Juízes 8

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# ALM1911 NAA
1 Então os homens d'Ephraim lhes disseram: Que é isto que nos fizeste, que não nos chamas te, quando foste pelejar contra os midianitas? E contenderam com elle fortemente. Então os homens de Efraim disseram a Gideão: — Que é isto que você fez conosco, não nos chamando quando foi lutar contra os midianitas? E discutiram fortemente com ele.
2 Porém elle lhes disse: Que mais fiz eu agora do que vós? não são porventura os rabiscos d'Ephraim melhores do que a vindima d'Abiezer? Porém ele lhes disse: — Que mais fiz eu, agora, do que vocês? Não é fato que os poucos cachos de uvas deixados por Efraim são melhores do que toda a colheita de Abiezer?
3 Deus vos deu na vossa mão aos principes dos midianitas, Oreb e Zeeb; que mais pude eu logo fazer do que vós? então a sua ira se abrandou para com elle, quando fallou esta palavra. Deus entregou nas mãos de vocês os príncipes dos midianitas, Orebe e Zeebe. O que pude eu fazer em comparação com o que vocês fizeram? Depois de ele dizer isto, abrandou-se a ira deles contra Gideão.
4 E, como Gideon veiu ao Jordão, passou com os trezentos homens que com elle estavam, já cançados, mas ainda perseguindo. Quando Gideão chegou ao Jordão, passou com os trezentos homens que com ele estavam, cansados mas ainda perseguindo os inimigos.
5 E disse aos homens de Succoth: Dae, peço-vos, alguns pedaços de pão ao povo, que segue as minhas pisadas: porque estão cançados, e eu vou em alcance de Zebah e Salmuna, reis dos midianitas. E disse aos homens de Sucote: — Por favor, deem alguns pães para estes que me seguem, pois estão cansados, e eu vou ao encalço de Zeba e Salmuna, reis dos midianitas.
6 Porém os principes de Succoth disseram: Está já a palma da mão de Zebah e Salmuna na tua mão, para que demos pão ao teu exercito? Porém os chefes de Sucote disseram: — Será que você já tem Zeba e Salmuna em seu poder, para que demos pão ao exército que está com você?
7 Então disse Gideon: Pois quando o Senhor dér na minha mão a Zebah e a Salmuna, trilharei a vossa carne com os espinhos do deserto, e com os abrolhos. Então Gideão disse: — Por isso, quando o SENHOR entregar Zeba e Salmuna nas minhas mãos, rasgarei a carne de vocês com espinheiros e outras plantas do deserto.
8 E d'ali subiu a Penuel, e fallou-lhes da mesma maneira: e os homens de Penuel lhe responderam como os homens de Succoth lhe haviam respondido. Dali Gideão foi a Penuel e fez o mesmo pedido aos homens daquele lugar. Mas esses de Penuel lhe responderam como os homens de Sucote lhe haviam respondido.
9 Pelo que tambem fallou aos homens de Penuel, dizendo: Quando eu voltar em paz, derribarei esta torre. Por isso também falou aos homens de Penuel, dizendo: — Quando eu voltar em paz, derrubarei esta torre.
10 Estavam pois Zebah e Salmuna em Carcor, e os seus exercitos com elles, uns quinze mil homens, todos os que ficavam do exercito dos filhos do oriente: e os que cairam foram cento e vinte mil homens, que arrancavam a espada. Ora, Zeba e Salmuna estavam em Carcor com os seus exércitos, uns quinze mil homens, todos os que restaram do exército de povos do Oriente, pois cento e vinte mil homens que puxavam da espada tinham sido mortos.
11 E subiu Gideon pelo caminho dos que habitavam em tendas, para o oriente de Nobah e Jogbehah: e feriu aquelle exercito, porquanto o exercito estava descuidado. Gideão foi pelo caminho dos nômades, a leste de Noba e Jogbeá, e atacou aquele exército de surpresa.
