• 1 Tributai ao Senhor, ó filhos dos poderosos, tributai ao Senhor glória e força.
  • 2 Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome; adorai o Senhor vestidos de trajes santos.
  • 3 A voz do Senhor ouve-se sobre as águas; o Deus da glória troveja; o Senhor está sobre as muitas águas.
  • 4 A voz do Senhor é poderosa; a voz do Senhor é cheia de majestade.
  • 5 A voz do Senhor quebra os cedros; sim, o Senhor quebra os cedros do Líbano.
  • 6 Ele faz o Líbano saltar como um bezerro; e Siriom, como um filhote de boi selvagem.
  • 7 A voz do Senhor lança labaredas de fogo.
  • 8 A voz do Senhor faz tremer o deserto; o Senhor faz tremer o deserto de Cades.
  • 9 A voz do Senhor faz as corças dar à luz, e desnuda as florestas; e no seu templo todos dizem: Glória!
  • 10 O Senhor está entronizado sobre o dilúvio; o Senhor se assenta como rei, perpetuamente.
  • 11 O Senhor dará força ao seu povo; o Senhor abençoará o seu povo com paz.

Exortação a glorificar a Deus. Os poderosos e os respeitáveis da terra estão especialmente obrigados a honrar e adorar a Deus; porém, poucos procuram adorá-lo na beleza de sua santidade. Quando vamos a Ele como o Redentor dos pecadores, em arrependimento, fé e amor, Ele aceita os nossos defeituosos serviços, perdoa o pecado que nos alcança, e aprova a medida de santidade que o Espírito santo nos capacita a desempenhar. Aqui temos a natureza da adoração religiosa; é tributar ao Senhor a glória devida ao seu nome. Devemos ser santos em todos os nossos serviços religiosos, consagrados a Deus, à sua vontade e à sua glória. Existe beleza na santidade, e esta ornamenta todos os atos de adoração. Aqui o salmista estabelece o domínio de Deus no reino da natureza. Podemos ver e ouvir sobre a sua glória no trovão, nos raios e na tormenta. Que os nossos corações sejam, por esta razão, repletos de pensamentos grandiosos, elevados e honrosos diante de Deus, na santa adoração àquEle para quem a piedade é tão importante. O poder do raio iguala-se ao terror do trono. O terror causado por estes efeitos do poder divino devem nos fazer lembrar do grandioso poder de Deus, da fraqueza do ser humano, e da condição indefesa e desesperada dos homens maus no dia do juízo. Porém, os efeitos da Palavra Divina na alma dos homens, sob o poder do Espírito Santo, são muito maiores do que os efeitos das tormentas que abalam o mundo natural. Ante o poder da Palavra, os mais fortes tremem, os mais orgulhosos são derribados, os segredos dos corações vêm à luz, os pecadores convertem-se, o selvagem sensual e imundo torna-se inofensivo, amável e puro. Se temos ouvido a voz de Deus e se temos fugido a refugiar-nos na esperança posta diante de nós, recordemo-nos que os filhos não têm que temer a voz de seu Pai, quando Ele fala irado aos seus inimigos. Enquanto os que não têm refúgio tremem, os que permanecem no refúgio que Ele designou bendigam-no por sua segurança. Assim podemos esperar com tranquilidade o dia do juízo, seguros como Noé na arca.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

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