• 1 Deus meu, salve-me dos meus inimigos! Não deixe que eles me alcancem.
  • 2 Salve-me daqueles que vivem fazendo o mal; salve-me dos homens violentos e assassinos.
  • 3 Eles fazem planos cuidadosos para me matar à traição. Nada fiz de errado contra eles, mas os poderosos se ajuntam para me destruir, ó SENHOR!
  • 4 Sou inocente, mas assim mesmo eles vêm me atacar. Senhor, levante-se, veja o que está acontecendo e venha me ajudar.
  • 5 Ó SENHOR, Deus dos Exércitos, ó Deus de Israel! Desperte e venha enfrentar todas as nações inimigas! Não tenha pena de ninguém que faz da maldade o seu modo de vida!
  • 6 Quando anoitece, eles vêm rondar a cidade e tentar descobrir onde estou, rosnando como cachorros bravos.
  • 7 Gritam ofensas e ameaças terríveis, e dizem: “Quem nos ouvirá?”
  • 8 Mas o SENHOR vai rir dessa gente. Também vai zombar das nações inimigas de Israel.
  • 9 Ó Deus, minha força, o Senhor é a minha esperança! O Senhor me protege, e fico em perfeita segurança.
  • 10 O meu Deus fiel virá ao meu encontro e permitirá que eu triunfe sobre os meus inimigos.
  • 11 Não acabe com eles de uma vez para que o povo não esqueça depressa a lição. Com o seu poder, espalhe meus inimigos pela terra, e abata-os, ó Senhor, nosso escudo!
  • 12 Que eles sejam as vítimas de suas próprias palavras e do seu orgulho! Pelas maldições e mentiras que pronunciaram,
  • 13 castigue-os com toda a sua ira. Acabe com eles até que não mais existam! Assim todos saberão que Deus governará Israel e reinará até os confins da terra!
  • 14 Quando anoitece, os meus inimigos vêm rondar a cidade, rosnando como cachorros bravos.
  • 15 Andam de lá para cá, procurando comida. Nunca acham o suficiente, e por isso ficam uivando.
  • 16 Quanto a mim, cantarei louvores à sua força, Senhor; de manhã louvarei bem alto o seu amor, pois o Senhor tem sido meu refúgio, onde eu fico em segurança no dia do sofrimento.
  • 17 Ó Deus, força minha, sempre louvarei o Senhor, porque tem sido o meu refúgio, o Deus que sempre mostra seu grande amor por mim.

Versículos 1-7: Davi pede que seja livre de seus inimigos; 8-17: Prevê a destruição deles.

Vv. 1-7. Nestes termos, podemos ouvir a voz de Davi, quando estava preso em sua própria casa; a voz do Senhor Jesus Cristo quando estava rodeado por seus inimigos, sem qualquer misericórdia; a voz da Igreja, quando está cercada pelo mundo; e a voz do cristão submetido à tentação, aflição e perseguição. Assim, pois, devemos orar fervorosamente a cada dia, para que sejamos defendidos e livres de nossos inimigos espirituais, da tentação de Satanás e da corrupção de nossos próprios corações. Temamos sofrer como malfeitores, e nunca nos envergonhemos de odiar a iniquidade. Os iníquos não consideram o que dizem, nem crêem que Deus levará em conta suas palavras. No lugar onde não há o temor a Deus, nada há que assegure a devida consideração por seu nome.

Vv. 8-17. É nossa sabedoria e dever esperarmos em Deus nos momentos de perigo e dificuldade, porque Ele é a nossa defesa, em quem estaremos a salvo. É muito consolador para nós que, quando orarmos, contemplemos o Senhor como o Deus de nossa misericórdia, Autor de todo o bem que existe em nós, e Doador de tudo o que é bom para nós. O ímpio jamais se sentirá satisfeito, o que é ainda a pior miséria em uma situação de pobreza. se o homem que se sente contente não tem o que gostaria de ter, também não pelejará contra a providência de Deus, nem sentirá ansiedade em seu interior. Não é a pobreza que torna o homem infeliz, mas o descontentamento. Davi louva a Deus porque sempre tem encontrado nEle o seu refúgio no dia da angústia. Quem é tudo isto para nós, certamente é digno dos nossos melhores afetos, louvores e serviços. As provas de seu povo terminarão em gozo e louvores. Quando terminar a noite da aflição, na manhã seguinte, cantarão o poder e a misericórdia do Senhor. Louvem-no agora, crentes, em fé e esperança pelas misericórdias pelas quais se regozijarão e o louvarão para sempre.

Comentário Bíblico de Matthew Henry domínio público

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