Harmonia dos Evangelhos Prisão, julgamento e crucificação · 150 de 171

Diante de Caifás e do Sinédrio

Falsas testemunhas depõem; Jesus afirma ser o Cristo, é acusado de blasfêmia e maltratado.

Mateus

Mateus 26.57-68

26.57 E os que prenderam Jesus o levaram à casa de Caifás, o sumo sacerdote, onde se haviam reunido os escribas e os anciãos.

26.58 Pedro o seguia de longe até o pátio do sumo sacerdote. E, tendo entrado, assentou-se entre os servos, para ver como aquilo ia terminar.

26.59 E os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte.

26.60 E não acharam, apesar de terem sido apresentadas muitas testemunhas falsas. Mas, afinal, compareceram duas, afirmando:

26.61 — Este disse: “Posso destruir o santuário de Deus e reconstruí-lo em três dias.”

26.62 E, levantando-se o sumo sacerdote, perguntou a Jesus: — Você não diz nada em resposta ao que estes depõem contra você?

26.63 Jesus, porém, guardou silêncio. E o sumo sacerdote lhe disse: — Eu exijo que nos diga, tendo o Deus vivo por testemunha, se você é o Cristo, o Filho de Deus.

26.64 Jesus respondeu: — É o senhor mesmo quem está dizendo isso. Mas eu lhes digo que, desde agora, vocês verão o Filho do Homem sentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu.

26.65 Então o sumo sacerdote rasgou as suas vestes e disse: — Blasfemou! Por que ainda precisamos de testemunhas? Eis que agora mesmo vocês ouviram a blasfêmia!

26.66 O que vocês acham? E eles responderam: — É réu de morte.

26.67 Então alguns cuspiram no rosto de Jesus e bateram nele. E outros o esbofeteavam, dizendo:

26.68 — Profetize para nós, ó Cristo! Quem foi que bateu em você?

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Marcos

Marcos 14.53-65

14.53 E levaram Jesus ao sumo sacerdote, e então se reuniram todos os principais sacerdotes, os anciãos e os escribas.

14.54 Pedro seguiu Jesus de longe até o interior do pátio do sumo sacerdote e estava assentado entre os servos, aquentando-se ao fogo.

14.55 E os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho contra Jesus para o condenar à morte, mas não achavam nada.

14.56 Pois muitos testemunhavam falsamente contra Jesus, mas os depoimentos não eram coerentes.

14.57 E, levantando-se alguns, testemunhavam falsamente, dizendo:

14.58 — Nós o ouvimos declarar: “Eu destruirei este santuário edificado por mãos humanas e, em três dias, construirei outro, não por mãos humanas.”

14.59 Nem assim o testemunho deles era coerente.

14.60 E, levantando-se o sumo sacerdote, no meio, perguntou a Jesus: — Você não diz nada em resposta ao que estes depõem contra você?

14.61 Jesus, porém, guardou silêncio e nada respondeu. O sumo sacerdote tornou a interrogá-lo: — Você é o Cristo, o Filho do Deus Bendito?

14.62 Jesus respondeu: — Eu sou, e vocês verão o Filho do Homem sentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu.

14.63 O sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: — Por que ainda precisamos de testemunhas?

14.64 Vocês ouviram a blasfêmia. Qual é o parecer de vocês? E todos o julgaram réu de morte.

14.65 Alguns começaram a cuspir nele, a cobrir-lhe o rosto, a bater nele e a dizer-lhe: — Profetize! E os guardas davam-lhe bofetadas.

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Lucas

Lucas 22.63-65

22.63 Os homens que detinham Jesus zombavam dele, davam-lhe pancadas e,

22.64 colocando uma venda sobre os olhos dele, diziam: — Profetize! Quem foi que bateu em você?

22.65 E muitas outras coisas diziam contra ele, blasfemando.

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