Rute 2
Comparação de versões
| # | ALM1911 | NAA |
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| 1 | E tinha Noemi um parente de seu marido, homem valente e poderoso, da geração de Elimelech: e era o seu nome Boaz. | Noemi tinha um parente de seu marido, dono de muitos bens, da família de Elimeleque, o qual se chamava Boaz. |
| 2 | E Ruth a moabita disse a Noemi: Deixa-me ir ao campo, e apanharei espigas após d'aquelle em cujos olhos eu achar graça. E ella lhe disse: Vae, minha filha. | Rute, a moabita, disse a Noemi: — Deixe-me ir ao campo para apanhar espigas atrás daquele que me permitir fazer isso. Noemi respondeu: — Vá, minha filha! |
| 3 | Foi pois, e chegou, e apanhava espigas no campo após dos segadores: e caiu-lhe em sorte uma parte do campo de Boaz, que era da geração de Elimelech. | Ela se foi, chegou ao campo e apanhava espigas atrás dos ceifeiros. Por casualidade entrou na parte do campo que pertencia a Boaz, que era da família de Elimeleque. |
| 4 | E eis que Boaz veiu de Beth-lehem, e disse aos segadores: O Senhor seja comvosco. E disseram-lhe elles: O Senhor te abençoe. | Eis que Boaz veio de Belém e disse aos ceifeiros: — Que o SENHOR esteja com vocês! E eles responderam: — Que o SENHOR o abençoe! |
| 5 | Depois disse Boaz a seu moço, que estava posto sobre os segadores: De quem é esta moça? | Depois, Boaz perguntou ao servo encarregado dos ceifeiros: — De quem é essa moça? |
| 6 | E respondeu o moço, que estava posto sobre os segadores, e disse: Esta é a moça moabita que voltou com Noemi dos campos de Moab. | O servo respondeu: — Essa é a moça moabita que veio com Noemi da terra de Moabe. |
| 7 | Disse-me ella: Deixa-me colher espigas, e ajuntal-as entre as gavellas após dos segadores. Assim ella veiu, e desde pela manhã está aqui até agora, a não ser um pouco que esteve sentada em casa | Ela me pediu que a deixasse recolher espigas e ajuntá-las entre os feixes após os ceifeiros. Assim, ela veio e ficou aqui desde a manhã até agora. Só parou um pouco para descansar no abrigo. |
| 8 | Então disse Boaz a Ruth: Não ouves, filha minha? não vás colher a outro campo, nem tão pouco passes d'aqui: porém aqui te ajuntarás com as minhas moças. | Então Boaz disse a Rute: — Escute, minha filha, você não precisa ir colher em outro campo, nem se afastar daqui. Fique aqui com as minhas servas. |
| 9 | Os teus olhos estarão attentos no campo que segarem, e irás após d'ellas; não dei ordem aos moços, que te não toquem? tendo tu sede, vae aos vasos, e bebe do que os moços tirarem. | Fique atenta ao campo onde forem colher e vá atrás delas. Eu dei ordem aos servos para que não toquem em você. Quando você ficar com sede, vá até as vasilhas e beba da água que os servos tiraram. |
| 10 | Então ella caiu sobre o seu rosto, e se inclinou á terra: e disse-lhe: Porque achei graça em teus olhos, para que faças caso de mim, sendo eu uma estrangeira? | Então Rute se inclinou e, encostando o rosto no chão, disse a Boaz: — Por que o senhor está me favorecendo e se importa comigo, se eu sou uma estrangeira? |
| 11 | E respondeu Boaz, e disse-lhe: Bem se me contou quanto fizeste a tua sogra, depois da morte de teu marido: e deixaste a teu pae e a tua mãe, e a terra onde nasceste, e vieste para um povo que d'antes não conheceste. | Boaz respondeu: — Já me contaram tudo o que você fez pela sua sogra, depois que você perdeu o marido. Sei que você deixou pai, mãe e a terra onde nasceu e veio para um povo que antes disso você não conhecia. |
| 12 | O Senhor galardoe o teu feito: e seja cumprido o teu galardão do Senhor Deus de Israel, sob cujas azas te vieste abrigar. | O SENHOR lhe pague pelo bem que você fez. Que você receba uma grande recompensa do SENHOR, Deus de Israel, sob cujas asas você veio buscar refúgio. |