12 E fugiram Zebah e Salmuna; porém elle os perseguiu, e tomou presos a ambos os reis dos midianitas a Zebah e a Salmuna, e afugentou a todo o exercito. Zeba e Salmuna fugiram, mas Gideão os perseguiu. Ele prendeu os dois reis dos midianitas, Zeba e Salmuna, e deixou todo aquele exército em pânico.
13 Voltando pois Gideon, filho de Joás, da peleja, antes do nascer do sol, Quando Gideão, filho de Joás, voltou da batalha, pela subida de Heres,
14 Tomou preso a um moço dos homens de Succoth, e lhe fez perguntas: o qual descreveu os principes de Succoth, e os seus anciãos, setenta e sete homens. prendeu um moço de Sucote e lhe fez perguntas. E o moço deu por escrito o nome dos chefes e anciãos de Sucote, setenta e sete homens.
15 Então veiu aos homens de Succoth, e disse: Vedes aqui a Zebah e a Salmuna, dos quaes desprezivelmente me deitastes em rosto, dizendo: Está já a palma da mão de Zebah e Salmuna na tua mão, para que dêmos pão aos teus homens, já cançados? Então Gideão foi falar com os homens de Sucote e lhes disse: — Vejam! Aqui estão Zeba e Salmuna, a respeito dos quais vocês zombaram de mim, dizendo: “Será que você já tem Zeba e Salmuna em seu poder, para que demos pão aos seus homens cansados?”
16 E tomou os anciãos d'aquella cidade, e os espinhos do deserto, e os abrolhos: e com elles ensinou aos homens de Succoth. E prendeu os anciãos da cidade. Pegou espinheiros e outras plantas do deserto e, com eles, deu severa lição aos homens de Sucote.
17 E derribou a torre de Penuel, e matou os homens da cidade. Derrubou a torre de Penuel e matou os homens da cidade.
18 Depois disse a Zebah e a Salmuna: Que homens eram os que matastes em Tabor? E disseram: Qual tu, taes eram elles; cada um ao parecer, como filhos d'um rei. Depois perguntou a Zeba e a Salmuna: — Como eram os homens que vocês mataram em Tabor? E eles responderam: — Como você, assim eram eles; cada um se parecia com um filho de rei.
19 Então disse elle: Meus irmãos eram, filhos de minha mãe: vive o Senhor, que, se os tivesseis deixado em vida, eu não vos mataria a vós Gideão disse: — Eram meus irmãos, filhos de minha mãe. Tão certo como vive o SENHOR, se vocês os tivessem deixado com vida, eu não mataria vocês.
20 E disse a Jether, seu primogenito: Levanta-te, mata-os. Porém o mancebo não arrancou da sua espada, porque temia; porquanto ainda era mancebo. E disse a Jéter, seu primogênito: — Levante-se e mate-os. Porém o moço não arrancou da sua espada, porque teve medo, pois ainda era jovem.
21 Então disseram Zebah e Salmuna: Levanta-te tu, e accommette-nos; porque, qual o homem, tal a sua valentia. Levantou-se pois Gideon, e matou a Zebah e a Salmuna, e tomou as lunetas, que estavam aos pescoços dos seus camelos. Então Zeba e Salmuna disseram: — Venha você mesmo e nos mate. Pois o homem é conhecido por sua valentia. Gideão foi, matou Zeba e Salmuna e pegou os ornamentos em forma de meia-lua que estavam no pescoço dos camelos deles.
22 Então os homens de Israel disseram a Gideon: Domina sobre nós, tanto tu, como teu filho e o filho de teu filho: porquanto nos livraste da mão dos midianitas. Então os homens de Israel disseram a Gideão: — Domine sobre nós, tanto você como o seu filho e o filho de seu filho, porque você nos livrou do poder dos midianitas.
