão. E Sansão disse a eles: — Se é assim que vocês fazem, não desistirei enquanto não me vingar.
8 Então atacou-os com fúria e matou um grande número deles. Depois foi viver numa gruta na rocha de Etã. E ele os atacou com fúria, matando muitos deles. Depois desceu e habitou numa caverna da rocha de Etã.
9 Os filisteus, por seu lado, enviaram uma vasta companhia de soldados contra Judá e atacaram Laí. Então os filisteus subiram e acamparam em Judá, espalhando-se por Leí.
10 “Porque estão a atacar-nos?”, perguntou a população de Judá. Os filisteus responderam: “Pretendemos capturar Sansão e fazer-lhe tanto como nos fez a nós.” Os homens de Judá perguntaram aos filisteus: — Por que vocês estão nos atacando? Responderam: — Viemos prender Sansão, para fazer com ele o mesmo que ele fez conosco.
11 Dessa forma, foram mandados 3000 homens de Judá para capturar Sansão na rocha de Etã. “Tu não vês como estás a prejudicar-nos?”, perguntaram-lhe. “Não te dás conta de que são os filisteus que nos dominam?” Mas Sansão replicou-lhes: “Apenas me vinguei daquilo que me fizeram.” Então três mil homens de Judá foram até a caverna da rocha de Etã e disseram a Sansão: — Você não sabia que os filisteus dominam sobre nós? Por que, então, você nos fez isto? Ele lhes respondeu: — Assim como fizeram comigo eu fiz com eles.
12 “Pois, por isso, viemos capturar-te e entregar-te aos filisteus.” Ao que ele replicou: “Prometam que não me matarão!” Os homens de Judá disseram a Sansão: — Viemos para amarrar você, para o entregar nas mãos dos filisteus. Sansão disse: — Jurem para mim que vocês não me matarão.
13 E eles responderam: “Prometemos que não faremos uma coisa dessas!” Então amarraram-no com duas cordas novas e mandaram-no seguir à frente. Eles lhe disseram: — Não! Nós somente vamos amarrar você e entregá-lo nas mãos dos filisteus. Mas de maneira nenhuma vamos matar você. Então o amarraram com duas cordas novas e o fizeram sair da caverna.
14 Quando chegaram a Laí, os filisteus gritaram de contentamento. Nessa altura, a força do SENHOR apoderou-se de Sansão e ele rebentou as cordas que o amarravam, que lhe caíram dos pulsos como se fossem fios de linho queimados pelo fogo! Quando Sansão chegou a Leí, os filisteus foram gritando ao encontro dele. Mas o Espírito do SENHOR de tal maneira se apossou de Sansão, que as cordas que ele tinha nos braços se tornaram como fios de linho queimados, e as amarras que ele tinha nas mãos se soltaram.
15 Pegou então na queixada dum jumento que ali estava no chão e matou com ela 1000 filisteus. Achou uma queixada de jumento, ainda fresca, pegou-a na mão e com ela matou mil homens.
16 Sansão, na sua alegria, fez o seguinte poema: “Eles vão caindo uns sobre os outros, aos montões! Tudo com uma queixada de jumento! Matei mil homens, tudo com uma queixada de jumento!” E disse: Com uma queixada de jumento um montão, outro montão. Com uma queixada de jumento matei mil homens.
17 Quando terminou, deitou fora a queixada. Aquele lugar ficou conhecido como Ramat-Laí (Colina da Queixada). Quando acabou de falar, jogou fora a queixada. E aquele lugar foi chamado de Ramate-Leí.
18 Depois, estando com muita sede, orou ao SENHOR: “Deste grande vitória por intermédio do teu servo! Será que irei agora morrer de sede e ficar à mercê destes pagãos?” Sentindo muita sede, Sansão clamou ao SENHOR e disse: — Por meio de teu servo deste esta grande salvação. Será que agora vou morrer de sede e cair nas mãos desses incircuncisos?
19 Então Deus fez sair água duma rocha. Sansão bebeu e ficou com as forças renovadas. Em consequência, passou a chamar-se àquele lugar En-Hacoré (a Fonte Daquele que Clama). Essa fonte ainda lá está hoje. Então o SENHOR fendeu a cavidade que estava em Leí, e dela saiu água. Sansão bebeu, recobrou alento e reviveu. Por isso aquele lugar se chama En-Hacoré até o dia de hoje.
20 Sansão foi juiz de Israel durante 20 anos, mas os filisteus ainda controlavam a terra. Sansão julgou Israel, nos dias dos filisteus, durante vinte anos.