| 13 | E disse ella: Ache eu graça em teus olhos, senhor meu, pois me consolaste, e pois fallaste ao coração da tua serva, não sendo eu ainda como uma das tuas creadas. | Então Rute disse: — Meu caro senhor, você está me favorecendo muito, pois me consolou e falou ao coração desta sua serva, e eu nem mesmo sou como uma das suas servas. |
| 14 | E, sendo já horas de comer, disse-lhe Boaz: Achega-te aqui, e come do pão, e molha o teu bocado no vinagre. E ella se assentou ao lado dos segadores, e elle lhe deu do trigo tostado, e comeu, e se fartou, e ainda lhe sobejou. | Na hora de comer, Boaz disse a Rute: — Venha para cá e coma do pão. Molhe o seu bocado no vinho. Ela se sentou ao lado dos ceifeiros, e Boaz lhe deu grãos tostados de cereais. Ela comeu até ficar satisfeita, e ainda sobrou. |
| 15 | E, levantando-se ella a colher, Boaz deu ordem aos seus moços, dizendo: Até entre as gavelas deixae-a colher, e não lh'o embaraceis. | Quando ela se levantou para ir apanhar espigas, Boaz deu esta ordem aos seus servos: — Deixem que ela apanhe espigas até no meio dos feixes e não sejam rudes com ela. |
| 16 | E deixae cair alguns punhados, e deixae-os ficar, para que os colha, e não a reprehendaes. | Tirem também algumas espigas dos feixes e deixem cair, para que ela as apanhe, e não a repreendam. |
| 17 | E esteve ella apanhando n'aquelle campo até á tarde: e debulhou o que apanhou, e foi quasi um epha de cevada. | E assim Rute esteve apanhando espigas naquele campo até de tarde. Depois debulhou o que havia apanhado, e foi quase vinte litros de cevada. |
| 18 | E tomou-o, e veiu á cidade; e viu sua sogra o que tinha apanhado: tambem tirou, e deu-lhe o que lhe sobejara depois de fartar-se. | Ela pegou o cereal e voltou para a cidade. E a sogra viu o quanto de cereal ela havia conseguido apanhar. Rute também deu para a sogra a comida que lhe havia sobrado, depois que ela comeu até ficar satisfeita. |
| 19 | Então disse-lhe sua sogra: Onde colheste hoje, e onde trabalhaste? bemdito seja aquelle que te reconheceu. E relatou a sua sogra com quem tinha trabalhado, e disse: O nome do homem com quem hoje trabalhei é Boaz. | Então Noemi perguntou: — Onde você foi colher hoje? Onde trabalhou? Bendito seja aquele que acolheu você com tanta generosidade! E Rute contou à sua sogra onde havia trabalhado. E acrescentou: — O nome do homem com quem trabalhei hoje é Boaz. |
| 20 | Então Noemi disse a sua nora: Bemdito seja do Senhor, que ainda não tem deixado a sua beneficencia nem para com os vivos nem para com os mortos. Disse-lhe mais Noemi: Este homem é nosso parente chegado, e um d'entre os nossos remidores. | Então Noemi disse à sua nora: — Que ele seja abençoado pelo SENHOR Deus, que não deixou de ser bondoso, nem para com os vivos nem para com os mortos. E Noemi acrescentou: — Esse homem é nosso parente chegado e um dos nossos resgatadores. |
| 21 | E disse Ruth, a moabita: Tambem ainda me disse: Com os moços que tenho te ajuntarás, até que acabem toda a sega que tenho. | Então Rute, a moabita, disse: — Ele também me disse que eu posso continuar com os servos dele, até que eles terminem de fazer a colheita. |
| 22 | E disse Noemi a sua nora, Ruth: Melhor é, filha minha, que saias com as suas moças, para que n'outro campo não te encontrem. | Noemi respondeu: — É melhor mesmo que você vá com as servas dele, minha filha. Noutro campo, poderiam maltratar você. |
| 23 | Assim, ajuntou-se com as moças de Boaz, para colher até que a sega das cevadas e dos trigos se acabou; e ficou com a sua sogra. | Assim Rute ficou na companhia das servas de Boaz, para apanhar espigas, até que a colheita da cevada e do trigo se acabou. E continuou morando com a sua sogra. |