23 Porém Gideon lhes disse: Sobre vós eu não dominarei, nem tão pouco meu filho sobre vós dominará: o Senhor sobre vós dominará. Porém Gideão lhes disse: — Não dominarei sobre vocês, nem tampouco meu filho dominará sobre vocês. O SENHOR Deus dominará sobre vocês.
24 E disse-lhes mais Gideon: Uma petição vos farei: dae-me cada um de vós os pendentes do seu despojo (porque tinham pendentes de oiro, porquanto eram ishmaelitas). E Gideão continuou: — Mas quero fazer um pedido: que cada um de vocês me dê as argolas do seu despojo. É que os midianitas tinham argolas de ouro, pois eram ismaelitas.
25 E disseram elles: De boamente os daremos. E estenderam uma capa, e cada um d'elles deitou ali um pendente do seu despojo. Então eles responderam: — De bom grado as daremos. E estenderam uma capa, e cada um deles colocou ali uma argola do seu despojo.
26 E foi o pezo dos pendentes d'oiro, que pediu, mil e setecentos siclos d'oiro, afóra as lunetas, e as cadeias, e os vestidos de purpura, que traziam os reis dos midianitas, e afóra as colleiras que os camelos traziam ao pescoço. O peso das argolas de ouro que pediu foi de uns vinte quilos de ouro — sem contar os ornamentos em forma de meia-lua, os pendentes e as roupas de púrpura que os reis dos midianitas usavam, e sem contar os ornamentos que os camelos traziam ao pescoço.
27 E fez Gideon d'elle um ephod, e pôl-o na sua cidade, em Ophra; e todo o Israel fornicou ali após d'elle: e foi por tropeço a Gideon e á sua casa. Disso Gideão fez uma estola sacerdotal e a pôs na sua cidade, em Ofra. E todo o Israel se prostituiu ali, adorando essa estola. E isso veio a ser um tropeço para Gideão e toda a sua casa.
28 Assim foram abatidos os midianitas diante dos filhos d'Israel, e nunca mais levantaram a sua cabeça: e socegou a terra quarenta annos nos dias de Gideon. Assim, os midianitas foram subjugados pelos filhos de Israel e nunca mais levantaram a cabeça. E a terra ficou em paz durante quarenta anos nos dias de Gideão.
29 E foi-se Jerubbaal, filho de Joás, e habitou em sua casa. Jerubaal, filho de Joás, retirou-se e ficou morando em sua casa.
30 E teve Gideon setenta filhos, que procederam da sua côxa: porque tinha muitas mulheres. Gideão teve setenta filhos, todos provindos dele, porque tinha muitas mulheres.
31 E sua concubina, que estava em Sichem, lhe pariu tambem um filho: e poz-lhe por nome Abimelech. A sua concubina, que morava em Siquém, lhe deu também à luz um filho, e ele lhe deu o nome de Abimeleque.
32 E falleceu Gideon, filho de Joás, n'uma boa velhice: e foi sepultado no sepulchro de seu pae Joás, em Ophra dos abi-ezritas. Gideão, filho de Joás, morreu em boa velhice e foi sepultado no túmulo de Joás, seu pai, em Ofra, cidade da família de Abiezer.
33 E succedeu que, como Gideon falleceu, os filhos d'Israel se tornaram, e fornicaram após dos baalins: e pozeram a Baal-berith por deus. Depois que Gideão morreu, os filhos de Israel voltaram a se prostituir com os baalins e puseram Baal-Berite por deus.
34 E os filhos d'Israel se não lembraram do Senhor seu Deus, que os livrara da mão de todos os seus inimigos em redor. Os filhos de Israel não se lembraram do SENHOR, seu Deus, que os havia livrado do poder de todos os seus inimigos ao redor.
35 Nem usaram de beneficencia com a casa de Jerubbaal, a saber, de Gideon, conforme a todo o bem que elle usara com Israel. Também não usaram de bondade com a casa de Jerubaal, a saber, Gideão, segundo todo o bem que ele tinha feito a Israel.