Lucas 12.1-21
12.1 Visto que milhares de pessoas se aglomeraram, a ponto de se atropelarem umas às outras, Jesus começou a dizer, antes de tudo, aos seus discípulos: — Cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia.
12.2 Não há nada encoberto que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a ser conhecido.
12.3 Porque tudo o que vocês disseram às escuras será ouvido em plena luz; e o que disseram ao pé do ouvido no interior da casa será proclamado dos telhados.
12.4 — Digo a vocês, meus amigos: não temam os que matam o corpo e, depois disso, nada mais podem fazer.
12.5 Eu, porém, vou mostrar a quem vocês devem temer: temam aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno. Sim, digo que a esse vocês devem temer.
12.6 — Não se vendem cinco pardais por duas moedinhas? Entretanto, Deus não se esquece de nenhum deles.
12.7 Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Não temam! Vocês valem bem mais do que muitos pardais.
12.8 — Digo mais a vocês: todo aquele que me confessar diante dos outros, também o Filho do Homem o confessará diante dos anjos de Deus;
12.9 mas o que me negar diante das pessoas será negado diante dos anjos de Deus.
12.10 Todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do Homem, isso lhe será perdoado; mas, para o que blasfemar contra o Espírito Santo, não haverá perdão.
12.11 — Quando levarem vocês às sinagogas ou à presença de governadores e autoridades, não se preocupem quanto à maneira como irão responder, nem quanto às coisas que tiverem de falar.
12.12 Porque o Espírito Santo lhes ensinará, naquela mesma hora, as coisas que vocês devem dizer.
12.13 Nesse ponto, um homem que estava no meio da multidão disse a Jesus: — Mestre, diga a meu irmão que reparta comigo a herança.
12.14 Mas Jesus lhe respondeu: — Homem, quem me nomeou juiz ou repartidor entre vocês?
12.15 Então lhes recomendou: — Tenham cuidado e não se deixem dominar por qualquer tipo de avareza, porque a vida de uma pessoa não consiste na abundância dos bens que ela tem.
12.16 E Jesus lhes contou ainda uma parábola, dizendo: — O campo de um homem rico produziu com abundância.
12.17 Então ele começou a pensar: “Que farei, pois não tenho onde armazenar a minha colheita?”
12.18 Até que disse: “Já sei! Destruirei os meus celeiros, construirei outros maiores e aí armazenarei todo o meu produto e todos os meus bens.
12.19 Então direi à minha alma: ‘Você tem em depósito muitos bens para muitos anos; descanse, coma, beba e aproveite a vida.’”
12.20 Mas Deus lhe disse: “Louco! Esta noite lhe pedirão a sua alma; e o que você tem preparado, para quem será?”
12.21 — Assim é o que ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico para com Deus.
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