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1
O meu espírito está quebrantado, os meus dias se extinguem, a sepultura me está preparada!
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2
Deveras estou cercado de zombadores, e os meus olhos contemplam a sua provocação!
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3
Dá-me, peço-te, um penhor, e sê o meu fiador para contigo; quem mais há que me dê a mão?
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4
Porque aos seus corações encobriste o entendimento, pelo que não os exaltarás.
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5
Quem entrega os seus amigos como presa, os olhos de seus filhos desfalecerão.
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6
Mas a mim me pôs por motejo dos povos; tornei-me como aquele em cujo rosto se cospe.
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7
De mágoa se escureceram os meus olhos, e todos os meus membros são como a sombra.
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8
Os retos pasmam disso, e o inocente se levanta contra o ímpio.
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9
Contudo o justo prossegue no seu caminho e o que tem mãos puras vai crescendo em força.
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10
Mas tornai vós todos, e vinde, e sábio nenhum acharei entre vós.
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11
Os meus dias passaram, malograram-se os meus propósitos, as aspirações do meu coração.
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12
Trocam a noite em dia; dizem que a luz está perto das trevas. el,
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13
Se eu olhar o Seol como a minha casa, se nas trevas estender a minha cama,
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14
se eu clamar à cova: Tu és meu pai; e aos vermes: Vós sois minha mãe e minha irmã;
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15
onde está então a minha esperança? Sim, a minha esperança, quem a poderá ver?
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16
Acaso descerá comigo até os ferrolhos do Seol? Descansaremos juntos no pó?
Recurso de Estudo
Versículos 1-9: Jó apela a Deus; 10-16. Sua esperança não está na vida, mas na morte.
Vv. 1-9. Jó reflete sobre as severas censuras que seus amigos lhe fizeram e, ao ver-se como homem moribundo, apela a Deus. Nosso tempo acabar-se-á. Devemos remir cuidadosamente o tempo e dedicá-lo a prepararmo-nos para a eternidade. Das aflições de Jó, por parte de Deus, dos amigos e dos inimigos, vemos o bom uso que o justo deve fazer delas. Ao invés de desanimarmos, em relação ao serviço de Deus, devemos recobrar o ânimo para preservá-lo em meio à aflição. Os que fixam os seus olhos no céu como sua meta, manterão seu andar nos caminhos da fé, independente das dificuldades e decepções com que possam deparar-se.
Vv. 10-16. Os amigos de Jó pretendiam consolá-lo com a esperança de seu retorno a uma situação próspera. observamos que quem busca consolação com o desejo de se recuperar neste mundo, não desempenha com sabedoria a tarefa de consolar o aflito. A nossa sabedoria é consolar a nós mesmos e aos demais em meio a aflição, com o que não falharão a promessa de Deus, seu amor e graça, e uma bem fundamentada esperança de vida eterna. Observe como Jó se reconcilia com a sepultura. Que isto dê aos crentes a tranquilidade de morrer, algo parecido com alguém ir para a cama quando se está esgotado e se quer deitar. Por que não ir voluntariamente quando o Pai nos chama? Recordemos que os nossos corpos estão ligados à corrupção, ao verme e ao pó; e busquemos esta esperança viva, que se cumprirá quando a esperança dos ímpios for lançada nas trevas; e quando nossos corpos estiverem no sepulcro, nossas almas desfrutarão o repouso reservado para o povo de Deus.
Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público